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Franck Ribéry na Selecção Francesa

Os Cromos do Mundial – Franck Ribéry

Franck Henry Pierre Ribéry nasceu católico em Boulogne-sur-Mer, França, a 7 de Abril de 1983. Aos 2 anos de idade sofreu um grande acidente de viatura com a família, que lhe deixou a cara marcada com uma enorme cicatriz que haveria de se tornar uma imagem de marca. Em 2006, Franck Ribéry converteu-se ao islão e adoptou o nome de Bilal Yusuf Mohammed.

Antes dos 20 anos, e de assinar contrato com o Stade Brestois, Ribéry trabalhou como servente de pedreiro, ajudando o seu pai. Ao mesmo tempo foi trabalhando o seu desejo pelo futebol em pequenas equipas locais que haveriam de o levar ao topo.

Franck Ribéry nunca foi um pré-destinado que tivesse logo dado nas vistas. Foi um jogador esforçado e trabalhador. Foi crescendo com o tempo, com o trabalho e a perseverança. A sua projecção internacional foi sendo ganha à medida que o seu futebol se ia tornando fundamental para as suas equipas, em especial a selecção francesa que, por vezes, carregava às costas. Mas haveria de ser no Bayern de Munique que Ribéry rebentaria em todo o seu esplendor, resultando em finalista da Bola de Ouro de 2013, que acabaria por perder para um Cristiano Ronaldo fora-de-série. Mas que no entender do presidente da UEFA, Michel Platini, seria ele o verdadeiro merecedor da Bola de Ouro por ter ganho, ao serviço do Bayern, a Liga dos Campeões, para além da Budensliga, da Taça da Alemanha e da Super-Taça alemã.

Como Tudo Começou

Mas tudo começou la muito para trás, ainda nos anos ’80 do século XX quando, com a idade de 6 anos, o pequeno Ribéry começou a jogar futebol no clube da sua terra, Boulogne-sur-Mer. Aos 12 anos mudou-se para o Lille, mas o mau desempenho na escola levou-o a afastar-se da bola, voltando 4 anos mais tarde ao mesmo clube.

Em 2001, com 18, assina o seu primeiro contrato como profissional, pelo Boulogne. Um ano mais tarde muda-se para o Olympique Alès e um ano mais tarde vai para o Brest da Ligue 2, clube que luta pela subida à Ligue 1 francesa e onde Ribéry já começa a dar nas vistas.

Um ano mais tarde, na época de 2004-2005, faz a sua estreia na Ligue 1 francesa pelo Metz, tendo sido considerado uma das revelações do ano e

Franck Ribéry no Metz

Foi no FC Metz que Ribéry fez a sua estreia na Ligue 1, em 2004

tendo sido, inclusivamente, o jogador do mês de Agosto. No entanto, Franck Ribéry só está 6 meses ao serviço do Metz, após os quais se muda para a Turquia, para jogar os 6 meses seguintes ao serviço do Galatasaray. Esses 6 meses na Turquia são suficientes para apaixonar os adeptos do Galatasaray pelo seu futebol e para conseguir ganhar a Taça da Turquia, a sua primeira grande conquista. No entanto, e de novo, ao fim de 6 meses, no final de época, eis que Franck Ribéry está, de novo, de malas aviadas de volta para França, para o Olympique de Marselha. Às costas levava um processo movido pelo clube turco por quebra de contrato, mas a FIFA viria em seu favor permitindo-lhe jogar pelos franceses. E foi ali, em Marselha, que foi eleito por 3 vezes o Melhor Jogador do Mês, que marcou o Golo do Ano num jogo com o Nantes e que foi seleccionado para o Campeonato do Mundo de 2006, na Alemanha.

Depois de 2 épocas brilhantes no Olympique de Marselha, Franck Ribéry, um valor já confirmado, mas com grande potencial ainda para desenvolver, foi desejado pelo Arsenal, pelo Olympique de Lyon e, mais tarde, também pelo Real Madrid. Mas acabaria por serem os alemães do Bayern de Munique a conseguir contratá-lo. E em boa hora o fizeram. Para eles e para o próprio Ribéry.

