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Portugal X Luxemburgo 2013

Resumo: Portugal – Luxemburgo

Selecção de Portugal – Guarda-redes: Rui Patrício; Defesas: André Almeida, Luís Neto, Ricardo Costa (58′ Sereno), Fábio Coentrão (75′ Antunes); Médios: Miguel Veloso (58′ Hugo Almeida), Josué, João Moutinho; Avançados: Hélder Postiga, Nani, Varela.

Selecção do Luxemburgo – Guarda-redes: Joubert; Defesas: Tom Laterza, Laurent Jans, Philipps, Janisch; Médios: Aurélien Joachim, Daniel da Mota (82′ Martino), Mutsch, Lars Gerson, Ben Payal (61′ René Peters); Avançados: Bensi (46′ Luisi).

As grandes surpresas deste jogo são o regresso de Hélder Postiga, que remeteu Hugo Almeida para o banco, de Fábio Coentrão, que recupera o lado esquerdo a Antunes, e as inclusões de Luís Neto para a defesa, de Josué para o meio-campo e Varela para o ataque.

A equipa portuguesa tem de marcar 6 golos e esperar que a Rússia perca em Baku, no Azerbaijão, para poder subir ao primeiro lugar do Grupo F e ser apurado directamente para a fase final do Campeonato do Mundo de 2014.

O jogo começou às 18:00′, à mesma hora que o Azerbaijão – Rússia, à espera de um milagre nos dois campos.

A selecção portuguesa subiu ao campo equipada de preto. Como está em Coimbra é uma coincidência que reporta para a Académica. Não tem nada a ver, mas não deixa de ser uma coincidência com alguma piada.

A Primeira Parte

Logo no primeiro minuto, Hélder Postiga cai na área luxemburguesa, carregado, mas sem falta. E fica, desnecessariamente, a clamar por falta. De qualquer forma, ficou logo antecipado ao que Portugal ia: sempre ao ataque, em ataque constante, um pouco inconsequente, é verdade, mas massivo, lembrando que é

Portugal X Luxemburgo 2013

Ricardo Costa acabaria por se lesionar e seria substituído por Sereno

necessário marcar golos. E muitos.

Desde o início que Portugal se instalou no meio-campo luxemburguês.

Aos 13 minutos, Fábio Coentrão cabeceia, com muito perigo, à trave da baliza de Joubert. E foi, quase um quarto de hora depois do início do jogo, o primeiro grande sinal, de verdadeiro perigo, executado por Portugal.

E aos 17 minutos a notícia: enquanto Luís Neto faz um mau passe para Rui Patrício e o Luxemburgo aproveita para encetar um contra-ataque muito perigoso que, felizmente, não deu em nada, em Baku a Rússia marca o seu primeiro golo e coloca-se na frente do marcador, deixando a vida da selecção portuguesa mais triste, mais cinzenta, mais perigosa.

Por cá, em Coimbra, a equipa portuguesa continuava a atacar. Aos 19 minutos foi André Almeida com uma boa incursão pelo lado direito, a obrigar a defesa luxemburguesa a aplicar-se para evitar o canto, e a lançar a bola in extremis, pela linha lateral.

Mas a partir dos 20 minutos de jogo, assistiu-se ao melhor período do encontro por parte da selecção do Luxemburgo que, várias vezes, se foi aproximando da grande área de Portugal não tendo, contudo, conseguido chegar a Rui Patrício.

Este período do Luxemburgo só foi quebrado por um cabeceamento muito perigoso de Nani, com Joubert a defender para canto.

Até este momento, o que se percebe é que falta algum entrosamento a esta selecção portuguesa.

E, ao minuto 28, e terminando com o melhor período da selecção do Luxemburgo, Joachim, o mais interventivo jogador do Luxemburgo, é expulso com cartão vermelho directo por falta sobre André Almeida. Se ainda havia alguma esperança para a equipa do Luxemburgo, ela morria aqui.

À meia-hora de jogo, a selecção luxemburguesa estava a jogar com um jogador a menos. E a selecção portuguesa, que não estava a conseguir resolver o assunto por si, agradeceu.

Aos 30 minutos Varela desmarcou-se, cruzou a área, e marcou o primeiro golo para Portugal. Golo muito festejado, diga-se. Logo depois, um excelente trabalho de João Moutinho a desmarcar Nani que chegou um pouco atrasado ao lance.

Mas Nani iria compensar ao minuto 36 ao finalizar com um belo remate, uma das melhores jogadas da equipa portuguesa em todo o encontro, e a marcar o segundo golo de Portugal.

