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Valladares Honduras

Pauliceia: E depois veio Messi

Um dia sem surpresas não é, propriamente, uma má notícia para os amantes do futebol neste Mundial 2014, já que, apesar de tudo, foram encontrados vários motivos de emoção e dois momentos que talvez venham a merecer ficar no filme oficial da competição. Messi entrou no campeonato e, apesar de uma exibição cinzenta durante grande parte do jogo, marcou um golo digno dos desenhos animados, a Suíça conseguiu bater o Equador em cima do apito final e a França voltou a ganhar um jogo de estreia num Mundial – a última vez que o havia conseguido, em 1998, acabou com o título no bolso.

O não estar lá e, depois, estar

Lionel Messi. Quantos parágrafos de uma dissertação sobre o futebol atual poderiam ser reduzidos a estas duas palavras. O astro argentino foi uma figura decisiva na vitória da Argentina por 2-1 frente à Bósnia-Herzegovina, ainda que tenha tido apenas um momento, poucos segundos, que valeram para que isso ocorresse. Messi passou grande parte da partida como que alheado do que se passava em sua volta, lento e apático, com pequenas intervenções em passes e aberturas para colegas. Era com se os pés do argentino estivessem no relvado, mas a cabeça estivesse muito mais longe, nas nuvens, a pensar em qualquer coisa. Quando chegou o minuto 65, a Argentina vencia por 1-0 e tentava gerir o resultado, algo que o individualismo dos melhores jogadores bósnios parecia beneficiar. Então, Messi pegou na bola perto da linha do meio-campo, triangulou e, na receção, arrancou para a área adversária, conseguindo, com um falso abrandamento, empurrar o seu perseguidor contra o central que se preparava para lhe roubar a bola e, sozinho frente a Begovic, escolheu o canto mais longínquo para fazer a bola beijar as redes. Aconteça o que acontecer neste Mundial, Messi já nos ofereceu uma miragem da sua presença. E foi lindo.

Reviravolta, uma tendência

Marcar primeiro neste Mundial não tem sido garantia de vantagem segura até ao final. O Equador foi mais uma vítima disto mesmo, já que, a vencer por 1-0 aos 22 minutos, foi permitindo que a Suíça construísse o seu jogo, sem grande brilhantismo, mas crescente segurança, até que Seferovic fechou a contagem com o golo da vitória aos 93 minutos! Não se pode adormecer ao sol, neste Mundial – os perigos vão bem para lá dos problemas de saúde.

A França foi a França

Demasiada França, aliás, para tão pouco das Honduras, das equipas que, até agora, menos foi capaz de mostrar, no relvado, as razões para estarem na competição. Ajudou, claro, que Wilson Palacios, depois de ter visto um primeiro amarelo, se decidisse a atirar, de corpo inteiro, contra as costas de Pogba. A merecer destaque, nesta partida, esteve a destemperada presença da tecnologia de golo. O segundo tento da França, que levantou poucas dúvidas em campo, com Valladares a empurrar a bola para a sua própria baliza, foi ocasião para uma sessão de “como transformar a sua tecnologia numa fonte de dúvidas”. Usando a repetição para avaliar mais do que o momento em que a bola ultrapassou, realmente, a linha, a organização criou a discussão entre os treinadores das duas equipas. Uma anedota só, a fazer com que o esquecimento de tocar os hinos dos dois países antes do encontro ficasse para segundo plano. Mas a entrar na história da Pauliceia, também.

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