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Julio Cesar Brasil

Qualidade traz dificuldade para Júlio César

O guarda-redes da equipa nacional brasileira, Júlio César, foi protagonista na Sala de Imprensa. Apesar das muitas críticas a Luiz Felipe Scolari por se ter mantido leal para com o agora guarda-redes do Toronto, equipa da MLS, Júlio César esteve em bom plano nos dois primeiros encontros, só tendo sofrido um golo, num lance infeliz para Marcelo. Foi num clima de confiança que o guarda-redes explicou o que está a causar dificuldades à equipa brasileira: as exibições na Taça das Confederações!

“O time não tinha identidade, muitas seleções não nos respeitavam mais, falando da posição no ranking. Com a chegada da nova comissão técnica e com o que apresentamos na Copa das Confederações, as seleções passaram a respeitar mais. E isso acaba dificultando mais” – explicou Júlio César, que acredita que, apesar de tudo, o Brasil mantém condições de lutar pelo título nesta prova que joga em casa.

O importante, para já, é respeitar o próximo adversário. “Não vamos começar já a falar de Holanda ou Chile, ainda tem os Camarões e queremos vencer para terminar o grupo em primeiro lugar”.

Prioridades bem definidas

Júlio César aceita que a equipa teve algumas dificuldades nas duas primeiras partidas, mas aprova os resultados alcançados. “Estamos nos comportando bem” – afiança, por terem conseguido recuperar do golo sofrido frente à Croácia e, no jogo seguinte, aguentado a pressão dos mexicanos.

Para o guarda-redes, jogar em casa oferece vantagens, já que o apoio do torcedor “é fundamental”. Sendo o povo brasileiro “apaixonado por futebol”, cada jogo se transformou numa oportunidade para os jogadores se sentirem mais perto dos adeptos, e onde “o hino nacional virou uma marca, todos ficam na expectativa”. Estar no seu país poderá ainda ser uma vantagem num Mundial onde muitos se queixam do calor. “Estava difícil, no jogo frente ao México, que foi muito disputado. Eu perdi um quilo, imaginem os jogadores da frente”. No entanto, o crédito no trabalho de Scolari é enorme. “ A equipa técnica tem experiência neste tipo de provas e tem gerido bem o volume de treinos. Os jogadores estão satisfeitos.”

Primeiro lugar e venha o mata-mata

O Brasil é considerado favorito desde o início e, num grupo sem outro “gigante” do futebol mundial, esse favoritismo foi redobrado. No entanto, o empate com o México obrigará a seleção canarinha a trabalho extra, de forma a garantir a vitória no grupo. “Sabíamos que não seria um grupo fácil, mas foi ótimo já entrar no clima de Copa do Mundo e sentir dificuldade. Prefiro já encarar seleções assim para entrar no clima e estar concentrado. Isso é importante numa competição de curto prazo. Não estamos em uma posição muito confortável, mas é boa para nos classificarmos em primeiro.” – garantiu Júlio César.

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