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Portugal 0 - 0 Grécia

Resumo: Portugal 0 – 0 Grécia

Selecção de Portugal: Guarda-Redes – Eduardo (46′ Beto), Defesas – João Pereira, Bruno Alves, Ricardo Costa, André Almeida; Médios – William Carvalho (89′ Luís Neto), Miguel Veloso; Avançados – Varela (69′ Vieirinha), Nani (83′ Rafa), Éder (65′ Rúben Amorim), Hélder Portiga (46′ Hugo Almeida).

Selecção da Grécia: Guarda-Redes – Orestis Karnezis; Defesas – Vasilis Torosidis, Kostas Manolas (71′ Loukas Vyntra), Sokratis Papastathopoulos (40′ Vangelis Moras), José Holebas; Médios – Alexandros Tziolis (46′ Giorgos Karagounis), Giannis Maniatis, Kostas Katsouranis; Avançados – Dimitris Salpingidis (63′ Giannis Fetfatzidis), Giorgos Samaras (86′ Lazaros Christodoulopoulos), Kostas Mitroglou (63′ Fanis Gekas).

E é hoje, Sábado, dia 31 de Maio, nos 100 anos da Federação Portuguesa de Futebol e nos 70 anos de aniversário do Estádio Nacional, em dia de homenagem a Eusébio da Silva Ferreira e Mário Coluna, que a Selecção de Portugal se prepara para defrontar a Selecção da Grécia, naquele que é o primeiro de 3 jogos de preparação que a selecção portuguesa vai efectuar antes do início do Campeonato do Mundo.

A começar às 19:30′, a selecção portuguesa apresentou-se com um onze atípico, mas que reflecte as lesões e e recuperações por que estão a passar algumas das pedras principais da equipa comandada por Paulo Bento. Cristiano Ronaldo, Pepe e Raul Meireles, por exemplo, estão fora da ficha de jogo. Mas mesmo fora da ficha de jogo, Cristiano Ronaldo está sentado no banco de suplentes. Bruno Alves é o capitão.

Pelo lado grego, Fernando Santos apresenta uma equipa que andará muito próxima da equipa base com que irá atacar a fase final do Campeonato do Mundo no Brasil, com um trio atacante de nomeada: Salpingidis, Samaras e Mitroglou.

Deve também dizer-se que, estão a fazer-se 10 anos desde que a selecção grega veio ganhar o Euro 2004 a Portugal contra Portugal. Hoje, uma das selecções quer vingar esse jogo, a outra quer manter-se invicta.

A Primeira Parte

Portugal começou o jogo muito forte e a pressionar bastante.

Logo aos 2′ de jogo, após um cruzamento de Nani, Éder cabeceou muito forte à baliza de Karnezis. E a terminar os primeiros 5 minutos iniciais, Bruno Alves rematou muito forte e muito próximo do golo, após um canto marcado por Miguel Veloso e que tinha sido ganho por João Pereira. Logo de seguida, Ricardo Costa rematou também forte, mas inconsequente.

Portugal 0 - 0 Grécia 2014

Portugal dominou a primeira parte e Nani foi a figura do jogo

William Carvalho e Miguel Veloso apresentaram-se lado-a-lado, mas com Veloso a explorar mais o ataque e William mais a ajudar os centrais.

Finalmente aos 12′, a selecção grega ensaiou o seu primeiro ataque com algum sentido, mas com a bola a acabar por morrer depois de sair dos pés de Samaras.

Ao fim dos primeiros 20′, notou-se que a selecção portuguesa estava mais virada para o ataque, principalmente com as descidas pelo lado esquerdo, tanto por João Pereira como por Nani, a provocarem inúmeros centros e a ganharem bastantes cantos, e que a selecção grega estava mais em contenção, espreitando o possível contra-ataque, mas que até ao momento tardava em surgir.

Logo ali, a meio do jogo, aos 22′, Hélder Postiga provocou duas faltas de seguida, a meio do campo. Logo depois, Miguel Veloso rematou forte sobre a baliza grega.

Entretanto, o ritmo de jogo começou a abrandar. É verdade que Portugal manteve-se muito mais dentro do meio-campo grego, mas as jogadas terminavam antes de chegar ao fim. Tudo com muita calma, com uma certa mornura, e com os gregos a verem a bola a passar.

Depois mudou-se de lado e, durante alguns minutos, foi o lado esquerdo de Portugal a fazer as despesas do ataque, com André Almeida e Veloso a surgirem perto da linha de cabeceira e a centrar a bola para dento da área, mas tudo sem grandes consequências.

