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Oxlade Chamberlain England

Os rapazes de Roy Hodgson – parte II

Se nas zonas mais recuadas do terreno a dificuldade é encontrar alternativas credíveis já do meio-campo para a frente a oferta excede largamente os lugares em disputa. Na revista das opções nem sequer vou referir Daniel Sturridge; pelo momento de forma e pela posição que ocupa é um dado adquirido.

Adam Lallana – Médio do Southampton, 25 anos

Se há um ano ser chamado à seleção A e estar na calha para jogar o Mundial não passavam de sonhos longínquos, hoje, com apenas três internacionalizações seniores, é impensável a presença Inglesa no Brasil sem ele. Apesar de não ter estado envolvido em nenhum dos jogos da qualificação agarrou com unhas e dentes a derradeira oportunidade que Roy Hodgson lhe deu. A primeira convocatória chegou para os amigáveis com o Chile e Alemanha, em Novembro. Nestes jogos que tendem a ser incaracterísticos e desinteressantes, em que é difícil aos jogadores manterem os seus níveis motivacionais e de concentração, Lallana foi provavelmente o melhor Inglês em campo. Evidenciou o que já tínhamos visto no Southampton: versatilidade, criatividade, energia. É mais um dos que pode jogar nas alas, direita ou esquerda, ou no centro do terreno como médio ofensivo. Sempre à procura do espaço para o passe certo, é um elemento que contagia positivamente os colegas de equipa. Adam Lallana é um jogador que mexe com o jogo e os jogadores decisivos nunca são de mais.

Jay Rodrigez – Médio do Southampton, nascido em 89

Rodriguez é oriundo das camadas de formação do Burnley e como o apelido sugere tem ascendência espanhola. Jay pode jogar na ala ou numa posição central, tanto como avançado ou no apoio ao homem da frente. Faz parte do grupo de jovens de excecional qualidade que se têm afirmado no Southampton esta época, sendo atualmente o melhor marcador da equipa com 10 golos. Pode vir a ser um elemento interessante na equipa inglesa mas talvez não no futuro imediato, a verdade é que está um bocado tapado por Wayne Rooney e Daniel Sturridge.

Alex Oxlade-Chamberlain – Extremo do Arsenal, 20 anos

Oxlade Chamberlain England

Oxlade-Chamberlain já se sente parte do grupo, apesar da juventude

O futebol está-lhe nos genes, o pai e o tio – Mark e Neville Chamberlain – também foram profissionais. O Touro (Ox), como é conhecido, ingressou na Academia do Southampton aos 7 anos e durante uma década percorreu as camadas jovens do clube. Estreou-se pela equipa principal aos 16, quando os Saints disputavam a League One, a terceira divisão inglesa e no verão de 2011 assinou pelo Arsenal. Esteve nas seleções jovens e em 2012 jogou o seu primeiro grande torneio internacional, o Euro da Polónia e Ucrânia. Roy Hodgson incluiu-o na qualificação para o Campeonato do Mundo e ele foi conquistando o seu espaço. No jogo inaugural da Premier League sofreu uma grave lesão no joelho que o afastou dos relvados durante meio ano. Oxlade-Chamberlain chegou a confidenciar que rever os vídeo do jogo com o Brasil, no Maracanã, em que marcou um golo espetacular, o ajudou a lidar com a frustração e a recuperação prolongada. Ao voltar à competição não demorou muito a exibir o ritmo e espírito competitivo que o caracterizam, de jogo para jogo o seu impacto no desempenho do Arsenal cresce. Como se viu em Bayern, na segunda mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Nada intimidado por estar a defrontar o Campeão Europeu, Chamberlain foi a imagem da determinação lutando contra a maré de um resultado desanimador em casa. Ao contrário de Walcott tem a sorte de estar a atingir o pico de forma nas vésperas da convocatória definitiva para o Brasil. É uma das apostas mais seguras.

