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Cristiano Ronaldo na Selecção Portuguesa

Os Cromos do Mundial – Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo aparece no Campeonato do Mundo do Brasil, de 2014, com a Bola de Ouro da FIFA, de Melhor Jogador de 2013. Título ganho já, pela segunda vez, depois de o ter conquistado em 2008. Embora leve debaixo do braço este título, Cristiano Ronaldo aparece com a selecção portuguesa fora do grupo de possíveis vencedores do torneio. Ou seja, sem a pressão do vencer. O que alivia as coisas. Portugal não tem o estatuto do Brasil, Argentina ou Alemanha. Estes sim, são os verdadeiros candidatos. Mas esta ausência do grupo candidato, permite a criação de outras coisas. Por ventura mais bonitas. Portugal aparece assim, a jogar por fora, com o Melhor Jogador do Mundo, a tentar fazer um brilharete, mas sem o anunciar. E quem não o desejará, na sua mais secreta esperança?

Nascido Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, no Funchal, ilha da Madeira, em Fevereiro de 1985, passaram-se alguns anos, contudo, até que se tornasse CR7.

Mas já nesse percurso inicial houve quem percebesse o que é que estaria para vir da cabeça, e, essencialmente, dos pés, desse miúdo. E que o levaria a ser a maior contratação de sempre do futebol, quando o Real Madrid pagou mais de 90 milhões de euros pela sua aquisição. O ano passado esse valor já foi ultrapassado pelos 100 milhões de euros que o mesmo Real Madrid pagou por Gareth Bale ao Tottenham. Mas Bale ainda não é CR7.

Como Tudo Começou

Tudo começou, como começa normalmente, pelo início. E o início deu-se na ilha da Madeira, terra onde o pequeno Cristiano nasceu, de família modesta, muito modesta.

Desde pequenino sempre andou aos chutos na bola e então, para os chutos, e as bolas, não caírem em sacos rotos, o pequeno Ronaldo começou a jogar futebol, mais ou menos à séria, num pequeno clube local, chamado Clube de Futebol Andorinha de Santo António. Em 1995, com apenas 10 anos de idade, mudou-se para um clube com outra dimensão e ambição, o Clube Desportivo Nacional. Aí, ainda miúdo, deu nas vistas e, aos 12 anos de idade, é cobiçado pelo Sporting Clube de Portugal que, devido a uma suposta dívida do Nacional, o leva para o continente, onde, anos mais tarde,

Cristiano Ronaldo no Sporting

Foi no Sporting que Cristiano Ronaldo começou a dar nas vistas

se profissionaliza, como craque da bola, ainda ao serviço do Sporting.

No Sporting, Cristiano Ronaldo concretiza a proeza única de ter jogado, numa só época, pelas equipas de sub-16, sub-17, sub-18, B e equipa principal. E na sua estreia pela equipa principal do Sporting, contra o Moreirense, Cristiano Ronaldo marca dois golos. Aqui começa já a sua imagem de marca, de um rapaz, depois homem, a querer ultrapassar os limites. Os seus e os dos outros. A querer ir mais além. Pernas afastadas, braços esticados, punhos fechados, olhar concentrado. E a concretização. Ainda hoje é assim. Vejam-no a marcar um livre ou uma grande penalidade.

É já no Sporting Clube de Portugal, então, que sir Alex Ferguson, treinador e manager do Manchester United, o descobre. A quando da inauguração do estádio do Sporting, o Alvalade XXI, o convidado de honra foi a equipa do Manchester United que acabaria por ser derrotada por 3 a 1, e com um jovem a dar tanto nas vistas que sir Alex Ferguson o quis de imediato. E é então que, em 2003, o futuro Melhor Jogador do Mundo, com 18 anos, torna-se jogador do Manchester United, em troca de 15 milhões de euros que o Sporting encaixou. E o Cristiano Ronaldo foi ocupar o lugar de David Beckham que tinha ido para o Real Madrid. Afinal, o mesmo trajecto que Cristiano Ronaldo iria fazer alguns anos mais tarde.

E o que se Seguiu

Chegado a Inglaterra, logo no ano seguinte, e com apenas 19 anos, Cristiano Ronaldo ganha o seu primeiro troféu em Terras de Sua Majestade, vencendo a Taça de Inglaterra com o Manchester United. 2004 foi também o ano do Euro em Portugal, e Cristiano Ronaldo ajudou a selecção nacional a chegar à final onde acabaria por perder com a selecção grega. Contudo, o mesmo Cristiano, com 19 anos apenas, foi incluído na equipa ideal do torneio.

