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Samaras Grecia

Por mares nunca dantes navegados

Quando já todos esperávamos a tragédia, a Grécia deu-nos uma epopeia. Ao décimo terceiro dia – e sem querer desmerecer as hipóteses do Irão de Carlos Queiroz e as mirabolantes contas da seleção das Quinas – Fernando Santos torna-se a lança portuguesa na fase a eliminar do Campeonato do Mundo do Brasil. Se antes o Engenheiro já era um dos estrangeiros mais respeitados na Grécia, agora ocupa, certamente, lugar no Monte Olimpo. Pela primeira vez na sua história, os gregos estão pela nos oitavos-de-final de um Mundial, para defrontar a equipa sensação do torneio, a Costa Rica.

Viram-se gregos

Depois de dois jogos muito pobres, os gregos mostraram finalmente do que se capazes. Eles sabem que não são os melhores, os mais tecnicistas, os que praticam o futebol mais apaixonante. Mas em determinação e sentido de oportunidade dificilmente alguém lhes ganha. Fernando Santos tinha razões para estar exultante. Tudo o que podia correr mal correu. E a cada adversidade os helénicos reagiram com superação, uma verdadeira narrativa clássica. Panagiotis Kone lesiona-se aos doze minutos? Andreas Samaris, que entra para o substituir, inaugura o marcador. Karnezis junta-se a Kone antes da meia hora? Panagiotis Glykos, o guardião do Paok, coloca-se entre os postes. Os marfinenses igualam o marcador? Os gregos convertem um penálti já em tempo de compensação.
Foi uma vitória merecida. A Grécia quis muito ganhar este jogo e fez tudo ao seu alcance para o conseguir. O selecionador resume a tática: “ Ganhou a melhor equipa, quer em termos de estratégia, quer em número de ocasiões. Marcámos por duas vezes e acertámos três vezes nos ferros. Foi uma vitória justa em que pudemos mostrar do que somos capazes, porque nos dois primeiros jogos não tivemos a nossa principal arma, que é a concentração. E também mostrámos que sabemos atacar.”

Samaras, o herói improvável

O momento inesquecível aconteceu aos noventa e dois minutos. O resto da comitiva grega, no hotel, já devia estar pronto a fazer as malas. Sio derruba Samaras na grande área e o árbitro aponta a marca de grande penalidade. O momento em que tudo se decide. Se a bola entra, a Grécia apura-se para os oitavos; se falha ou Boubacar defende, segue para o aeroporto. Georgios Samaras, a figura do anti-herói, estava a rebentar de orgulho pelo feito acabado de alcançar. E quando lhe perguntaram o que sentiu no momento do penálti, deu a resposta mais desconcertante. “O que senti? Absolutamente nada. Limitei-me a pegar na bola e coloca-la na marca. Eu em frente ao guarda-redes. Estava tudo decidido na minha cabeça. Depois foi só executar. Já o tinha feito mil vezes nos treinos e umas quantas em jogos. Quando se pensa nisso, não faz diferença se está apenas uma pessoa ou milhares, no estádio, a observar.” The system picks up on students’ emotional states through hundreds of sensors embedded in the computer, students’ essay writing services usa chairs, and other aspects of the students’ learning environment

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