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Portugal preso na fita do joelho de Ronaldo

Portugal ainda pode sonhar, um sonho ténue e distante, com os oitavos-de-final do Mundial, depois de ter empatado com os Estados Unidos a duas bolas, com um golo aos noventa e cinco minutos de jogo. Foi Cristiano Ronaldo, já esgotado e encostado à faixa direta, quem centrou para que Varela mantivesse Portugal ligado à máquina, num jogo onde os americanos mostraram estar mais fortes, mas sem a coragem para matar definitivamente Portugal quando pareceram ter essa hipótese.

Começa o jogo e golo

Portugal entrou no jogo a tentar perceber o posicionamento dos Estados Unidos, que não chamou um avançado, mas um médio, reforçando assim a sua presença no meio-campo e deixando Dempsey sozinho na frente. A esta escolha juntou-se um recuo das linhas, oferecendo a iniciativa de jogos aos portugueses, que não perderam tempo para aproveitar. Logo aos cinco minutos de jogo, André Almeida ofereceu a bola a Miguel Veloso que soltou um centro, de primeira, para a área, onde perante a passividade da defesa, Nani teve todo o tempo do mundo para fuzilar as redes de Howard.

nani portugal

Nani marca primeiro

Os portugueses não podiam pedir melhor início de jogo, acalmando assim as suas hostes e podendo abordar esta partida com maior controlo emocional. As más notícias chegaram logo a seguir, com Hélder Postiga a lesionar-se e a obrigar a nova chamada de Éder. Paulo Bento havia feito apenas as trocas obrigatórias em relação ao jogo de estreia. Beto na baliza, Ricardo Costa e André Almeida a suprir as ausências na defesa e o poveiro a recuperar a titularidade. O meio-campo, com apenas três elementos, era reforçado com a descida de Nani para uma linha de quatro, com Cristiano Ronaldo e, agora, Éder, a ocuparem a faixa central do ataque.

Muito Estados Unidos em campo

A reação dos Estados Unidos foi quase imediata, com Jurgen Klinsmann a pedir aos seus jogadores para pressionar a saída de bola dos portugueses. Logo aqui se começaram a sentir dificuldades para a equipa de Paulo Bento, visto que, mesmo com Miguel Veloso a descer para procurar o esférico, não parecia resultar. Portugal esteve longos minutos sem conseguir chegar à baliza adversárias, enquanto os americanos iam espalhando o terror no nosso meio-campo, com Zusi e Bradley muito ativos na distribuição do jogo, os laterais Beasley e Johnson a encontrar espaço para explorar as faixas e Dempsey a fazer gato-sapato dos centrais.

Os muitos remates feitos pelos Yankees, no entanto, ora saíram por alto, ora encontravam o motivado Beto, que pareceu sempre o jogador mais excitado em jogo, apelando à capacidade de luta dos seus companheiros. As muitas dificuldades dos portugueses eram, primeiro, de posicionamento, sendo que, com o passar do tempo, se sentia que também fisicamente Portugal tinha dificuldades.

No entanto, antes do intervalo, os portugueses voltaram a aparecer no jogo, primeiro com um remate de Cristiano Ronaldo e, aos quarenta e um minutos, com uma perfeita jogada de contra-ataque, que nasceu com Beto a socar a bola, Miguel Veloso a libertar para Cristiano Ronaldo que dançou em frente do defesa, viu Éder puxar os centrais e ofereceu bola e espaço a Nani, que rematou forte para defesa de Howard. Logo a seguir, o mesmo Nani lançou outro remate explosivo que Howard não segurou, ressaltou no poste e acabou nos pés de Éder, dando origem a uma grande defesa do guarda-redes americano.

Mr. Jones and I

João Pereira

EUA mais fortes

Os Estados Unidos entraram na segunda parte com vontade de repor a igualdade, mas também a oferecer espaço aos portugueses. Éder teve duas oportunidades para rematar, saindo por cima a primeira, depois de um mau alívio da defesa adversária, e conquistando um canto na segunda. Mas eram os americanos quem começava a forçar a descida das linhas portuguesas, com o golo a surgir, finalmente, aos sessenta e três minutos. Na sequência de um pontapé de canto, a bola foi parar aos pés de Jones, com Nani a não pressionar convenientemente o espaço do camisola 13, que disparou um forte e colocado remate para empatar a partida.

Paulo Bento já tinha tido a necessidade de mexer na equipa ao intervalo, com André Almeida a sair lesionado e William a posicionar-se no meio-campo, enquanto Miguel Veloso se encostava na esquerda. A seguir ao golo, retirou Raul Meireles e chamou Varela para tentar preencher melhor as faixas na procura de nova vantagem. A equipa portuguesa estava um pouco mais intensa no momento ofensivo, mas não tinha a frescura física, nem parecia mentalmente forte, para pegar no jogo.

A máquina de calcular que ninguém queria

Com os norte-americanos a procurarem, de novo, o contra-ataque, acabou por chegar ao golo aos oitenta minutos. Numa jogada de insistência pela faixa direita, a bola chegou a Zusi que serviu Dempsey para marcar o segundo golo, empurrando a bola com a barriga. Portugal sentia a espada americana e caía, sentindo-se eliminada do Mundial. Foi mesmo num último forcing que Cristiano Ronaldo encontrou Varela bem posicionado na área para empatar a partida aos noventa e cinco minutos.

Apesar do empate, as palavras de Paulo Bento e Nani parecem denunciar o óbvio. Portugal está praticamente eliminado e um resultado milagroso que alterasse as vantagens de goal average existentes entre portugueses e norte-americanos parece um cenário demasiado idílico para ter algum crédito. A fragilidade do plano tático de Paulo Bento, a fraqueza física de muitos dos jogadores e as lesões serão, certamente, tema de análise nos dias que faltam até ao próximo encontro.

Uma espécie de via sacra que, apesar do golo marcado no final do encontro, já ninguém quereria ter que viver com a obrigação de ainda dar luta neste Mundial.

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