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Jürgen Klinsmann

O alemão depois da Alemanha

Os portugueses estão condenados a terem de se confrontar sempre com a Alemanha. Parece sina.

Depois das amizades azedas com os espanhóis, dos acordos tácitos com os ingleses, da emigração para França e das férias populares na República Dominicana, a nossa sina é a Alemanha. Parece que não há curva onde não deparemos com eles.

Não precisamos de recuar a Bismarck para perceber que a história da Alemanha se confunde com a história da Europa e, consequentemente, com a nossa própria. Por mais que nos falem dos tempos gloriosos das descobertas, do futuro (já passado) africano, Portugal está na Europa, está bem, na Europa do Sul, que não é bem a mesma coisa, mas acaba por ser moldado pela história da Europa.

Já não bastava Angela Merkel dizer-nos o que fazer e como, agora até no futebol nos vêm dizer como o devemos jogar. Está bem que até têm um bocadinho de razão, mas bolas. Já bastava a desgraça. Não era necessário, como é comum dizer-se, bater no ceguinho.

É que depois daquele jogo de má memória com a selecção alemã, que vai ficar na memória dos portugueses como a vez, a única vez, em que os alemães conseguiram destruir todos os portugueses, ainda vamos ter de levar com outro alemão: Jürgen Klinsmann, antigo internacional pela Alemanha, actualmente seleccionador da equipa norte-americana de soccer. E ele já avisou: “só falamos sobre a forma como podemos ganhar à selecção portuguesa, com todos os jogadores incríveis que tem. É este o nosso objectivo e acreditamos nele, acreditamos que podemos ir a Manaus vencê-la. Queremos chegar à próxima fase. Se tivermos que ganhar a Portugal, então é isso que vamos fazer.” Nem mais. Como também é costume dizer-se, quem fala assim não é gago.

E vá lá, vá lá, que o Gana também não é orientado por outro alemão, como é habitual em selecções africanas. Já nos bastam a Selecção do país e o seu antigo avançado.

É preciso dizer que a selecção norte-americana, que Klinsmann comanda, vem de uma saborosa vitória sobre a selecção ganesa e está, neste momento, à frente do grupo, a par da selecção alemã. E estão, os jogadores norte-americanos, cheios de moral para enfrentar uma selecção portuguesa ferida de morte, contabilizando os lesionados, os fora-de-forma, os que não se podem lesionar por causa de futuros contractos e os que estão em risco de se lesionarem seriamente se não abrandarem.

Gana 1 - 2 Estados Unidos

Começaram bem os norte-americanos com uma vitória sobre o Gana

Pode dizer-se sem erro que a Selecção dos Estados Unidos da América parte para o jogo do próximo Domingo cheia de esperança que os portugueses não se consigam erguer, tal foi a tareia. E não pode ter-se medo das palavras: foi uma tareia, o que Portugal recebeu da Alemanha. E assim, o que resta? Jogar contra os americanos do alemão como sabem jogar e já o mostraram muitas vezes. E Jürgen Klinsmann tem isso presente. E é por isso que atira: “a nossa abordagem não é ir a Manaus defender o empate a uma bola ou a zero. Vamos lá e queremos vencer o jogo.” E porquê, Klinsmann? Porque “é assim a vida, é disto que se trata o Campeonato do Mundo.” Nem mais. A consciência do que nos espera é já metade do trabalho feito.

Os alemães, já mostraram ao que iam. E o que é que irão fazer os portugueses? Já vamos ver no próximo Domingo quando estiverem a desidratar sob a humidade de Manaus, e perceberem, finalmente, que aqui não há play-offs nem segundas oportunidades. Que afinal, é como dizia o antigo seleccionador português, agora com as rédeas do Brasil, este é um jogo do mata-mata.

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