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Pauliceia: Adeus Espanha

É sempre doloroso encarar a realidade, sobretudo quando esta nos surge em forma de duas derrotas claríssimas, deitando por terra a ambição de defender um título de campeão mundial. Foi o que aconteceu com a Espanha que, junto de Austrália e Camarões, ficou ontem a conhecer o seu destino: fazer mais um jogo e ir para casa.

O erro de Del Bosque

O erro de Del Bosque não é nada de original. Muitos treinadores, patrões ou políticos o cometeram antes dele. Conjuga-se da seguinte forma: confiante na forma de fazer determinada coisa, repetes a fórmula, sem inovação, até ao momento em que deixa de funcionar. Assim foi com a Espanha. O técnico recebeu uma equipa construída por Luís Aragonés e muito trabalhada a partir da ideia do Barcelona/La Masia. Soube trabalhá-la para manter a fome de títulos durante mais duas competições. Mas ao não compreender que, em 2014, os mesmos jogadores não têm a capacidade de enfrentar os problemas da mesma forma, perdeu a sua equipa da mão. Depois de ter visto como “apenas uma derrota” a goleada frente à Holanda e de se ter confessado “tímido e dorido” no fim do jogo com o Chile, o tempo de Vicente del Bosque parece ter terminado. Para que a Espanha renasça das suas cinzas já a partir de setembro.

A Austrália não acaba aqui

Existem despedidas e despedidas e os sorrisos dos adeptos australianos nas bancadas do Beira-Rio, em Porto Alegre, mostravam bem que a passagem dos Socceroos pelo Mundial, apesar das duas duas derrotas, é bastante promissora. Se uma geração de jogadores, onde se incluem Cahill e Bresciano, estará perto do final do seu contributo à seleção, Leckie parece claramente um jogador para continuar a inspirar o futebol dos cangurus. O extremo-direito entrou em grande neste Mundial e junto de Oar e Bozanic, promete um futebol vistoso e destemido na equipa do outro lado do mundo. O jogo final, frente à Espanha, ainda pode permitir mais alguns sorrisos.

Algo não cheira bem nos Camarões

Problemas no estágio, quebras de regras, uma equipa perdida no relvado. A isso junte-se-lhes um guarda-redes suspeitosamente permissivo e uma luta entre colegas de equipa para terminar. Uma sucessão de acontecimentos que fazem dos Camarões a vergonha deste Mundial. Em cada edição há sempre uma equipa que, tendo-se reunido para conseguir o apuramento, perde as estribeiras no momento da verdade. É o lado negro da festa do Mundial. A daqueles que não sabem lidar com o prémio que lhes está a ser oferecido.

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