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Samurais Azuis: Ou vai ou racha!

O treinador da Selecção japonesa, Alberto Zaccheroni, revelou durante uma conferência concedida à imprensa antes do treino de reconhecimento no Estádio das Dunas – que será palco do jogo de hoje – estar preocupado com a condição psicológica dos jogadores do Japão após a derrota no jogo de estreia frente à Costa do Marfim, onde a equipa japonesa perdeu por duas bolas a uma. De facto, e tendo em conta as respostas dadas pelo treinador na conferência, a sua preocupação e tempo despendido nos treinos a trabalhar o lado emocional da equipa após a derrota, foram bem maiores que as preocupações com a parte física.

“Cabe ao treinador mandar uma equipa bem preparada em todos os aspectos: táctico, físico e psicológico. Vou tentar abordar todos esses pontos. Considerando o nosso trabalho até hoje, só tenho a que pedir que eles se mantenham focados e coloquem dentro de campo como fizeram no ano passado. Tudo depende do jogo de hoje. É um torneio curto, e perder um jogo é complicado. Sou sempre optimista e tento passar o mesmo para a equipa.” – disse o Zaccheroni.

No entanto, no que depender de Hasebe, capitão de equipa dos Samurais Azuis,  o treinador pode ficar tranquilo, já que o jogador afirma que a equipa ficou decepcionada com o resultado do primeiro jogo, mas está confiante para encarar o próximo desafio frente à Grécia.

“É claro que o primeiro jogo é importante. Posso dizer que os meus colegas ficaram um bocado chocados. Mas já se passaram quatro dias. A atmosfera entre a equipa e a comissão técnica é boa. Eu tentei perceber  o que cada um sentia e estava a pensar. (…) Sinto que estamos todos preparados, e justamente por isso podemos concentrar-nos melhor para o jogo. Estamos motivados.” – afirmou.

Da mesma opinião e espírito positivo partilha o seu colega de equipa Kagawa. No entanto o jogador não deixou de comentar sobre o jogo contra a Costa do Marfim e os efeitos que este teve sobre si.

“Eu perdi uma batalha comigo mesmo (na estreia do torneio). Havia pressão e no início cometi erros. (…) Fomos para o jogo a pensar que seríamos capazes de ir longe na competição, mas tanto eu como a equipa estivemos tensos e não podíamos mover-nos bem. (…) Nós não podemos deixar que a competição termine por aqui. Eu ainda acho que podemos jogar bem e espero que possamos corrigir as coisas. Para ganharmos os nossos segundo e terceiro jogos só temos de continuar a acreditar em nós mesmos.” – disse.

Japão - Costa do Marfim

Japão – Costa do Marfim

Outro aspecto que era alvo de preocupação da equipa do Japão, e sobre a qual restavam muitas dúvidas, era a eventualidade do capitão de equipa não poder jogar frente à Selecção da Grécia, devido a uma lesão que sofreu em Janeiro, no joelho direito, – sendo substituído a meio do jogo de estreia – contudo Hasebe descartou a possibilidade de faltar ao jogo com a Grécia e foi taxativo ao afirmar que já se sentia bem.

“Não há qualquer problema com o meu joelho.” – resumiu.

Apesar de não ter confirmado a equipa titular, o seleccionador, Alberto Zaccheroni, vai manter Hasebe nos 11 iniciais, no entanto, o treinador deu pistas de que o jogador não deverá jogar os 90 minutos na sua totalidade.

“Eu sabia o quanto Hasebe poderia ou não jogar na estreia e organizei-me com base nisso. Para esta hoje, eu também sei o quanto ele pode jogar.”- disse Zaccheroni.

Ainda sobre a equipa, Zacherioni mostrou-se desagradávelmente surpreendido pela discussão em torno da prestação de Honda no jogo de estreia da Selecção Japonesa, e saiu, qual pai a defender a cria, em defesa do jogador.

“Fico bastante surpreso com essa pergunta (de que ele não teria  tido uma boa prestação na estreia). Ele desempenha um papel fundamental na equipa. Além disso, ele joga numa das melhores equipas do mundo (Milan). É um excelente jogador e nós apostamos nele.” – afirmou.

Relativamente ao adversário, Zacherioni não poupou os elogios.

“A Grécia destacou-se desde sempre pela tenacidade, além de ser muito compacta. (…) O sucesso deles é com essa qualidade. É uma equipa que lida bem com os ataques adversários e que se sai muito bem no contra-ataque.” – elogiou.

O jogo da Selecção do Japão contra a Selecção da Grécia tem lugar hoje, às 19h (horário do Brasil), na Arena das Dunas, em Natal. As duas Selecções, que ocupam os últimos lugares dentro do Grupo C, vão ter de vencer o jogo caso pretendam passar à segunda fase da competição – neste jogo em particular, nem um empate lhes vale o bilhete dourado para a 2ª fase.

Esta é a quinta participação do Japão num Campeonato do Mundo, e caso seja eliminado hoje frente à Grécia, será a terceira vez que a equipa é eliminada ainda na primeira fase da competição.

Do outro lado da barricada

Já o português Fernando Santos, actual treinador da Grécia, parece estar bastante descontraído para o jogo de hoje. Sem mencionar quais os 11 titulares para o jogo frente ao Japão, o treinador disse que espera que as equipas se concentrem em jogar ao ataque, e em vencer, mas sem estarem desesperadas para fazer golo –  um discurso que não coincide com a real situação de ambas as equipas.

“Num jogo destes, e de acordo com a situação do Grupo, um empate pode vir a ser um resultado positivo. Acho que ninguém irá para o jogo desesperado pela vitória. Temos que tentar vencer, e estou convencido de que ambas as equipas irão jogar preocupadas em vencer, mas sem desespero. Mas queremos fazer história, e para isso temos que ganhar. Respeitamos o nosso adversário, que é uma equipa forte e terá o mesmo pensamento que nós. O que vai determinar a vitória é o que acontecerá em campo, não quem jogará ou não. Isso é uma questão menor.” – afirmou.

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