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FOOTBALL : France vs Chili - Amical - Espoirs - 10/09/2012

O que aprendemos no dia 5 de março de 2014

Com a generalidade das equipas que irão participar no Mundial a entrar em campo nesta quarta-feira dedicada a jogos de preparação, podemos tirar algumas conclusões sobre o que nos espera no próximo verão, quando o mundo do futebol se concentrar no Brasil.

Se para algumas seleções esta quarta-feira de cinzas foi motivo de preocupação, para outras prolongou-se, no tempo, a sensação de Carnaval. Obviamente que, ao vencer por 5 a 1 os Camarões, Portugal entra no lote dos vencedores da noite passada. O conjunto africano pode não ter constituído um teste suficientemente exigente para a equipa lusa, mas será preciso recuar no tempo para encontrar um resultado tão positivo para os portugueses num jogo de preparação. Envolvendo alguns jogadores que talvez não venham a estar no Mundial – Rafa e Ivan Cavaleiro não deram sinais de merecer nova oportunidade, para já -, Paulo Bento tem bem noção de que a sua equipa é constituída por Cristiano Ronaldo e mais dez. E, verdade seja dita, Cristiano Ronaldo está bem.

Os confiantes

A Espanha escolheu um adversário bastante exigente para esta partida, repetindo aquela que foi a final do último Europeu de futebol. Frente a uma Itália que, mesmo quando desinspirada, não deixa de ser um conjunto difícil de ultrapassar no seu último reduto. Isso mesmo se pôde ver no Vicente Calderón, onde só um golo de Pedro quebrou a resistência transalpina. No entanto, a Espanha é uma das seleções que respira confiança na antevisão do próximo Mundial, juntando a um grupo de jogadores com títulos e experiência, nomes como Thiago Alcântara e Diego Costa, que poderão mesmo ser titulares no Brasil.

Outra das seleções que passou, ontem, num teste difícil, foi a França. A equipa gaulesa recebeu e bateu a Holanda, num refrescante onze onde não estiveram nem Ribéry, nem Nasri. É de sublinhar que Mangala fez uma excelente dupla com Varane, denunciando o que será a defesa do futuro desta seleção, para além de Pogba e Griezmann terem somado pontos na caderneta de Didier Deschamps. Os franceses estão em alta e podem mesmo ambicionar a chegar longe no Brasil.

Finalmente, a equipa da casa foi até à África do Sul passear classe. Frente à mesma equipa que criou imensas dificuldades à seleção espanhola no passado mês de novembro, os canarinhos não tremeram e desde cedo mostraram aquilo que já tinha ficado demonstrado na Taça das Confederações e que, como se espera, deverá ser o estilo que Scolari defenderá no Mundial: uma equipa que entra em campo sem dúvidas quem vai ganhar. Sempre.

A rever

A Inglaterra voltou a vencer e, uma vez mais, os pupilos de Roy Hodgson deixam em dúvida quem tenta analisar a equipa inglesa. Com um onze onde, do meio-campo para a frente, a presença de jogadores do Liverpool é de notar, foi Sturridge quem marcou. Gerrard e Rooney são os escolhidos pelo treinador para oferecer experiência no momento ofensivo, mas parece mesmo depender de jogadores como o marcador do golo ou o seu colega Sterling aquilo que a Inglaterra vier a fazer no Mundial.

Outro caso enigmático é a Bélgica. Depois de uma excelente carreira na fase de apuramento, os belgas não foram além de um empate, em casa, frente à Costa de Marfim. Será que a geração de ouro belga tem o que é preciso para fazer a diferença num Mundial? Não deveremos esperar que a Bélgica passe por mais do que um período de aprendizagem nesta competição. Pedir-lhes mais, seria um peso exagerado sobre os ombros de um conjunto onde ninguém é ainda a âncora para os momentos de tempestade.

As desilusões

Oguchi Onyewu

Onyewu precisa de melhorar na equipa dos EUA

Um dos adversários de Portugal, os Estados Unidos, deixou uma péssima imagem daquilo que poderão vir a fazer no próximo Mundial. Enfrentando uma seleção que não está ao nível nem de Portugal, nem da Alemanha, os norte-americanos perderam por 0 a 2. A equipa ucraniana soube como desorientar a defesa do seu adversário, que também se demonstrou muito pouco eficaz no momento de atirar à baliza. Uma desilusão, quando falta tão pouco tempo para viajar para o Brasil.

A Austrália também continua a demonstrar que é bem diferente dominar uma fase de apuramento e conseguir, depois, competir com seleções mais evoluídas. O conjunto de “Down Under” até entrou muito bem na partida frente ao Equador, marcando três golos na primeira meia-hora, mas esteve ausente na segunda parte do jogo, sofrendo quatro golos e acabando derrotado, num dia em que poderia ter conquistado o balanço necessário para tentar surpreender no Brasil. Uma vez mais, é na defesa que estarão as principais preocupações para o técnico australiano.

Agora é tempo de pensar nas convocatórias, já que os próximos encontros de preparação se irão realizar mesmo em vésperas de início de competição.

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