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Argélia

Pauliceia: África sai de cabeça erguida

Dois grandes jogos no duelo Europa-África marcaram esta segunda-feira, com França e Alemanha a seguirem em frente, mas não deixando de sentir muitas dificuldades para eliminar Nigéria e Argélia. No final, fica a sensação de duas excelentes equipas a saírem em alta de um Mundial que começa mesmo a definir quem são os seus favoritos: e os grandes nomes estarão presentes.

Jogar ao sol

As diferenças de performance das equipas quando jogam de dia ou à noite são de assinalar. A França ainda não tinha jogado tão cedo neste Mundial e, ontem, sentiu fortes dificuldades para repetir o ritmo com que venceu o seu grupo. Jogar ao sol tem sido uma experiência dolorosa para muitos dos conjuntos deste Mundial, e só um enorme controlo mental permitiu aos gauleses aguentarem-se na competição e acabar por vencer a partida. Uma prova, num dia em que as coisas lhes correram menos bem, que têm a solidez necessária para sonhar com uma meia-final.

Um estilo africano

Nigéria e Argélia têm berços futebolísticos bem diferentes. Historicamente, sempre se falou de uma África negra e uma Àfrica árabe em confronto de estilos. Na Nigéria de Stephen Keshi, sente-se a capacidade física que sempre caracterizou as equipas daquela zona do globo, mas com um crescente reconhecimento tático do jogo que teve nos vizinhos ganeses um enorme professor. A Nigéria tem força e criatividade, mas é a organização que a torna tão competitiva. A Argélia cresce através dos frutos da sua diáspora, uma equipa cuja mentalidade e habilidade é mais francesa do que africana. A isso junta alguns jogadores muito fortes fisicamente (Slimani, Halliche), que transformam o futebol argelino num coletivo que avança como uma onda sobre o adversário. De repente, com a influência europeia a atingir os dois lados, as duas Áfricas tocam-se.

Schurrle resolve

A seleção alemã apresenta muitas e variadas soluções para se transformar durante a partida, mas não é uma máquina tão bem oleada como chegou a parecer no primeiro jogo do Mundial. A sua defesa tremeu algumas vezes perante uma Argélia muito intensa no momento ofensivo e o meio-campo perdeu o pé na dureza das raposas do deserto. Joachim Low chamou Schurrle ao intervalo para ocupar o lugar de Gotze e, inesperadamente, foi o jogador do Chelsea quem acabou por resolver, com um toque artístico (intencional ou não) a enganar o inultrapassável Rais M’Bolhi. Num jogo onde Lahm voltou a pisar a faixa direita, foi no aparente caos de ter vários jogadores fora da sua posição que a Alemanha ganhou o encontro.

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