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Rafael Marquez Mandzukic México Croácia

México avança com toda a justiça

Vitória clara da seleção mexicana por 3-1 frente a uma Croácia que não foi capaz de se evidenciar perante a organização e gestão dos pupilos de Miguel Herrera. Num encontro que nem sempre foi bem jogado, sobretudo no primeiro tempo, valeu uma ponta final bastante mais forte da equipa americana, perante uma Croácia que esteve sempre muito presa de movimentos, com os seus principais criativos presos em missão defensiva e sem força para criar perigo junto da baliza mexicana. O México ainda chegou a sonhar com o primeiro lugar, mas avança na segunda posição do Grupo A e defrontará a Holanda nos oitavos-de-final.

Primeira parte pobre

O medo dominou as duas equipas durante a primeira parte. Se para o México a gestão era natural, já que o empate os beneficiava em termos de classificação final, para a Croácia era um pouco incompreensível. A equipa de Niko Kovac tentava, acima de tudo, não ficar em desvantagem, mas fazia-lo, também, por não ter a capacidade para subir as suas linhas e desequilibrar a defensiva azteca.

No primeiro tempo, a melhor oportunidade acabou mesmo por pertencer ao México, com Herrera a rematar muito forte, à barra, num lance onde Pletikosa não teria qualquer chance de chegar à bola. A toada foi sempre a de gestão do relógio e do adversário, num jogo de equilíbrios, mas sem que nenhum dos lados tomasse a iniciativa de mexer muito na partida. Com os ouvidos, também, no que se passava no outro encontro, as notícias do Brasil estar na frente depois de ter sofrido um golo também deixavam claro que alguém teria que ficar pelo caminho entre México e Croácia.

Intervalo, tempo de mudança

As coisas estavam favoráveis aos mexicanos, mas Miguel Herrera foi o primeiro a mexer na sua equipa, ainda que não tenha feito nenhuma substituição. Com Rafa Marquez a surgir mais subido entre os centrais, a equipa ganhava maior projeção ofensiva, tentando antecipar as mexidas de ataque dos croatas. E, de facto, não demorou muito para que Niko Kovac chamasse Kovacic para entrar em campo, reorganizando o seu meio-campo para tentar o golo.

Era o México, no entanto, quem se chegava mais perto da área adversária, criando mais situações de perigo e impondo um ritmo mais intenso quando tinha a bola em sua posse. Aos sessenta e três minutos ficou uma grande penalidade por marcar, com Srna a substituir o guarda-redes e a defender com os braços um remate de Guardado. O inevitável parecia estar bem próximo e Kovac fazia mais uma mexida, retirando o cansado Olic e lançando o jovem Rebic.

Golos para a sobremesa

A face do jogo mudou, definitivamente, aos setenta e um minutos, quando na sequência de um canto marcado por Herrera, Rafa Márquez saltou mais alto do que Corluka para cabecear para golo. O México respirava de alívio e acreditava poder ainda subir até ao primeiro lugar. Daí que tenha mantido o pé no acelerador e feito o segundo numa boa jogada, em velocidade, de Javier Hernandez, que havia entrado para o lugar de Giovani dos Santos, abrindo para Peralta servir Guardado no segundo poste, que rematou sem hipóteses para Pletikosa.

As contas pareciam definitivamente fechadas, mas o México estava agora bem perto do Brasil, em termos de goal average, e mesmo com o seu treinador a refrescar a equipa, chegou ao terceiro. Desta vez o canto foi marcado do lado contrário, por Guardado, Rafa Marquez penteou a bola no primeiro poste e Javier Hernandez finalizou. O Brasil, de ouvidos no relato, tremia, mas poucos minutos depois conseguia marcar o 4-1 e respirar fundo.

No Recife, no entanto, o jogo ainda não tinha terminado e, mesmo já sem grandes hipóteses de se apurar, a Croácia não desistia facilmente. Numa excelente movimentação de Rakitic à entrada da área, o novo jogador do Barcelona soltou Perisic na esquerda para este marcar. Até ao final do jogo, houve ainda tempo para Perisic voltar a criar perigo junto da baliza de Ochoa, com boa intervenção do guarda-redes mexicano, e para Rebic ser expulso depois de entrada dura sobre Peña.

Herrera venceu na tática

O resultado favorável ao México explica-se, sobretudo, pela boa arrumação tática do seu treinador, que consegue explorar as características dos seus atletas de forma primorosa. Ao contrário, Niko Kovac, manteve Rakitic e Modric presos numa linha recuada a meio-campo, impendido-os de utilizar a sua criatividade para criar mais perigo na baliza adversária.

O México prepara-se, agora, para defrontar a Holanda, uma boa equipa, mas que terá que provar no relvado que consegue ultrapassar as ideias e a garra dos homens de Miguel Herrera, um conjunto que não deverá virar a face perante um adversário que, reconhecendo-lhe as qualidades, não lhe é, de todo, inacessível.

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