E como Tudo Continuou

Ao optar pelo Bayern de Munique, Franck Ribéry fez a sua melhor jogada. E o Bayern adquiriu a sua melhor peça para uma máquina que iria funcionar na perfeição e a quem mais tarde, Pepe Guardiola, depois de ganhar quase tudo o que havia para ganhar no Barcelona, iria dar outro élan. Com a chegada de Franck Ribéry a Munique, aumentam as assistências aos jogos do Bayern para ver a estrela em ascenção e também os outros jogadores que acabaria por levar atrás de si, num embalo de qualidade. No primeiro ano o Bayern só conseguiu ganhar a Taça da Liga da Alemanha. No ano seguinte venceria a Bundesliga. E Franck Ribéry seria eleito o Jogador do Ano.

Ao optar pelo Bayern de Munique, Ribéry fugiu a um Lyon que iria desaparecer do estrelato após as 7 vitórias consecutivas na Ligue 1 francesa e após Juninho Pernambucano ir embora, e ainda fugiu a um devorador Real Madrid que a partir de 2009 viveria sob o signo de Cristiano Ronaldo.

No Bayern, Franck Ribéry, que seria a mais cara compra de sempre do clube alemão, ganharia a Taça da Liga alemã em 2007, ganharia a Taça da

Franck Ribéry no Bayern

Foi no Bayern que explodiu o futebol de Ribéry

Alemanha em 2008, 2010 e 2013, ganharia a Bundesliga em 2007-08, 2009-10, 2012-13, 2013-14, a Super-Taça da Alemanha em 2010 e 2012, a Liga dos Campeões em 2012-13, a Super-Taça da Europa 2013 e a Taça do Mundo de Clubes em 2013.  E a esta lista poder-se-ia juntar um rol de prémio individuais que Franck Ribéry tem ganho ao longo da sua carreira, e que não são poucos.

A cereja em cima do bolo ainda não a houve, mas esteve próximo, quando este ano esteve entre os 3 primeiros no prémio Bola de Ouro da revista France Football e FIFA, prémio esse que acabou por consagrar, pela segunda vez, o português Cristiano Ronaldo, e repetindo o que se passara em 2008, com Ribéry numa shortlist e Cristiano saindo vencedor.

Mas se a carreira de Ribéry corre bem ao serviço do clube que representa, já na selecção francesa as coisas não correm tão bem. Por um lado, minada por egos e longe dos seus tempos de glória, a selecção tricolor arrasta-se no campos. E Ribéry com ela. Em 2010, e enquanto estava ao serviço da selecção francesa, Ribéry foi acusado, juntamente com outros jogadores franceses, de, alegadamente, recorrer ao serviço de prostitutas menores de idade. Devido a esse acontecimento, Franck Ribéry esteve 1 ano afastado das convocatórias da selecção do galo. Ainda em 2010, no Campeonato do Mundo da África do Sul, de má memória para a França, com uma campanha muito medíocre, Ribéry fez parte de um grupo de revoltados que se insurgiram contra o seleccionador francês, a quem acusaram responsável pela má prestação da selecção no Mundial.

Mas o tempo passa e tudo cura (ou quase), e Ribéry já está de volta à selecção francesa. Não tendo feito uma grande campanha de qualificação, tendo conseguido o apuramento nos play-off contra a Ucrânia, a França aparece no Campeonato do Mundo de 2014, como uma selecção com uma palavra a dizer, e muito o deve a Franck Ribéry, provavelmente o melhor jogador francês da actualidade, e o melhor depois de Zenédine Zidane.

Rápido, manhoso, de excelente drible e com grande controle de bola, Franck Ribéry é um grande jogador que vale a pena ver jogar e que, sozinho, pode mudar o estado das coisas.

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