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Romero Argentina

Romero, o santo improvável, coloca a Argentina na final

Meia-final

Holanda – Argentina

Arena São Paulo

Holanda : Jasper Cillessen – Stefan de Vrij, Ron Vlaar, Martins Indi – Dirk Kuyt, Giorginio Wijnaldum, Nigel de Jong, Daley Blind – Wesley Sneijder – Robbin van Persie, Arjen Robben.

Argentina: Sergio Romero – Pablo Zabaleta, Ezequiel Garay, Martin Demichelis, Marcos Rojo – Javier Macherano, Lucas Biglia – Enzo Pérez, Leonel Messi, Ezequiel Lavezzi – Gonzalo Higuín.

Arbitragem do turco Cuneyt Çakir.

O mundo voltou a entrar nos eixos, ou seja, esta foi uma meia-final de um Campeonato do Mundo como é suposto. Tática, equilibrada, um jogo de xadrez. Nem por isso se tornou aborrecida, bem pelo contrário. Sabella e Van Gaal prepararam uma aula de como defender a campo inteiro.

A FIFA teve juízo e permitiu um momento de silêncio por Dom Alfredo. Só lhe fica bem.

Primeira parte

Louis van Gaal não mexe no que tem sido o seu sistema de jogo neste mundial. Sabella já foi obrigado a alterar a formação, depois de jogadores como Messi se mostrarem contrários a uma defesa com cinco homens. A Argentina tem uma boa defesa e um lote de avançados impressionante. O problema da equipa sul-americana continua a ser o meio-campo: falta capacidade para contruir jogo e fazer chagar a bola nas melhores condições aos homens da frente. Os holandeses circulam mais e melhor a bola, a colocação de Wijnaldum permite à equipa maior posse. Robben começa o encontro mais aberto pela direita, a tentar baralhar as apertadas marcações argentinas.

Os minutos passam e o equilíbrio mantém-se. Grande jogo de encaixe tático, com ambas as formações a fechar completamente os espaços. Ainda nenhuma das duas descobriu a chave para abrir a defesa contrária.

Enzo Pérez, embora constrangido pelo posicionamento e disciplina tática, é o jogador da Albiceleste que mais cria desequilíbrios. O corredor direito da Argentina começa a abrir o livro, Enzo a combinar bem com Zabaleta, Messi e Lavezzi. É sempre por ali que a equipa avança no terreno. A defensiva não dá um metro de terreno ao adversário e a Holanda sente muita dificuldade em penetrar. Até à meia-hora, altura em que a laranja consegue três cruzamentos consecutivos para a área adversária. Quase em papel químico: Sneijder tenso para van Persie, Romero defende com os punhos. A um minuto do intervalo, Bruno Martins Indi vê cartão amarelo. Não tanto pela falta sobre Messi mas pelo acumular de faltas. O jogador nascido no Barreiro tem que aprender a usar menos o corpo para travar os adversários. Ou a fazê-lo de forma mais cirúrgica e inteligente.

Não há situações claras para golo, resumem-se a um cabeceamento de Garay para fora, um livre cobrado por Messi, à figura de Cillessen e a um remate de longe de Sneijder. Até esta altura Robben ainda não apareceu.

Segunda parte

Van Gaal retira Indi, já amarelado, e mete Daryl Janmaat. Blind recua para defesa esquerdo, Kuyt troca de lateral, substituído na direita pelo homem acabado de entrar. Mais do mesmo, com uma pequena diferença. Aos 44’ Robben faz a primeira arrancada de frente para a baliza da Argentina.

Há primeira hora de jogo, segunda alteração laranja. Sai De Jong, entra Jordy Clasie. O sinal do banco é interpretado de imediato: menos contenção, mais rotação de bola. Clasie não é um pitbull, com Jong, mas dá outra capacidade de circulação. A Holanda tenta pegar no jogo. A partida está um pouco mais aberta mas a maior preocupação continua a ser não cometer erros. Quando ataca, a Argentina fá-lo com poucos elementos, para não se desposicionar. No último quarto de hora do tempo regulamentar, queimam-se cartuxos. Aos 75’, passe sensacional de Enzo Pérez para Higuaín encostar. A bola vai à malha lateral mas o juiz de linha diz que o avançado está fora-de-jogo. Mal assinalado. A dez minutos do fim, dupla substituição nos Albiceleste: saem Enzo e Higuaín para a entrada de Palacio e Aguero. Aos 90+1, Macherano sacrifica-se para tirar o pão da boca a Arjen Robben. Seguimos para prolongamento.

Prolongamento e penáltis

Os dois lados esgotam as substituições. Na Holanda sai Van Persie para dar lugar a Huntelaar. Na Argentina, Maxi Rodrídez entra para a posição de Lavezzi. A baixa física dos sul-americanos, que se começou a notar perto dos noventa continua. Os holandeses parecem mais frescos. Cento e vinte minutos depois, ainda empatados, resta ir às penalidades.

A Holanda marca primeiro. Vlaar, que fez um jogo quase perfeito, borra a pintura. Remate denunciado que Romero defende. Chega Messi e converte. Robben faz o mesmo. Diante de Sneijder, Romero faz o segundo milagre e agarra. Aguero é o seguinte e não falha. A pressão está toda sobre os holandeses. Kuyt faz a sua parte mas Maxi Rodríguez também. Cillesem ainda lhe toca mas a bola vai forte e entra. Quase meio século depois, a Argentina está de volta à discussão de um título mundial. Yet the group says best online essay writing service that it’s a long process to get schools aligned with its list of essentials

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