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Pavor aos “mergulhos” de Robben

Na comitiva costarriquenha está tudo preparado para o jogo dos quartos-de-final frente à Holanda. Los Ticos estão preparados e confiantes, a partir de agora cada jogo é o mais importante das suas vidas. Ao selecionador Jorge Luis Pinto só preocupa aquilo que não pode controlar: as simulações de Arjen Robben e a forma como podem influenciar o jogo.

“Insto a FIFA a que controle isto”

Talvez fosse de esperar festa e excitação. Afinal de contas, a Costa Rica, por quem ninguém dava nada antes de começar este Mundial, chega pela primeira vez na sua história a uma meia-final. Mas o que impressiona no plantel e equipa técnica é a calma e descontração. Felizes, claro, muito satisfeitos com o alcance do feito coletivo, mas sem euforias. Jorge Luis Pinto fala com naturalidade de estarem a viver um momento único, que há que agarrar. Repetir o que fizeram até aqui: estudar o adversário, preparar a estratégia e ir à luta. Receio da Holanda? Isso não faz sentido, afirma o selecionador tico. “Se não tivemos medo do Uruguai, da Itália…” Mas aproveitou a deixa para revelar aquilo de que tem medo. “É o aspeto mais delicado da partida. Temos pavor a isso. Ele (Robben) é um dos três ou quatro melhores jogadores do mundo, as suas qualidades são indiscutíveis, mas os árbitros não podem cair nesses erros.” Pinto teme as simulações de Robben e o efeito que podem ter na partida. O recado vai direitinho para a instituição que organiza o Mundial. “Insto a FIFA e a sua comissão arbitral a que controle isso”, disse. Ninguém deseja ver jogadores expulsos por acumulação de amarelos com origem nesses “mergulhos”, ou a marcação de livres ou penalidades por faltas que não existiram, tudo lances que podem influenciar o resultado final.

“Não estamos prontos para ir embora”

Os jornalistas costarriquenhos presentes no Brasil reclamam, meio a brincar. No início deste mundial contavam-se pelos dedos de uma mão os repórteres nas conferências de imprensa em Vila Belmiro. Agora, a sala está sempre lotada. Numa das últimas ocasiões, o médio Celso Borges – que tem pai brasileiro e joga no AIK da Suécia – falou em castelhano, português e inglês. Garantiu também, em jeito de brincadeira, que se desenrascava em sueco e dinamarquês, se fosse preciso. O que demonstra bem do interesse que Los Ticos têm suscitado por esse mundo fora. Embora todos falem da surpresa que tem sido o percurso da Costa Rica, Borges reafirma que entre a comitiva havia a crença de que podiam fazer qualquer coisa especial. Treinaram para isso, não apenas para vir e jogar um ou dois jogos. Ainda assim, admitiu que não é fácil assimilar a verdadeira dimensão daquilo que estão a viver. “Não sei se entendemos completamente o que estamos a fazer. Espero que consigamos criar novas memórias para todos na Costa Rica.” Não se trata apenas de chegar e vencer. É tê-lo conseguido diante opositores de gabarito mundial – Uruguai, Itália, Inglaterra, Grécia – que transmite essa injeção de confiança e energia. Celso Borges chama-lhe uma espécie de “doping que nasce na cabeça, no coração” e que é cem por cento legítimo e natural. Os jogadores costarriquenhos ainda não estão prontos para ir para casa. Há uns quantos capítulos que gostariam de acrescentam a esta saga que é a passagem da Costa Rica pelo Brasil.

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