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Fernandinho Brasil

Paulinho ou Fernandinho: o dilema de Scolari

Paulinho tem sido uma das escolha mais contestadas de Luiz Felipe Scolari para o onze titular do Brasil. Também é sabido que o selecionador brasileiro não deixa cair um dos seus homens fortes de ânimo leve. Fernandinho agarrou com unhas e dentes a oportunidade oferecida por Felipão e, nos quarenta e cinco minutos que esteve em campo, mostrou serviço. A sua entrada melhorou a canarinha, na defesa, no ataque e nas transições. E ainda marcou o quarto golo do Brasil. Mas será suficiente para ganhar a titularidade? O que vai pesar mais em Scolari, a teimosia ou o instinto de sobrevivência?

Ir para o banco não é problema

O médio do Tottenham é o primeiro a admitir que não está no seu melhor momento. “Estou evoluindo, crescendo, mas não cheguei no meu ponto ideal ainda.” A possível perda de posição para o compatriota Fernandinho não é coisa que o preocupe. Ele continua o seu trabalho, consciente que Felipão tem vinte e três jogadores de elite à sua disposição. Paulinho garante que vai sempre respeitar as escolhas do treinador, “se eu for para o banco de reservas não vai ter problema nenhum”. Ele sabe também que as suas exibições neste Campeonato do Mundo têm ficada algo aquém do esperado, e que tanto a imprensa como a torcida brasileira insistem numa mudança no alinhamento.
Fiel a ele próprio, Scolari tem resistido. Ele é que sabe, ele tem o conhecimento diário dos jogadores, ele confia que A, B ou C acabarão por render. O Sargentão não gosta de admitir que, talvez, estivesse equivocado. Tem sido esse o seu historial, vimos isso acontecer também durante o seu período ao comando da seleção portuguesa. Mas na segunda-feira, a vencer por 2-1 os Camarões, decidiu trocar Paulinho por Fernando, ao intervalo.

Virar o bico ao prego

Pode-se dizer que houve um Brasil antes e outro, bem diferente, depois da entrada do médio do Manchester City. Fernando deu solidez defensiva à equipa, teve colaborações de peso nas manobras ofensivas e ainda marcou o último golo do encontro. Começando pelo fim, mais alguém a ajudar na finalização não é coisa pouca para um Brasil em que só Neymar enfia a bola nas redes adversárias. Nas três primeiras vezes que tocou no esférico, Fernandinho criou igual número de jogadas de perigo. Um passe para isolar Hulk, um lançamento que Neymar quase converteu e fez a bola chegar a David Luiz, que cruzou para o golo de cabeça de Fred.
Para quem acompanha a Liga Inglesa nada disto é novidade. Também por lá há um City com ou sem Fernando, até porque a melhor versão de Yaya Touré só aparece quando tem a cobertura do brasileiro no relvado. Não admira que estivesse radiante nesta sua impressionante estreia no Mundial. Quando Scolari o chamou, Fernandinho disse presente. E o técnico brasileiro, enquanto explanava a sua filosofia zen, lá foi reconhecendo que o médio entrou bem, bom no passe, forte no ataque e seguro na defesa. Felipão sabe do que ele é capaz, tem visto o trabalho dele nos treinos, mas “a natureza não dá saltos, é devagar”, diz o selecionador. E conclui, “O que estamos tentando colher vem progressivamente. Dia a dia, jogo a jogo.” Saiu-se bem, mas quer isso dizer que a aposta agora é em Fernadinho?

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