Theo Walcott – Avançado do Arsenal, nascido em 89

Ele pode ter só quase 25 anos mas já é bastante rodado. E podia ser mais não fosse o tempo roubado pelos problemas físicos. Chegou ao Southampton aos 11 anos onde passou os seis seguintes na formação. Sempre à cata de talentos precoces, Wenger foi buscá-lo em Janeiro de 2006 mas foi preciso esperar pelo seu décimo-sétimo aniversário para poderem assinar um contrato profissional. Seguindo uma recomendação do Francês, Eriksen incluiu-o na expedição Inglesa ao Mundial da Alemanha desse mesmo ano. Mesmo não tendo jogado uma única partida, ficou a experiência. Na época seguinte fez o seu jogo inaugural tanto na Liga Inglesa como na Liga dos Campeões, tornando-se o jogador mais jovem a alinhar pelos Gunners nas competições europeias. Aquele que chegou a ser considerado o herdeiro de Thierry Henry leva já oito épocas e meia no Arsenal e apesar de alguns períodos de brilhantismo ainda não foi capaz de mostrar toda a qualidade que tem de forma consistente e regular. As lesões frequentes têm impedido essa explosão definitiva que os Ingleses aguardam. Para não variar, a 4 de Janeira sofreu uma rutura dos ligamentos cruzados do joelho esquerdo que lhe acabou com a época e reduziu as hipóteses de estar no Mundial a quase zero.

Raheem Sterling – Extremo do Liverpool, 19 anos

É verdade que ainda é pouco mais que uma criança mas ninguém repara nisso ao vê-lo jogar ao lado de Luiz Suárez e Sturridge no Liverpool. Repara, isso sim, na velocidade, nos dribles e na cabeça levantada, sempre à procura da melhor solução. O dedo de Brendan Rodgers tem sido evidente na evolução do jovem ala que anda a ganhar o gostinho pela finalização. Não é nada egoísta, nem está deslumbrado com o seu próprio umbigo. Está disposto a aplicar-se e trabalhar muito, como ficou provado na sua única chamada à equipa sénior de Inglaterra. O selecionador e outros colegas de seleção louvaram-lhe o espírito e a performance. Acresce ainda que está rotinado a jogar com Gerrard e Daniel Sturridge, dois elementos já com lugar cativo.

Ross Barkley – Médio do Everton, nascido em 93

O atual Manager do Everton, Roberto Martinez não lhe podia tecer mais rasgados elogios. Realça o nível técnico e o controlo de bola absolutamente atípicos num jogador britânico, que o médio ofensivo conjuga com o poderio físico que, esse sim, os caracteriza. Várias foram as personalidades do mundo do futebol a expressar admiração pelas suas capacidades desde que aos 11 anos entrou nas camadas de formação do Everton – Lineker chamou-lhe um “talento prodigioso”, Jamie Carragher aponta-o como sucessor de Gerrard. Aos 17, quando se preparava para estrear na Liga Inglesa, quase viu a carreira de sonho ir por água abaixo. Um choque durante uma partida dos Sub19 provocou não uma mas três fraturas diferentes na perna. Um duro golpe para um adolescente que tinha as marcas do ex-Toffee Wayne Rooney como referência. Depois de empréstimos ao Sheffield Wednesday e Leeds United o jovem regressou à casa mãe. A primeira chamada ao escalão A Inglês veio em Setembro do ano passado, para o jogo de qualificação contra a Moldávia em Wembley. Seguiram-se mais duas prestações em jogos amigáveis e Hodgson parece satisfeito com o que viu.

Andros Townsend – Médio do Tottenham, 22 anos

Townsend é um produto da formação dos Spurs, onde está desde os oito anos. Em todas as previsões o seu nome é um dos que levanta mais dúvidas. Foi chamada pela primeira vez à equipa principal de Inglaterra em Setembro de 2013, para a jornada dupla de qualificação frente à Moldávia e Ucrânia, mas não chegou a entrar em campo. A estreia deu-se no mês seguinte, contra Montenegro, e não podia ter causado melhor impressão: fez a assistência para o primeiro golo, marcou o terceiro e foi considerado “Homem do Jogo”. De facto, o selecionador reconheceu a participação decisiva que Townsend teve nos dois últimos jogos do grupo, e a sua presença no Mundial parecia muito bem encaminhada. Contudo, a distensão muscular que sofreu em meados de Dezembro, e que obrigou a uma ausência de dois meses, veio pôr tudo em causa. Ele está recuperado fisicamente mas nestas quatro semanas desde que voltou à competição perdeu espaço para Lennon e continua em baixo de forma.

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