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Paulo Bento Portugal

Pauliceia: Deixem-se de contas

Portugal acordou para a realidade quando se encontrou a vencer por 1-0 aos cinco minutos de jogo e percebeu que não tinha um plano para o jogo. A partir daí, ficou mais evidente a pequenez que se tem apoderado de um grupo que prefere os nomes às condições. O golo de Varela no último minuto apenas nos fez limpar o pó a uma máquina de calculadora que, muito provavelmente, nem virá a ser necessária. Valha-nos que o Coreia do Sul – Argélia tenha dado muito bom futebol com que nos animar.

Qual era a pressa?

A Seleção Nacional entrou sem grandes pressas na partida frente aos Estados Unidos, satisfeita por ver os americanos de linhas recuadas e sentindo-se bem com o espaço que lhe era oferecido para organizar o jogo. É uma coisa que vemos acontecer muito com esta equipa – se a saída de bola não for pressionada, a equipa parece que joga bem. No entanto, o golo surgiu logo aos cinco minutos e, em vez de servir para alimentar a alma e uma goleada, transformou Portugal naquilo que, realmente, é neste momento: uma equipa que não sabe como defender. A velocidade dos laterais e do avançado yankees destroçaram a equipa portuguesa, que em situação de crise, não tem uma cabeça fria que consiga unir as tropas. O resto foi o que se viu.

Pontos sobre os quais construir

Voltemos então à velha questão de onde estão as nossas forças. Cristiano Ronaldo, claro, sem dúvida alguma, mas não como a lebre em que o querem transformar na seleção, mas como uma referência que congela os sistemas adversários. O CR7 atrai sempre dois ou três defesas para o seu espaço, tem velocidade de pensamento, passe e remate para ser decisivo muitas vezes. A jogar solto no meio do terreno, é uma peça importantíssima desta equipa. Olhando para o restante onze, há apenas uma outra zona onde podemos confiar. A dupla William Carvalho/João Moutinho consegue tomar posse do jogo e conduzir a bola para as gestões necessárias. Foi o que se viu durante um bom tempo da segunda parte. Infelizmente, quando era preciso um terceiro elemento, a bola perdia-se muitas vezes.

A verdade história das lesões

Paulo Bento afirmou que quem culpa a meteorologia para o desaire da seleção não percebeu nada do que se passou. Tem razão. O problema não foi o que Portugal encontrou quando chegou ao Brasil. O problema passou, sobretudo, pelo que levou. Fábio Coentrão, Hélder Postiga, Cristiano Ronaldo, Pepe eram casos clínicos há algum tempo. Raul Meireles, Nani, André Almeida estariam longe da sua melhor forma. Talvez nunca se venha a saber a verdadeira história em volta das lesões no ataque ao Mundial 2014. Mas que é mais do que óbvio de que aquilo que vemos demonstra problemas que não foram comunicados, é. Apostar no grupo e esquecer que o físico é parte fundamental no jogo está longe de ser a melhor forma de liderar uma seleção.

Mais do que Portugal

Houve mais do que Portugal no Mundial, ontem. Houve, sobretudo, um grande Coreia do Sul – Argélia, entre duas equipas que jogam até ao limite das suas possibilidades, nunca desistindo de continuar a competir, mesmo perante uma enorme adversidade. Os argelinos, com a sua criatividade, conseguiram destapar a desorganização tática da linha defensiva coreana. Na resposta, foram os asiáticos a mostrar que, mesmo em desvantagem física, podem conseguir encontrar os espaços certos para marcar. Um grande jogo, seis golos, uma barrigada de bom futebol para afastar mágoas. O Mundial está aí para ser vivido.

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