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Brasil autogolo

Pauliceia: O mundo ao contrário

Dois dias de Mundial e a sensação de vivermos num mundo ao contrário já nos afetou em mais do que uma partida. E não precisamos, sequer, de ir às ruas do Brasil, nem às condições dos estádios, nem olharmos muito para as bancadas. É na relva que a Pauliceia se concentrará durante esta competição e é na relva que nascem e morrem as grandes memórias que levaremos deste Mundial.

A cara de Marcelo

Tudo começou com a estupefação de Marcelo no momento do autogolo, primeira fotografia para levar e guardar. É claro que a defesa brasileira fez um pequeno workshop de tudo o que poderia falhar nesse lance. Ser permissivo na faixa lateral, não cobrir convenientemente o espaço do ponta-de-lança e não estar preparado para qualquer eventualidade. Tudo isso aconteceu, mas, no fim, foi Marcelo quem colocou a bola dentro da baliza. Durante alguns segundos, na cabeça de Marcelo, aconteceu todo um novo Maracanazo. A vitória da canarinha no final da partida pode servir como produto de limpeza para um jogador que nem sempre encontra a melhor forma de organizar todo o talento de que dispõe.

Camarões demolhados

Quando se olhar para o resultado do México – Camarões poder-se-á imaginar uma partida equilibrada entre duas equipas que não queriam perder. Mas a equipa africana, que até teve oportunidades para chegar ao golo, bem pode agradecer aos céus (e ao árbitro auxiliar) não ter saído vergada sob uma goleada. Pode ser verdade que uma equipa talentosa não precisa de muito treino para jogar este jogo. Mas também é verdade que não existem milagres: quem não trabalha, paga a fatura. Acontece que a fatura a pagar pelos Camarões, neste encontro, acabou por ser pequenina.

Há tanta coisa que eu te queria dizer

Impossível arrumar o Espanha – Holanda num parágrafo. Arrisco-me, no entanto, a trazer para momento do jogo um pormenor que passou ao lado dos seis golos marcados e outros tantos desperdiçados. Aconteceu quando Diego Costa encostou “carinhosamente” a sua testa no sobrolho de Bruno Martins Indi. O holandês natural do Barreiro deixou-se cair. “Simulação exagerada!”, gritam os puristas. Inteligência emocional, digo eu. Fica o conselho a todos os aprendizes do futebol competitivo. Quando os provocarem, deixem-se cair, respirem fundo, limpem a cabeça, antes de retomar a partida. Ficar de pé a responder à provocação é a única opção que pode correr mal.

Pinilla voltou

Dez anos depois, Pinilla voltou. Na verdade, para fazer aquilo que os sportinguistas têm memória de o ver fazer. Jogar poucos minutos e falhar um golo quando estava, sozinho, em frente do guarda-redes. O mundo parece reequilibrar-se no jogo que nos ofereceu, também, uma nova possibilidade de surpresa neste Mundial. Matthew Leckie mostrou-se ao mundo. O extremo do FSV Frankfurt aproveitou a oportunidade de se mostrar ao mundo como um jogador de bom físico, muita velocidade e aquele toque de desespero que todos os extremos de génio parecem transportar consigo. Já houve quem conseguisse grandes contratos por muito menos.

Study finds outside managers writemypaper4me.org/ raised state scores in phila

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