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Roger Milla

Roger Milla arrasa Federação dos Camarões

A maior referência do futebol camaronês faz um balanço bem duro da prestação da sua equipa nacional, colocando os dirigentes na mira das suas críticas. “Foi uma humilhação ver os nossos jogadores a lutar uns com os outros. Batemos no fundo e precisamos de voltar a acertar os ponteiros do relógio”.

Para Roger Milla, não subsistem grandes dúvidas sobre quem são os culpados. “Somos o único país presente no Mundial que não tem uma Federação eleita. A comissão de normalização tinha como obrigação organizar as estruturas e eleger uma nova direção, não tinha competência para tentar gerir o futebol.” Como sempre, o dinheiro volta a ser questão principal na equipa dos Camarões. “ O ministro e os dirigentes nomeados querem ficar com todo o dinheiro para si, pensam que os futebolistas não merecem receber um tostão. Aliás, foi o próprio Ministro dos Desportos que, ao tentar meter-se na conversa dos prémios, quem criou a confusão que daqui saiu”.

Os jogadores não saem imunes, mas…

Roger Milla não poupou os jogadores presentes no Brasil. “Há confusões por toda a estrutura”. No entanto, Milla opina que Samuel Eto’o não pode arcar com todas as responsabilidades. “Não podemos colocar todas as culpas nas costas de um jogador, seria demasiado inocente acreditar nisso. Na verdade, o Samuel Eto’o tinha pedido ao treinador para não ser convocado para o Mundial. Foi o treinador quem fez questão de o ter lá. Até os médicos ficaram espantados de o ver jogar, depois de saberem os resultados dos exames”.

Recusando-se a apontar quem seriam os jogadores “mercenários” deste grupo, Milla relembra que os prémios “são merecidos e devidos a quem se esforça em campo. Muitos destes jogadores já deram muito ao país, não os vamos agora culpar de tudo, apesar de ser necessário que reconheçam a sua parte no problema”. Mas também vai mais longe. “Os jogadores não podem estar afastados da Federação, nem podem abdicar de participar na resolução dos problemas. Olhamos para a estrutura e só vemos Songo’o, o único antigo jogador a estar na Federação”. Para Milla, a solução é só uma e passar por uma “limpeza total, que permite rejuvenescer estruturas e seleção”.

Haverá espaço para balanço

Por toda a comunicação social camaronesa se fala de uma enorme desilusão, mas, na verdade, os Camarões já tinham tido uma presença apagada em 2010 e falharam a presença nas duas CAN disputadas entre Mundiais, em 2012 e 2013. Assim sendo, Volker Finke acredita que cumpriu “o seu trabalho”, ainda que “o balanço só deverá ser feito depois das coisas acalmarem, depois das férias.”. No entanto, o alemão não deixou de lembrar que tem contrato. “O essencial é conseguirmos o apuramento para a CAN 2015, em Marrocos”.

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