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Messi Argentina

Pauliceia: Eu sou Messi

Devagar, devagarinho, Lionel Messi vai ameaçando tornar este o seu Mundial, agora com dois golos de belo efeito frente a uma Nigéria que mostrou merecer totalmente a sua presença nos oitavos-de-final, onde tentará não ser presa fácil. Num dia marcado pelas grandes exibições individuais, surgiu um outro Messi, o dos Alpes, nesta competição, para assinar um hattrick e o apuramento suíço para a próxima fase.

Nascido para marcar

Para quem possa estar distraído a ver uma partida de futebol, Lionel Messi é daqueles jogadores que tudo faz para se apagar do terreno de jogo. Pequeno, encolhido, anda quase sempre a passo quando a bola está longe de si. No entanto, deixem-no tocar no esférico, e uma nova luz se abre sobre o relvado. Messi só sorri quando tem a bola nos pés, fora isso, até o seu festejo dos golos parece desajeitado, algo que ele dispensaria, se lhe oferecessem de novo a bola. Frente à Nigéria foram dois golos, dois golos que impuseram toda a sua categoria e superioridade perante uma equipa que lutou mas cedo reconheceu que, Messi não se vence. Espera-se, apenas, que ele não apareça.

O Messi dos Alpes

Curiosamente, os oitavos-de-final serão um duelo de Messis. Confuso? Shaqiri poderia muito bem ser a versão de fábrica do craque argentino. Pequeno, mas muito forte fisicamente, o jogador do Bayern Munique aparece um pouco transformado pelo convívio com Pep Guardiola. Ontem, frente às Honduras, brilhou, com um grande golo a abrir a contagem para o apuramento, mais duas finalizações e muitas oportunidades de regalo criadas durante o encontro. O suíço transporta em si a rebeldia dos balcãs e, apesar da ideia do seu treinador parecer, muitas vezes, contrariar o ADN criativo da equipa, Shaqiri não quis largar o Brasil sem deixar a sua marca. Três vezes.

Musa que te quero musa

Foi, de facto, o dia das exibições individuais. Ahmed Musa, da Nigéria, fez o que pode para pintar de emoção africana a história deste Mundial. Não fosse Messi do outro lado e talvez até conseguisse entrar no título da Pauliceia. O pequeno nigeriano esteve imparável e abriu o apetite para os jogos que se seguem. À noite, foram dois equatorianos que prolongaram o sonho de pleno sul-americano até perto do final. O gigante Alexander Domínguez mostrou-se ao mundo como um guarda-redes de enormes recursos, a merecer algo mais do que o LDU Quito onde tem feito a sua carreira profissional. Já Christian Nóboa deixou bem claro porque é um dos mais conceituados na equipa do Equador, por aquilo que joga e pela capacidade de sofrimento que revelou, uma vez mais. São musas como estas que nos fazem viver apaixonados pelo futebol.

 

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