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Pepe Cabeçada Muller

Pauliceia: A tua cara não me é estranha

A estreia de Portugal neste Mundial foi marcada por um reencontro com a Alemanha, seleção contra a qual também nos havíamos estreado no último Europeu. As duas equipas apresentaram formações muito parecidas às de há dois anos, com Portugal a ter apenas Hugo Almeida no lugar de Hélder Postiga. No entanto, em lugar de uma teia apertada que os germânico só conseguiram rasgar com um golo, em 2012, a equipa portuguesa desmoronou-se logo nos minutos iniciais e permitiu uma goleada de 0-4. Joachim Low estaria, certamente, a pensar que aquela cara não lhe era estranha.

Aprender com erros, por favor

Se há uma característica que parece não tocar à seleção portuguesa é a capacidade de aprender com os erros. Assim se foi vendo durante a fase de qualificação e assim se viu ontem em Salvador da Bahía. O onze português apresentou-se em campo como quem se apresenta num encontro de amigos, sem uma atitude ou gesto que pudesse permitir entender um trabalho prévio sobre as movimentações dos alemães. Foi por isso que muito cedo se sucederam alguns erros junto da área nacional e foi por isso que os alemães se viram a vencer à passagem dos dez minutos.

Não enganarás Low duas vezes

Sabendo o técnico germânico que a equipa Portuguesa elabora os seus esquemas defensivos através de duelos de homem para homem, a utilização de vários avançados móveis causou algum pânico nas linhas recuadas lusas. Foi dessas movimentações que surgiu a grande penalidade que dá origem ao primeiro golo, tal como as restantes oportunidades dos alemães na primeira meia hora. O segundo golo alemão, na marcação de um pontapé de canto, passou, também, pela boa leitura das fragilidades da defesa zona portuguesa das bolas paradas, algo que, uma vez mais, não é virgem no nosso percurso.

A cabeça de Pepe

Pepe perdeu ontem mais uma oportunidade de poder passar à história como o talentoso defesa-central que ele é, em lugar de o fazer como um elemento com tendência ao uso da violência dentro do relvado. Uma vez mais, o internacional português perdeu a cabeça. Desde o início do jogo, aliás, a sua atitude perante as decisões arbitrais já pareciam indiciar o pior. O cartão vermelho foi apenas uma consequência da desorientação que se havia instalado no sub-consciente do jogador. Que é culpado, não se podendo escamotear a forma como prejudicou a equipa com o seu gesto. Mas também é bom olhar para lá das evidências e perceber que Pepe entra em descontrolo emocional sempre que a sua equipa passa por dificuldades dentro de campo. Foi assim no Real Madrid, é assim na Seleção. Para o bem de Pepe, e de todos nós, um plano defensivo bem estruturado é necessidade essencial no início de cada jogo.

Não existem jogos menores

Se bem que o Portugal – Alemanha tenha dado água pela barba em termos de análises, ideias e conclusões, o Mundial não parou. Irão e Nigéria fizeram o favor de se anular mutuamente, perdendo uma boa hipótese de pressionar a Bósnia-Herzegovina na luta pelo apuramento para os quartos-de-final. Num jogo típico de abertura de Mundial, o empate a zero não é prometedor para nenhuma das equipas. À noite, o Estados Unidos – Gana deixou claro que nem só de talento se vive numa competição desta monta. Dempsey marcou o golo mais rápido do Mundial e os Estados Unidos souberam defender-se e atacar de forma organizada e concludente. O talento do Gana, apesar de um regalo para os olhos, esbarrou demasiadas vezes nas barreiras americanas. São os Yankees os inimigos a abater pela seleção portuguesa. Batalha marcada para domingo.

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