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Portugal - Holanda

Melhor resultado que exibição

Portugal – 1 – Holanda – 1 (17′ Strootman; 87′ Cristiano Ronaldo)

O que é assustador, se é que se pode falar em assustador referindo-nos ao futebol, é que a mediocridade está a tornar-se norma no futebol da selecção nacional. Mesmo até quando Portugal domina o jogo, como foi ontem (Quarta-feira) o caso.

A verdade é que há uma série de jogadores em baixo de forma, uma série de jogadores sem categoria para representarem a selecção e um equivoco. É claro que o equívoco é aquilo que tanto agrada aos treinadores mas que o adepto não entende: Hélder Postiga! Foi escolha de Scolari, de Queirós e agora de Paulo Bento. Até o Valência o quis na equipa. E, no entanto… Não se entende!

Agosto é, por norma, o mês de recomeço das equipas dos vários campeonatos, depois das normais férias de Julho. Mas é um mês atípico porque há jogadores que se atrasam devido a compromissos de selecções, campeonatos do mundo, disto e daquilo, confederações e afins. Ou seja, Agosto é um início, coxo, mas início, e, como todos os inícios, sem grandes garantias, por mais que as expectativas sejam altas.

Um Jogo Tristonho

Convenhamos, o jogo contra a selecção holandesa foi triste, mesmo que na segunda parte tenha havido um crescendo por parte da selecção nacional, e que o resultado só não foi pior porque o capitão, Cristiano Ronaldo, por menos inspirado que esteja é sempre um joker que, a qualquer momento, e num golpe de génio, que por vezes é de sorte, que também se procura, pode fazer maravilhas. E foi o que se passou ontem.

Portugal - HolandaDe Beto não há muito a dizer. Fez quase tudo o que lhe competia (quase, porque não evitou o golo que, de resto, não foi de sua responsabilidade), se bem que por vezes houvesse uma ou outra tremideira, mas sem grandes consequências negativas.

Na defesa restou Pepe. Luís Neto esteve inseguro. João Pereira igual a si próprio (muita fúria, pouco resultado) e Fábio Coentrão à procura de uma forma que ainda não tem, sem bem que tenha tentado alguns arranques pelo lado esquerdo.

No meio campo, Miguel Veloso e os Rúbens, o Amorim e o Micael. Confesso não ser admirador do futebol de Miguel Veloso e que dos Rúbens, que em dias de sorte conseguem produzir algumas coisas bonitas, não são jogadores de rumar contra a maré: quando tudo corre bem, tudo lhes corre bem, quando tudo corre mal, tudo lhes corre mal. Ontem foi um dia sem brilhantismos, e assim… Um meio campo fraco, triste e sem história.

Na frente, talvez o melhor desta selecção. Se Hélder Postiga continua a ser, como disse atrás, um equívoco, e Cristiano Ronaldo, mesmo sem chama, apagado, desinspirado ou em baixo de forma continua a ser o Cristiano Ronaldo, capaz de transformar um triste fado numa alegre cantoria, Dany foi a grande e boa surpresa. Figura intermitente nas selecções, é, ao contrário de Postiga, muito pouco amado pelos treinadores. Sem ter feito um grande jogo foi, no entanto, a figura mais impressiva e com melhor futebol da selecção.

A Alegria que Veio da Irlanda do Norte

Na segunda parte entraram Bruno Alves, para o seu lugar no eixo da defesa, e Sílvio que, um pouco como Fábio Coentrão, anda à procura de melhores dias. Para o meio campo, André Martins, menos, e Paulo Machado, mais, entraram para o lugar dos Rúbens e sentiu-se uma certa melhoria, melhor fecho da defesa e melhor e mais rápida saída para o contra ataque. Na frente, nem Pizzi nem Nelson Oliveira vieram alterar muito a ordem das coisas. Faltaram os extremos nesta equipa. Faltou Nani. E Varela.

Espera-se que esta selecção se encontre e que o seu treinador não tenha medos. Na noite em que a maior alegria veio da Irlanda do Norte, que venceu a Rússia, mas que é, também ela, a próxima adversária da selecção nacional, a equipa portuguesa mostrou a tristeza que tem sido nos últimos encontros.

Espera-se que o estado de alma se inverta. E que esta selecção mostre que pode ser mais que aquilo que é. E isto, se quiser ir ao Campeonato do Mundo do Brasil, em 2014, levar alegrias aos inúmeros emigrantes em terras de Santa Cruz e sentir-se por eles amada.

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