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Costa do Marfim

O adeus dos elefantes que prometem sempre mais do que dão

A Selecção da Costa do Marfim disse ontem adeus ao Campeonato do Mundo do Brasil.

E foi um adeus frente à Selecção da Grécia, o que deixa sempre um sabor amargo.

A Costa do Marfim, aparece sempre nos torneios como uma grande equipa, que é, mas depois acaba sempre assim, com um qualquer amargo de boca por ter morrido na praia. E numa altura de fim de ciclo. Sim. Tal como com as selecções italiana, espanhola ou portuguesa, também os elefantes estão a chegar ao fim de uma vida, ao fim de um ciclo que coincidiu com glória de Didier Drogba, Kolo e Yaya Touré, Didier Zokora, Boubacar Barry, Arthur Boka e Souleymane Bamba, todos com mais de 30 anos de idade. E não esquecer que, jovens como Gervinho já vão nos 27. É necessário proceder à renovação de uma selecção que sempre prometeu tudo e nunca deu nada.

A Costa do Marfim apareceu pela primeira vez num Mundial, em 2006, no Campeonato do Mundo da Alemanha. E voltou em 2010, ao Campeonato do Mundo da África do Sul. E agora esteve no Campeonato do Mundo do Brasil. E de todas estas vezes o resultado foi sempre o mesmo, o ficar-se pela fase de grupos.

Em 2006, no ano da sua estreia, tiveram o prazer de fazer parte do Grupo C, na companhia, difícil, da Argentina, Holanda e Sérvia e Montenegro. Conseguiram 2 derrotas e 1 vitória, com 5 golos marcados e 6 sofridos, com 3 ponto e um terceiro lugar. Tendo em conta o facto de serem estreantes, terem ficado atrás da Argentina e Holanda, com quem perderam, os dois jogos, por 2 a 1, não foi uma má campanha. Nesta altura já compunham esta equipa os mesmos jogadores de hoje, Drogba, Touré e companhia.

Voltaram em 2010. Com o mesmo resultado. Ou seja, a mesma classificação, o terceiro lugar, atrás de Brasil e Portugal. Neste Mundial, a Costa do Marfim fez 4 pontos, fruto de 1 vitória, 1 empate e 1 derrota. 4 golos marcados e 3 sofridos. Perdeu com o Brasil por 3 a 1, empatou com Portugal a zero e ganhou à Coreia do Norte por 3 a 0. Não se pode dizer que tenha sido um mau Mundial. O grupo, mais uma vez, era difícil.

Estranhamente, este ano, ficou-se também pelo terceiro lugar, atrás da Selecção da Colômbia, da Grécia, e somente à frente da Selecção do Japão. Conseguiu 2 derrotas e uma única vitória. 3 pontos, 4 golos marcados e 5 sofridos.

Didier Drogba

Didier Drogba, aos 36 anos, está, tal como a Selecção da Costa do Marfim, em fim de ciclo

Pode dizer-se que, este ano foi o ano da decepção. Este ano esperar-se-ia que os elefantes cumprissem as promessas com que nos fazem sonhar. Um futebol forte e bonito. A magia das estrelas, principalmente das supernovas que estão a dar o berro, estão em fim de ciclo. Mas não.

A equipa criada no Mundial de 2006 arrasta-se até hoje. Perder com Argentina e Holanda, ou Brasil, ou empatar com Portugal não é a mesma coisa que perder com a Colômbia, por melhor selecção que esta seja, e com a Grécia. Daí que, esta eliminação ter soado um pouco amarga. Poderiam ter feito mais. Deveriam ter feito mais. Em nome de uma geração que conquistou o Mundo nos clubes por onde passou, mas que na sua selecção, e à imagem das selecções africanas, não construíram nada.

Esperemos que, na renovação da sua selecção a Costa do Marfim um dia cumpra as promessas que tem feito ao longo dos anos.

Para é, é um adeus sentido e amargo.

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