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Owen Hargreaves 2006

Os ingleses e o penaltis

Na passada terça-feira, Daniel Sturridge falhou (vergonhosamente, diga-se) uma grande penalidade no jogo entre o Liverpool e o Everton e logo as redes sociais se encheram de piadas sobre os ingleses e os penaltis. É verdade que a seleção de Sua Majestade tem vivido tardes/noites bem negras quando se vê perante a necessidade de marcar grandes penalidades. Existem razões para as temer na equipa de Roy Hodgson?

Na memória de todos os portugueses estão dois episódios do trauma inglês com os desempates por grandes penalidades, ambos com Portugal a atravessar-se no caminho da equipa britânica. Uma delas ocorreu em 2004, em pleno Estádio da Luz, durante o Europeu aqui organizado. Mas, com o foco em Mundiais de Futebol, 2006 foi um ano de esperança para os ingleses, tendo em conta que apresentavam uma das suas melhores gerações de futebolistas no pleno das suas faculdades. Steven Gerrard, Frank Lampard, David Beckham, Joe Cole e Wayne Rooney prometiam, e bem, um possível ataque ao título. No entanto, ao encontrarem Portugal nos quartos-de-final, Ricardo tornou-se, uma vez mais, num verdadeiro pesadelo para os ingleses, que se viram afastados ao perderem por 1 a 3. Owen Hargreaves foi o único a marcar.

Owen Hargreaves 2006

Um Owen Hargreaves não faz a primavera

Já em 1998, no Mundial disputado em França, os ingleses haviam passado pelo mesmo. Nos oitavos-de-final, em Saint-Étienne, o jogo começou marcado pelos penaltis, com Batistuta a abrir o marcador para a Argentina, aos 6 minutos, e Alan Shearer a empatar, aos 10, da mesma forma. Os ingleses estiveram na frente, mas os argentinos empataram e depois de um prolongamento sem golos, a marca das grandes penalidades desempatava o encontro a favor da seleção albiceleste. Paul Ince e David Batty ficaram marcados pelos seus falhanços. Em comum com o que aconteceu em 2004 e 2006, também no Europeu anterior os ingleses tinham sido eliminados na marcação de grandes penalidades, aí a favor da Alemanha e para desgraça de Gareth Southgate.

Um lado bom nos 11 metros

Nem sempre os ingleses se podem lamentar das grandes penalidades. Se bem que, o melhor, é poder marcá-las durante o jogo. Assim foi em 2002, no Sapporo Dome, quando, também numa partida frente à Argentina, os ingleses saíram vencedores por uma bola a zero. O golo? David Beckham, na marcação de uma grande penalidade. Naquele que foi considerado, nesse ano, uma espécie de grupo da morte, os argentinos acabaram por ficar de fora do Mundial devido a essa grande penalidade. A Inglaterra fechou o grupo em segundo lugar, atrás da Suécia, goleou a Suécia e acabou eliminado pelo Brasil, futuro campeão do mundo, graças a Ronaldinho e, porque não dizê-lo, Sven-Goran Erikson (mas isso é outra história).

Gary Lineker 1990

Lineker festeja enquanto é tempo

1990 foi um ano de emoções mistas para os Ingleses. Passando o grupo que poderá ter sido dos mais equilibrados de sempre (Inglaterra, com uma vitória e dois empates, superiorizou-se à República da Irlanda e à Holanda, ambas com três empates), os ingleses ultrapassaram a Bélgica com um golo de David Platt aos 119 minutos e viram-se enfrentar uma das sensações desta competição, os Camarões, nos quartos-de-final. É um dos jogos loucos da história dos Mundiais de Futebol. David Platt colocou os ingleses na frente do marcador mas, ao passar da hora de jogo, Kundé e Ekéké deram a vantagem aos Camarões. Gary Lineker acabou por ser o homem que transformou o jogo, marcando duas grandes penalidades, uma no decorrer dos 90 minutos, outra no prolongamento, que empurraram os ingleses para as meias-finais. Infelizmente, aí depararam-se com a RFA e, na marcação das grandes penalidades, acabaram eliminados, com Stuart Pearce e Chris Waddle a desperdiçar as suas oportunidades, dando origem à frase de Gary Lineker: “O futebol é um jogo onde 22 homens correm atrás da bola e, no fim, a Alemanha ganha”.

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