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Carlos Queiroz Irão

Queiroz, o novo Xá da Pérsia

Em Abril de 2011, quando aceitou o convite para ser o novo selecionador nacional, Carlos Queiroz tinha um grande objetivo em mente. Voltar a levar o país do médio oriente a um Campeonato do Mundo. Vinte vitórias, em trinta e oito jogos, depois, o Irão estreia-se no Mundial do Brasil frente à Nigéria, na Arena da Baixada, em Curitiba. Sob o seu comando, o futebol iraniano deu um salto em frente, são os jogadores e dirigentes da federação iraniana que o dizem.

Puxar pelos galões

Quando, há três anos, lhe propuseram o comando da seleção iraniana, com o objetivo principal de garantir o apuramento para o Mundial, Queiroz não se fez rogado. Era a possibilidade de garantir presença em dois campeonatos consecutivos, depois de em 2010 ter levado a seleção portuguesa à África do Sul. E depois, não seria um mundial qualquer, tratava-se da Copa do Brasil, com todo o simbolismo e paixão que isso carrega. Mas o trabalho que tinha pela frente não era fácil. As ligas nacionais deixavam muito a desejar, quanto à qualidade encontrada e à competitividade que proporcionam e a tarefa que se impunha era procurar fora do país, entre os que tinham saído para prosseguir carreiras e jogadores de origem iraniana, para alargar a base de recrutamento. Como facilmente se pode imaginar, num país dominado pelo fundamentalismo de Ahmadinejad, trazer de volta elementos ocidentalizados levantou fortes resistências. Mas o currículo de Queiroz, enquanto ex-treinador do Real Madrid, assistente de Fergusson e selecionador da África do Sul e Portugal, dava peso aos argumentos do português. Hoje, a opinião de que, com isto, conseguiu elevar tremendamente o nível do futebol praticado pela equipa nacional é generalizada.

Team Meli chega ao Brasil com muita vontade de deixar a sua marca. Num grupo que inclui Nigéria, Argentina e Bósnia, pode ser complicado. Mas Carlos Queiroz já advertiu os adversários. Se subestimarem o Irão, ele e os seus homens lá estarão para castigar os complacentes.

Superar as expetativas

Daniel Davari, guarda-redes que recentemente assinou pelo Grasshopper, da Suíça, fala do impacto de receber uma chamada de alguém tão experiente, um nome com peso. Os convocados sentem-se honrados e ninguém diz que não. As expetativas geradas pela chegada de Queiroz não se desvaneceram. Pelo contrário, a cada concentração os jogadores ficavam ainda mais conquistados pelos métodos de treino, evolução da equipa e pela capacidade do selecionador em transmitir ideias positivas.

E não se pense que estas impressões são de jogadores iranianos que continuam a jogar no país e não estavam familiarizados com um maior nível de exigência. Quem se manifesta neste termos de rasgado elogio são, sobretudo, os internacionais que fazem carreira em campeonatos europeus. Davari, por exemplo, que teve passagem pelo Eintracht Brawnschweig, reconheceu que “trabalhou com muitos treinadores na Alemanha, viu muita coisa mas que aprendeu muito mais com a experiência de Queiroz”. Ashkan Dejagah, Khosro Heydari e Bakhtiar Rahmani, juntam-se ao coro de apoiantes. O defesa direito Heydari diz mesmo que “Queiroz foi essencial para o nosso sucesso.” “Ele tem uma maneira incrível de treinar a equipa. É um treinador brilhante que concretizou o grande feito de nos levar ao Campeonato do Mundo. Desde que ele chegou, o nível do nosso jogo não tem parado de subir.”

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