E de repente, o jogo fica pobre, triste, e sem sentido. Parece, afinal, um jogo típico da selecção grega. É verdade, mas a selecção portuguesa também contribuiu para isso. E então a partir dos 40′, a selecção portuguesa começou a sentir enormes dificuldades para entrar no reduto grego, sem que isso significasse que a selecção grega tinha melhorado o seu jogo. A nivelação é que passou a fazer-se por baixo.

Antes do intervalo, Miguel Veloso ainda ensaiou mais um remate perigoso mas, infelizmente, a resultar em nada. Espera-se uma segunda parte mais agressiva, mesmo tendo em conta que este é um jogo amigável e que faltam lá alguns nomes que costumam ser titulares e que é preciso preservar os jogadores para o Campeonato do Mundo.

A Segunda Parte

E a segunda parte do jogo que opõe Portugal e a Grécia começou quase da mesma maneira que tinha começado a primeira, com a selecção portuguesa a pressionar muito mais. Mas desta vez, com boa réplica dos gregos a forçarem, também, o contra-ataque e a obrigarem a defesa portuguesa a aplicar-se e a estar atenta.

Nos primeiros minutos de jogo, a principal impressão é que Hugo Almeida entrou cheio de fome de bola.

Aos 4′, uma situação caricata na área grega com a bola a fugir de vários pés, Éder a ensaiar um pontapé de bicicleta mas, depois, ninguém a conseguir um remate forte e colocado.

Portugal 0 - 0 Grécia 2014

No final do jogo, a selecção grega começou a inverter a tendência

Aos 7′, um contra-ataque português, com Nani a fazer um centro muito bem colocado, mas com Hugo Almeida a não chegar a tempo ao cruzamento.

Nos primeiros 15′, e embora o resultado se mantivesse em branco, a selecção portuguesa pressionava bastante, tendo provocado vários pontapés de canto e a deixarem a defesa grega em estado de alerta permanente.

Depois, quando menos se esperava, aos 67′, Varela pega na bola próximo da área portuguesa e arranca a toda a velocidade até à baliza grega, cruza para Nani que remata de primeira, forte, mas com a bola a bater num defesa da Grécia e a ganhar um canto. Depois, marcam-se 3 cantos de seguida. Portugal ataca, a Grécia defende.

Mas depois desta série de cantos que Portugal não consegue aproveitar para marcar o primeiro golo, a selecção grega começou a reequilibrar o jogo. A defesa subiu um pouco mais. O meio-campo começou a ganhar os passes e a equipa grega passou a dominar o jogo, ensaiando algumas investidas sobre o último reduto nacional.

E ao minuto 78, pela primeira vez, a selecção grega conseguiu um pontapé de canto, resultado, também da reviravolta do jogo por parte dos gregos, e fruto de a selecção portuguesa ter começado a recuar. Não deu em nada, mas assustou.

E, de repente, a selecção portuguesa começou a estar toda recuada e sem conseguir sair do seu reduto. Tornou-se faltoso e, estranhamente, ou não, começou a demonstrar medo e, aos 84′, Fetfatzidis fez um grande e rápido remate que Beto conseguiu defender in extremis. A 5′ do fim, Portugal começou a sentir que podia sofrer um golo, mais do que marcá-lo.

Contudo, e quando menos se esperava, Vieirinha pegou na bola, correu quase todo o campo com ela, mas tudo acabou de morrer na defesa da Grécia, sem grandes consequências.

Já depois dos 90′, numa subida de Ricardo Costa, este conseguiu mandar a bola à barra. E foi o acontecimento mais intenso do final da partida.

Conclusão

É verdade que a equipa portuguesa dominou a maior parte do jogo, mas nos últimos minutos a Grécia começou a forçar o ataque e a selecção portuguesa começou a abanar.

Não foi um grande jogo de futebol, de parte-a-parte, embora se sentisse que pertenceu aos portugueses as maiores oportunidades.

À falta de Cristiano Ronaldo, a grande figura do jogo acabou por ser Nani, o grande produtor de jogadas e de assistências, mostrando uma frescura e disponibilidade que os seus companheiros não demonstraram.

No final do jogo ainda deu para dar uns minutos de bons ataques a Vieirinha, uma segunda boa figura neste jogo.

No entanto, a selecção portuguesa não conseguiu ir além de um empate a zero com a selecção grega que também não mostrou grande capacidade para inverter a tendência.

A selecção portuguesa parte esta Segunda-feira para os Estados Unidos, onde ainda vai fazer 2 jogos amigáveis antes de iniciar a sua participação no Campeonato do Mundo.

No rescaldo do jogo, o que deve dizer-se é que a selecção portuguesa tem uma equipa interessante mas, sem Cristiano Ronaldo, não consegue superar-se.

Espera-se um Mundial muito mais intenso que este jogo. Vejamos os próximos jogos amigáveis.

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