Entretanto, chegado a Inglaterra, e à equipa de sir Alex Ferguson, Cristiano Ronaldo pede a camisola número 28, afinal, o número que usava no

Cristiano Ronaldo no Manchester United

Foi no Manchester United que nasceu o CR7

Sporting. Que não, que tal não era possível, terá dito Alex Ferguson, que para ele, Cristiano, só estava disponível a camisola número 7, que já tinha vestido, outrora, gente como George Best, Bryan Robson, Éric Cantona e David Beckham. E não consta que Cristiano se tenha vergado perante o peso da sua nova camisola. Antes pelo contrário. Foi um excelente utilizador. E aí nasceu o CR7. Que tem vindo a formar-se ao longo dos anos.

Desde que chegou a Inglaterra, Cristiano Ronaldo conquistou uma Taça de Inglaterra, duas Taças da Liga, três Premier Leagues, uma Super Taça, uma Liga dos Campeões e um Mundial de Clubes. Além disso, em 2008 tornou-se o segundo jogador no Mundo, depois de Ronaldo (o brasileiro) em 1997, a ganhar, numa só época, o título de Melhor Jogador do Mundo da FIFA, a Bota de Ouro e a Bola de Ouro da France Football. E toda uma panóplia de prémios individuais e colectivos, não tão importantes, mas importantes na mesma, claro, mas tantos que se tornaria fastidioso estar aqui a enumerá-los. É pouco? Não parece.

Contudo, e paralelamente a todo este sucesso em Inglaterra, desde 2007 que se falava, insistentemente, do interesse do Real Madrid. E como não há fumo sem fogo, as coisas começam a mudar. Entretanto, era já o jogador mais bem pago da história do Manchester United. Cristiano Ronaldo, já CR7, ia derrubando limites. Uns atrás dos outros. E esse foi um vício que lhe ficou para a vida. Derrubar os limites. E ultrapassá-los. E Manchester já começava a ser pequeno. E então, é impossível dizer que não ao galáctico Real.

E como Tudo Continuou

Em 2009 chega finamente ao galáctico Real Madrid. A maior contratação de sempre. E só agora, quase 5 anos passados é que a sua contratação é superada pela do galês Gareth Bale. Mas para o que realmente interessa, Cristiano Ronaldo chega ao Real Madrid para a segunda vaga de uma equipa galáctica (a primeira vaga também contou com um português, Luís Figo). Vem juntar-se a Kaká, Benzema e Xavi Alonso.

E começou logo ali, de início, até para dizer ao que ia, a quebrar recordes.

Na sua segunda temporada em Madrid, na época 2010-2011, tornou-se o melhor marcador de uma só temporada na história do Real Madrid,

Cristiano Ronaldo no Real Madrid

Mas foi no Real Madrid que CR7 começou a ultrapassar os limites e a bater recordes

conseguindo 53 golos, ultrapassando o detentor do anterior recorde, Ferenc Puskás, que tinha conseguido a marca de 49 golos. Também para La Liga Cristiano Ronaldo pulverizou outro recorde ao marcar 40 golos, e superando Telmo Zarra, que em 1938, e Hugo Sánchez, que em 1990, tinham marcado 38 golos.

Em 2012, Cristiano Ronaldo joga o seu 133º jogo pelo Real Madrid contra o Osasuna e, nesse jogo, marca o seu 133º golo, o que lhe dá a bonita média de 1 golo por jogo. Nessa época, ainda, Cristiano Ronaldo bate os seus próprios recordes, fazendo 46 golos em La Liga e atingindo a marca dos 60 golos no conjunto de todas as competições. Ainda nesse ano, ano de pulverização de recordes, Cristiano Ronaldo desperta a cobiça do novo-rico Manchester City mas, Florentino Pérez, o presidente do Real Madrid, limitou-se a recusar a proposta multi-milionária. No ano seguinte, 2013, foi a vez de outro clube novo-rico, o Paris Saint-German, de cobiçar Cristiano Ronaldo, mas dessa vez foi o próprio Cristiano Ronaldo a recusar a oferta multi-milionária. É então que se começa a ouvir falar da vontade de Cristiano Ronaldo de voltar para  Manchester United, pelo que até estaria disposto a baixar o salário. Como resposta, o Real Madrid e Cristiano prolongaram o contracto que tinham. E a verdade é que continua lá por Madrid, a conquistar o Mundo.

Entretanto, Cristiano Ronaldo tem sido, também, o abono da selecção portuguesa de futebol. Não tendo, hoje, uma selecção de primeira linha, como já teve há alguns anos atrás, tem sido o desejo e a vontade de Cristiano Ronaldo, de ir sempre o mais longe possível, que tem dado à selecção as coisas bonitas que esta tem feito. Bastaria atentar nos dois jogos do play-off de apuramento para este Campeonato do Mundo de Futeol, para se perceber a dimensão de CR7. Neste momento, ele é a selecção. E se Portugal causar alguma boa surpresa no Brasil, com certeza que será graças a Cristiano Ronaldo.

E não esquecer: Cristiano Ronaldo é Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

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