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No grupo da morte, Costa Rica aprende a matar

Não, José Mourinho, a surpresa ainda não acabou aqui. Aliás, como disse Jorge Luís Pinto, o melhor está ainda para vir. A Costa Rica deu uma lição tática à Itália e venceu por 1-0, com um grande golo de Bryan Ruiz. Os transalpinos só criaram boas oportunidades na primeira parte, e apesar de terem mais bola, deixam a partida com a impressão de que o domínio foi sempre dos costarriquenhos, que ainda se podem queixar de uma grande penalidade por marcar a seu favor.

A lição de Jorge Luís Pinto

O treinador da Costa Rica tinha avisado e, na primeira parte, cumpriu. A sua equipa conhecia na perfeição os movimentos dos italianos e colocava a sua primeira linha defensiva no meio-campo adversário, não permitindo que Pirlo recebesse com espaço e construísse a partir de trás. A Costa Rica foi a equipa que primeiro criou algum perigo, com Celso Borges, de cabeça, a responder a um canto marcado por Bolaños, mas com a bola a sair por cima. A Itália estava longe do Tik-Itália mostrado na primeira jornada. A necessidade de ter mais iniciativa e a pressão costarriquenha obrigava-a a procurar progredir nas faixas, mas nem Candreva nem Marchisio se apresentavam especialmente produtivos.

Com tudo isto, o primeiro remate dos italianos surgiu apenas aos vinte sete minutos, com Balotelli a ganhar na luta com a defesa e a oferecer bola e espaço a Thiago Motta, que atirou ao lado. Seguiu-se o melhor período da equipa transalpina, surgindo a ligação direta entre Pirlo e Balotelli para criar perigo. Aos trinta e dois minutos, Balotelli surgiu isolado depois da abertura do 21 italiano e ensaiou um chapéu a Navas, com a bola a sair fraca e ao lado. No minuto trinta e cinco, e com o árbitro auxiliar a deixar passar um fora-de-jogo, Balotelli rematou de primeira para boa defesa do guarda-redes do Levante. Estes dois lances não retiraram o foco da equipa da Costa Rica.

Aos quarenta minutos, Junior Diaz centrou para Campbell surgir na área e a conquistar um canto, no seguimento do qual Bolaños voltou a importunar Buffon com a marcação ao primeiro poste. Na mesma jogada, Bryan Ruiz serviu Duarte, mas o central raspou a bola por cima da barra. Um minuto depois, Chiellini perdeu a bola na saída para o ataque, proporcionando uma excelente oportunidade para Campbell marcar. No entanto, o mesmo Chiellini carregou o avançado do Olympiakos sem que o árbitro assinalasse grande penalidade. Finalmente, surgiu o que parecia inevitável. Junior Diaz, uma vez mais, surgiu solto na faixa esquerda, servindo, com um cruzamento milimétrico, Bryan Ruiz, que surgiu desmarcado ao segundo poste e cabeceou sem hipóteses para Buffon.

A Costa Rica seguia com a vantagem mais do que merecida para o intervalo, com a Itália a precisar de mexidas para conseguir reagir.

Nada deu certo

Cesare Prandelli mexeu logo ao intervalo, com Cassano a entrar para o lugar de Thiago Motta. No entanto, a entrada do avançado não deu os resultados desejados, com Cassano a falhar imensos passes, fugindo sempre de sua posição, onde deveria pressionar os centrais, para posições onde não ajudou a criar perigo. Aos cinquenta e seis minutos, foi chamado Insigne para o lugar de Candreva, com o napolitano, mas também ele esteve apagadíssimo na faixa esquerda. Finalmente, a entrada de Cerci, aos sessenta e nove minutos, foi o único que teve alguma influência positiva na manobra positiva da equipa, surgindo por duas vezes, nos dez minutos finais, a servir, primeiro Insigne e depois Cassano, sem que nenhum deles conseguisse marcar. Prandelli pode queixar-se da sorte, que, claramente, não esteve do seu lado.

Aprender a matar

Cerci Italia Costa Rica

Itália sem hipóteses de respirar

A Costa Rica manteve o seu posicionamento em campo, com Jorge Luís Pinto a refrescar a sua equipa com o passar do tempo. O primeiro a sair foi Tejeda, médio que tinha como missão controlar Pirlo, entrando para o seu lugar Cubero, que esteve ao mesmo nivel. Campbell também acabou por sair para dar lugar a Ureña, enquanto Bryan Ruiz foi substituído por Brenes.

A equipa centro-americana aprendeu a matar neste encontro. Não deu hipóteses para Itália respirar, o que se foi tornando visível com o passar do tempo. Pirlo e De Rossi, com a missão de construir, não tinham espaço, Abate e Darmian não apareciam na partida e os quatro jogadores mais avançados nunca tiveram a intensidade necessária para fazer tremer a defesa adversária. Já no tempo de descontos, Brenes teve oportunidade para fazer um remate de qualidade, com a bola a roçar no poste esquerdo da baliza de Buffon.

A Costa Rica está apurada

No grupo da morte, a primeira equipa a conseguir o apuramento para os oitavos-de-final é a Costa Rica, facto totalmente surpreendente. A Inglaterra prepara as suas malas para regressar a casa e o Itália – Uruguai será uma autêntica final. Os transalpinos terão a vantagem do goal-average do seu lado, mas precisam de mostrar uma outra cara para ultrapassar os guerreiros comandados por Luis Suárez.

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