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Brasília - Ponte Juscelino Kubitschek

Sedes do Mundial – Brasília

O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha fica no Complexo Poliesportivo Ayrton Senna, no coração do Distrito Federal. Foi inaugurado em 1974. E foi reestruturado entre 2010 e 2013 para poder receber o Campeonato do Mundo de Futebol 2014. Tornou-se, depois das transformações a que foi sujeito, o segundo maior estádio de futebol sul-americano, logo atrás do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Este estádio vai ser utilizado em 4 jogos na Fase de Grupos, com jogos dos Grupos A, C, E e G, e ainda 1 jogo dos Oitavos-de-Final, 1 jogo dos Quartos-de-Final e, ainda, o jogo que vai definir o 3º e o 4º lugar do Campeonato do Mundo. De referir, ainda, que uma das selecções que irá jogar no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha é a do Brasil, no dia 23 de Junho.

Porém, a estreia deste relvado no Campeonato do Mundo irá ser a 15 de Junho, num jogo do Grupo E, 3 dias depois o arranque da prova, a 12 de Junho, no Arena de São Paulo, e com a selecção do Brasil como anfitriã.

Brasília, a Cidade Modelo

A maior cidade construída de raiz no século XX, é um laboratório vivo, e real, das capacidades do Homem de se suplantar. Construída em gabinetes, onde os Homens sonharam, desejaram e decidiram, Brasília tornou-se um modelo de organização das cidades também, e muito, fruto do seu tempo, dos ideais, das políticas e do poder em voga nos anos ’50. O Plano Urbanístico foi concebido por Lúcio Costa, e a cidade planeada e desenvolvida por Lúcio Costa e Óscar Niemeyer. Depois da inauguração em 1960, Brasília tornou-se, depois de Salvador e Rio de Janeiro, a 3ª capital do país. Vista de cima, Brasília assemelha-se a uma borboleta, um pouco como o bairro lisboeta dos Olivais que, do ar, também se assemelha a uma borboleta.

O conjunto urbanístico e arquitectónico, onde estão algumas das obras mais emblemáticas de Niemeyer, classificou a cidade como Património Mundial pela UNESCO.

Catedral Metropolitana de Brasília

A Catedral Metropolitana de Brasília

Cidade, de início incaracterística, com uma vida inexistente, que começou por ser só uma cidade administrativa, cheia de gabinetes e ministérios, manta de retalhos governamental, com tudo a ser criado de raiz, foi ganhando, aos poucos, a sua própria vida. Brasília é uma cidade concebida em laboratório onde a vida teve de se adaptar ao que foi criado, e não ao contrário como acontece na maior parte das cidades que se vão adaptando à vida e às suas necessidades. Foi esse seu modelo de cidade original e único que levou a que Brasília fosse, também, uma cidade diferente de todas as outras cidades brasileiras.

Brasília, a Cidade do Rock

Não foi por acaso que, enquanto todo o Brasil vivia a experiência da Música Popular Brasileira (MPB), com especial incidência no Rio de Janeiro, que esteve na base dos vários movimentos musicais, da Bossa Nova ao Tropicalismo, Brasília virou-se para o rock.

Legião Urbana

A Legião Urbana, o rock de Brasília

Cidade de diplomatas, economistas, burocratas, senadores, deputados e ministros, gente de muita informação e com contactos com o exterior, numa altura em que se vivia a ditadura militar, era mais fácil saber o que se passava em Londres que no Rio de Janeiro, em São Paulo ou na Bahia. Por isso, foi com alguma naturalidade que Brasília viu nascer uma cena musical que não era tipicamente brasileira: Cássia Eller, Aborto Eléctrico, Capital Inicial, Plebe Rude e Legião Urbana foram a face mais visível da cena musical de Brasília nascida directamente do punk londrino. Mas grupos de fora, como os Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho (nascidos no Rio de Janeiro), acabaram por ser integrados no mesmo pacote, por amizade, influência e porque passaram a ser parte de um conceito: não eram MPB, eram rock.

É verdade que, anteriormente, já existia Raul Seixas. Mas o rock de Raul Seixas tinha raízes na música de cariz popular. Os Aborto Eléctrico, os Capital Inicial e os Plebe Rude não. Eram filhos do punk, com cordas electrizantes e consciência social. Os Legião Urbana já seria outra história. O grupo que bebera o punk e o vomitara, e se transformara numa outra coisa, com outra dimensão e que a transmitiu à própria cidade, dando-lhe uma estrutura cultural popular que ainda não tinha.

Em 1988 a Legião Urbana deu um concerto para 50.000 espectadores no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. E fez-se história. E Brasília começava também a ter a sua história.

Brasília, a Cidade da Arquitectura

Indo a Brasília para ver o Mundial de Futebol também é um motivo para ver o que de melhor a arquitectura moderna tem para mostrar. Brasília é um atelir ao vivo onde as maquetas são verdadeiras e não projectos.

Edifício do Congresso Nacional

O Edifício do Congresso Nacional

O Edifício do Congresso, o Palácio da Alvorada (residência oficial do presidente), o Palácio do Planalto (onde está o gabinete oficial do presidente), o Palácio Itamaraty (Ministério das Relações Externas), também conhecido como o Palácio dos Arcos, a Catedral de Brasília, a Ponte Juscelino Kubitschek, o Palácio do Buriti e o Teatro Nacional Cláudio Santoro e…

A grande dificuldade em Brasília será mesmo ver os jogos de futebol com o constante assédio arquitectónico ao virar de cada esquina.

Brasília é um cidade-museu onde cada edifício, ponte, praça são um registo da arquitectura moderna. A juntar a isso, a quantidade de esculturas (algumas delas enormes, e outras monumentais) que pontuam edifícios, praças, largos, jardins. O que de melhor o homem projectou nos últimos anos.

Visitar Brasília pode ser o momento de uma vida. O Campeonato do Mundo de Futebol pode ser um grande momento (e sê-lo-á, com certeza), mas será, também, motivo para ver uma das últimas grandes criações do Homem.

Uma cidade de sonho para ver ao vivo e deixar-se deslumbrar.

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