Última Hora

• Nenhum artigo encontrado
Carlos Queiroz

Queiroz deixa o Irão depois do Mundial

Carlos Queiroz resolveu pôr fim às especulações e anunciou aos jornalistas que está de saída. Dizendo-se orgulhoso do trabalho feito e que leva o Irão, e o seu povo, no coração, o português já está a definir o seu futuro. Que deve passar por África, numa tentativa para se tornar o primeiro treinador a conseguir levar quatro países diferentes a uma fase final do Mundial.

Sair na crista da onda

As dificuldades por que passou nestes três anos ao comando da seleção persa são mais ou menos públicas. Uma maioria de jogadores amadores, sem noção do que é o futebol competitivo de alto nível; a necessidade de alargar a base de recrutamento entre jogadores “estrangeirados” ou homens de origem iraniana; a falta de apoio político e de financiamento. Mas esses obstáculos não revelam a extensão do desgaste, provocado por uma luta constante para concretizar as mais pequenas coisas. Claro que, neste momento, em que o Irão está no Brasil e nem sequer fez má figura, Queiroz é um herói nacional. E se quisesse podia continuar. Mas ele sabe que os problemas se vão manter, talvez agravar, pelo menos enquanto as sanções económicas internacionais se mantiverem. É melhor sair na crista desta onda. O último exemplo do desinvestimento surgiu quando o treinador português começou a planear os jogos amigáveis de preparação, antes da equipa embarcar para o Brasil. Uma coisa banal para todas as seleções em prova. Mas Queiroz esbarrou na falta de verbas. E sem dinheiro, só os seus contactos pessoais convenceram Angola, Montenegro, Bielorrússia e Trinidad e Tobago a jogar com o Irão, praticamente a custo zero.

Ficar na história

O selecionador de sessenta e um anos diz que se sente em forma e a reforma ainda não consta dos seus planos imediatos. Em trinta, de carreira, Queiroz desenvolveu as estruturas de formação do futebol português, esteve anos no Manchester United como adjunto de Alex Fergusson e treinou as seleções da África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Portugal e Irão. Pelo meio ainda teve passagens pelas ligas americana e japonesa. Agora que o ciclo à frente da seleção do médio oriente termina não lhe faltam alternativas. Fala mesmo de propostas para treinar ao nível de clubes – uma no Brasil e outra em Inglaterra – que decidiu rejeitar por razões de ordem familiar. Tudo aponta para que a escolha recaia numa seleção do continente africano. Sem revelar nomes, Queiroz fala de um desafio difícil, não tanto pela equipa em si, “que tem muitos jogadores a atuarem em clubes das principais divisões europeias”, mas porque o ambiente competitivo em África é muito complicado, tornando o apuramento extremamente árduo.

Antes da despedida, Carlos Queiroz ainda vai orientar pelo menos dois jogos do Irão neste Mundial do Brasil. Pela dimensão dos adversários – sobretudo da Argentina – nenhum deles será pera doce. Os inexperientes persas podem aprender muito com esses desafios. A progressão para a fase seguinte é irrealista, a conquista do Irão está feita, foi ter chegado até aqui. Agora é aproveitar o momento único e se possível conseguir o primeiro golo, para provocar uma verdadeira loucura nas ruas de Teerão.

Zaleski also hopes critical link the inventories would help focus attention on teachers’ professional development needs

Outros Artigos Recomendados

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *