Última Hora

• Nenhum artigo encontrado
Julio Cesar Alexis Sanchez

Pauliceia: Um Mundial feito por heróis

Não se poderia imaginar um melhor começo para os oitavos-de-final do Mundial, que teve dois duelos sul-americanos bem disputados, com heróis, de lado a lado, a oferecerem os seus contributos para a história de uma competição que se vai tornando numa das mais belas das recentes edições. Um dia de descanso não foi suficiente para recuperar o fôlego, com 120 minutos e grandes penalidades numa partida e 90 minutos de verdadeira guerra na outra.

Sampaoli não é uma brincadeira

A energia do treinador do Chile, que corre a sua área técnica em todas as direções durante o jogo, como se caminhando mais claras se tornassem as suas ideias, vai fazer-nos falta no resto do Mundial. No entanto, Jorge Sampaoli sai ainda mais reconhecido do que entrou. Se o imaginário o empurra a ser mais um dos discípulos de Bielsa, com Sampaoli sentimos poder oferecer viabilidade aos sonhos. Tendo vergado taticamente o Brasil, ao Chile faltou um pouco mais pernas e um pouco menos de poste. Mas, Sampaoli, esse, parece ter chegado para ficar.

As lágrimas de Júlio César

Enquanto os seus colegas se concentravam para a marcação das grandes penalidades, Júlio César chorava. O guarda-redes saiu como um dos culpados do Mundial 2010 e, com a quebra na sua carreira profissional, onde passou do Inter de Milão para o Toronto, com paragem pelo QPR, muitos duvidavam da sua capacidade para assegurar a defesa das redes de um candidato ao título. Por antecipação daquilo que o esperava, Júlio César confiava no choro para exteriorizar a sua própria confiança. E nas grandes penalidade renasceu das cinzas.

Pinilla e a barra

Pinilla não será, nunca, um génio do futebol. O que outros conseguem por puro talento ou genialidade, Pinilla alcança por ser Pinilla. Tantas vezes ausente e pesado sobre o relvado, por momentos, como aconteceu ontem no minuto final do Brasil – Chile, Pinilla ameaça ser outra coisa. A bola embateu na barra, o Chile acabou eliminado. O mito de Pinilla, esse, continua vivo.

Um só nome: James

Um jogador, menos de um minuto. A respiração que trava perante a bola que sente já como vai ser dominada. A incredulidade de a ver descrever um novo caminho para o destino de chegada. O esfregar de olhos para confirmar que a bola entrou. James Rodríguez. Mas há mais. Cada vez que El bandido tocava a bola sentia-se o pânico na defesa contrária. Era justificado. O relvado parecia alargar-se. As possibilidades multiplicavam-se. Chegou outro golo. James dançou, entre os seus colegas. A Colômbia ganhou.

Todos são Suárez

As inúmeras máscaras de Luis Suárez que inundavam as bancadas onde estavam adeptos uruguaios podem ser um hino à capacidade que um talento tem para unir os amantes do futebol, mas não deixavam, também, de provocar um certo desconforto. O Uruguai foi um adversário justo e ambicioso, inteligente e combativo, mas sem Suárez, apenas pode ficar à beira dos grandes momentos, não parece ter o direito de participar neles. E a verdade é que Suárez não esteve presente por culpa própria. A sua máscara não assusta ninguém. Ou é o jogador que aprender a manter-se em campo, ou ser Suárez é encontrar o caminho de casa.

Das schwefeldioxid, das als nebenprodukt anfällt, wird dann zur direkt von der Quelle schwefelsäureherstellung genutzt

Outros Artigos Recomendados

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *