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Suarez Chiellini

Pauliceia: Reinci-dentes!

Luis Suárez, Godín, a Colômbia e a Grécia voltaram a fazer das suas, no dia em que os ingleses se despediram com humor nas bancadas e os italianos e costamarfinenses não contiveram as lágrimas, por ver o pássaro fugir-lhes entre os dedos das mãos.

Suárez deixa a sua marca

A Itália tentou contrariar a ideia de Cesare Prandelli e acreditar no zero-a-zero para fechar o seu apuramento, num encontro onde a intensidade foi subindo até explodir numa dentada de Luis Suárez no ombro de Chiellini. O avançado uruguaio não se conteve e voltou a usar unhas e dentes (sobretudo, dentes), para conquistar oportunidades de golo. O gesto irrefletido do jogador do Liverpool poderá terminar o seu Mundial mais cedo e acabou por desviar as atenções do verdadeiro herói que esteve em campo, o marcador do golo uruguaio.

Godín dos céus!

O defesa-central era, há quatro anos, apenas a parte menos visível de uma forte dupla composta por ele e Diego Lugano. Mas 2014 vem transformando Godín num verdadeiro mito do futebol mundial. A grande época feita ao serviço do Atlético de Madrid fechou, com chave de ouro, com o seu golo em Camp Nou, ao qual se seguiu o golo dos colchoneros na final da Liga dos Campeões e, agora, um golo que vale o apuramento para os oitavos-de-final do Mundial. Godín escreve, com a cabeça, o seu nome nas grandes páginas da história do futebol.

Cuidado com a Colômbia

Até agora, qualquer equipa que enfrentou a Colômbia na estrada do Mundial correu o risco de ser atropelado. Ontem, José Pekerman fez descansar alguns dos seus principais jogadores, mas nem isso refreou a qualidade da sua equipa. James Rodríguez encheu o campo durante os quarenta e cinco minutos em que esteve em campo, enquanto Jackson Martínez pôde finalmente demonstrar o killer instinct com classe que transporta nas suas pernas. Para finalizar o encontro com um toque de malvadez, entrou em campo Mondragón, um guarda-redes de 43 anos que apagou o nome de Roger Milla da lista dos recordes dos Mundiais, tornando-se o jogador mais velho a atuar numa fase final. René Higuita sentir-se-á um pouquinho vingado.

Não, a Grécia!

Descontos de tempo com o marcador empatado e a Costa do Marfim a olhar-se, finalmente, nos oitavos-de-final, quando Samaras surge na área e Sio não se impede de tocar o pé do avançado grego. Grande penalidade, Samaras atira para o fundo das redes, os gregos fazem a festa. Nem sempre da forma mais bonita, é certo, mas a Grécia volta a demonstrar que, em terra de cegos, quem tem um olho, pode muito bem sonhar ser rei. Nem que seja por um dia.

Dia de sol em Belo Horizonte

Para os ingleses, o que se passava em campo já pouco interessava, pelo que o espetáculo ia acontecendo nas bancadas. Do meio dos adeptos britânicos, dois ganharam destaque na transmissão televisiva. Um deles, apresentava a lista de custos para chegar ao Brasil quando a sua Inglaterra já estava eliminada. Outro, apanhava o sol mineiro na moleirinha enquanto lia o jornal. O futebol foi, por noventa minutos, algo de somenos importância.

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