Até ao final da primeira parte, Portugal continuou a atacar o Luxemburgo, mas sem grandes consequências. De salientar que Fábio Coentrão acabou por meter a bola dentro da baliza mas o árbitro assinalou fora-de-jogo ao defesa português.

A Segunda Parte

Na segunda parte houve mais do mesmo.

Portugal continuou a atacar, mas sempre um apouco atabalhoadamente. Um ataque quase sempre constante, mas sem resultados práticos com a bola a perder-se, quase sempre, para além das linhas limites do campo.

Aos 48 minutos, um exemplo da displicência com que a equipa estava a jogar, com uma enorme confusão frente à baliza de Joubert com a defesa a conseguir

Portugal X Luxemburgo 2013

Miguel Veloso acabaria por ser substituído na mesma altura que Ricardo Costa

chutar a bola para fora da área.

Nani chega atrasado. E depois, Nani volta a chegar atrasado. E foi isto o jogo de Portugal até ao momento em que Ricardo Costa se lesionou sozinho e, aos 57 minutos obrigou Paulo Bento a fazer uma substituição. Aliás, acabaria por fazer duas substituições na mesma altura. Sereno entrou para o lugar do lesionado Ricardo Costa e, pasme-se, Miguel Veloso a sair para dar lugar a Hugo Almeida. Paulo Bento a querer marcar golos. Mas, com o jogo que se vê, é o único.

Aos 65 minutos, a selecção do Luxemburgo, com menos um jogador, começa a chegar com alguma frequência à baliza de Rui Patrício e a obrigá-lo a estar com muita atenção.

Dois minutos mais tarde a notícia que o Azerbaijão tinha marcado golo, mas logo veio a emenda, a afirmar que a bola entrou, realmente, na baliza da Rússia, mas o golo não foi validado.

Entretanto, continua Nani, que sem Cristiano Ronaldo consegue entrar muito mais em jogo, a falhar bolas atrás de bolas. E aos 71 minutos, cabeceia uma bola que Joubert teve de se aplicar bastante para conseguir defender.

Depois, Paulo Bento volta a surpreender. Tira Fábio Coentrão para a entrada de Antunes. Troca por troca sem se perceber porquê. Com Portugal a precisar de marcar golos, faria mais sentido entrar Éder. Mas esse não foi o entendimento do treinador português.

O jogo prepara-se para entrar nos últimos 10 minutos quando, e mais uma vez, Hélder Postiga volta a marcar golo. É o terceiro de Portugal neste encontro e o sexto de Hélder Postiga nesta fase de qualificação.

Nesta altura já a equipa percebeu que a Rússia não perde, que este jogo está ganho e que o play-off não foge.

E se não havia grande entusiasmo com este jogo, nesta altura ainda havia menos. E isso ficou bem ilustrado com o desastroso remate de Hugo Almeida para a trave, quando estava sozinho e com a baliza escancarada. Precisamente no momento em que se ouve, finalmente, que o Azerbaijão marcou o golo do empate em Baku.

Mas Portugal já desligou da ficha. E até ao final do Jogo, foi mais do mesmo.

Conclusão

A primeira impressão com que se fica é que Portugal entrou para este jogo a pensar já nos play-off. Bem vistas as coisas, Portugal já terminou o jogo anterior contra Israel a pensar nos play-off. Só assim se explica os cartões amarelos a pedido, de Pepe e de Cristiano Ronaldo, para limpar a ficha e permitir jogar os jogos que se adivinham.

Depois, este jogo viveu sem história. Três golos contra uma selecção luxemburguesa que desde os 30 minutos jogou só com 10 jogadores é pouco, muito pouco. Sabendo que a Rússia estava a ganhar em Baku (onde acabaria, afinal, por empatar) os seleccionados de Paulo Bento não acharam melhor que fazer os mínimos. E depois queixam-se que o público não os aplaude. Por momentos ouviram-se alguns assobios em Coimbra. Não era para menos. Quem tem as ambições que Portugal tem, tem de fazer muito mais do que aquilo que fez. A questão é que, se calhar, a selecção portuguesa não é aquilo que gostaríamos que fosse. Se calhar só há mesmo Cristiano Ronaldo. E hoje nem isso. Salvou-se afinal Nani, que sem Cristiano Ronaldo, e mesmo sendo muito perdulário, esteve em jogo. O que não tinha acontecido contra Israel.

Agora espera-se que os jogos do play off não caiam em saco roto, e que Portugal mostre que merece estar no Campeonato do Mundo no Brasil. Como toda a gente espera.

Resultado

Portugal 3 – Luxemburgo 0

Os Golos: 30′ – Varela; 36′ Nani; 79′ Hélder Postiga.

 

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