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Sedes do Mundial – Curitiba e o Paraná

Curitiba, capital do Estado do Paraná, será uma das sedes do Campeonato Mundial de Futebol de 2014. Durante a Fase de Grupos, a Arena da Baixada, onde joga o Clube Atlético Paranaense, vai receber 4 jogos da Copa. Para isso, o estádio Arena Baixada, considerado um dos mais modernos do Brasil, passou por obras de adaptação, de forma a cumprir com todas as exigências da FIFA e aumentar a sua capacidade para uma média de 40 mil espectadores.

A cidade de Curitiba foi fundada por Bandeirantes. Na sua maioria descendentes da primeira e segunda gerações de Portugueses de São Paulo, aventuravam-se no interior do Brasil Colonial, na prática desbravando território onde nenhum homem branco tinha ainda chegado. Penetravam no sertão em busca de minérios, sobretudo ouro e prata, e de índios para escravizar. Eram também contratados para localizar e destruir quilombos, acampamentos remotos de escravos negros fugidos. As suas idas e vindas, numa época em que não existiam estradas, em alguns casos nem sequer percursos reconhecidos, deram origem a muitos povoados. Além do português, os Bandeirantes dominavam também o tupi, a língua dos povos indígenas, e essa influência esta patente nos nomes que deram aos lugares por onde passavam. Mais tarde, com a rota tropeira entre que ligava Sorocaba, região de São Paulo, a Viamão, no Rio Grande do Sul, Curitiba aproveitou o posicionamento estratégico para crescer.

A riqueza de Curitiba

Hoje, a capital do Estado do Paraná conta com cerca de 1,8 milhões de habitantes. Como em geral se verifica no sul do Brasil, Curitiba é habitada por uma maioria de brasileiros de ascendência europeia, fruto da vaga de emigração que no séc. XIX juntou a portugueses e espanhóis alemães, polacos, italianos e ucranianos. Possui também uma comunidade judaica considerável, estabelecida a partir de 1870. Bastante mais tarde chegaram também japoneses tornando a cidade num verdadeiro mosaico étnico e cultural.

Curitiba - O Tubo

O Tubo

A tremenda densidade populacional, o crescimento desnivelado e descontrolado, inerentes a uma grande metrópole foram, para Curitiba, estímulos nos sentido de procurar diferentes soluções para os problemas que enfrentava. Desde os anos sessenta que a capital do Paraná é mundialmente famosa pelas preocupações ambientais e inovações urbanísticas. A mais reconhecida é o RIT – Rede Integrada de Transportes. Inaugurado em 1974, o sistema de transportes públicos curitibano assenta em autocarros articulados que circulam em vias exclusivas. Além dos “ônibus” expresso, que percorrem o centro da cidade existem também os alimentadores, veículos que fazem a ligação entre a periferia e o centro. Este exemplo inspirou experiências semelhantes Bogotá, Los Angeles, a Cidade do Panamá e o México, para citar apenas alguns. No entanto, em Curitiba já se discute há algum tempo novas possibilidades. A quantidade de automóveis que entram diariamente na cidade parece indicar que o modelo pode estar a atingir o seu ponto de saturação. Existem fortes probabilidades de se avançar para um Metro, seja ele de superfície ou subterrâneo.

Curitiba não é só a capital do Paraná, é também o seu centro económico. O PIB é o 4º mais elevado do Brasil e já foi várias vezes eleita a “Melhor Cidade do Brasil para Negócios” pela Revista Exame. A mesma que em 2001 lhe atribui o prémio de “Polo de Informática” ao constatar que nesse ano o conjunto de empresas de Tecnologia e Informação ali sediadas representavam uma facturação anual de 1,2 mil milhões de dólares, com tendência a aumentar. O Parque Industrial da Área Metropolitana de Curitiba ocupa uma área de aproximadamente 50 km2, onde se instalaram empresas como a Esso, Petrobrás, pólos da Renault e Wolkswagen, Sadia, Copel, Kraft Foods, Siemens, HSBC. O retorno de um investimento de décadas da cidade em infraestruturas e em capital humano – são mais de 50 as instituições de ensino superior em Curitiba. A cidade tem-se vindo a afirmar como destino do chamado Turismo de Saúde, com vários hospitais e clínicas especializadas de referência, tem excelentes níveis de alfabetização e os níveis de educação básica são dos melhores do Brasil. Os números indicam 64,5 m2 de área verde por habitante, valores cinco vezes superiores aos recomendados pelas Nações Unidas. Esses espaços estão maioritariamente concentrados em parque e bosques municipais que servem de barreira protectora aos habitats que rodeiam os rios locais, em especial o Barigui e o Iguaçu.

Arte e cultura

Curitiba não é só trabalho, educação e urbanismo. A programação cultural da cidade é das mais vibrantes da América do Sul, o que, se considerarmos a proximidade de Buenos Aires e São Paulo não é coisa pouca. São muitos os eventos dedicados às artes mas prefiro realçar três espaços bem distintos onde a cultura de Curitiba se faz.

Curitiba - Ópera do Arame

Ópera do Arame

A Ópera de Arame é uma estrutura arquitectónica belíssima, construída em aço e revestida por placas de acrílico. Foram utilizadas 360 toneladas de aço e 2400 bancos de arame mas o resultado é tudo menos pesado. Fica localizada numa antiga pedreira desactivada, parcialmente rodeada por um lago artificial e o acesso ao edifício faz-se por um passadiço sobre as águas. O resultado é uma forma circular de aparência delicada e frágil, a lembrar um rendilhado. Foi montada em apenas 75 dias e inaugurada em Março de 1992, com capacidade para 2100 espectadores.

O Museu Óscar Niemeyer é considerado a maior área de exposições da América Latina: são 17 mil m2 dedicados às Artes Visuais, Arquitectura, Urbanismo e Design. Em pouco mais de 10 anos de existência o MON promoveu mais de 200 exposições, vistas por mais de 200 mil visitantes. O primeiro edifício, projectado pelo Arq. Óscar Niemeyer em 1967, foi inicialmente concebido como um Instituto de Educação. Só em 2001 foi redesenhado e adaptado à função de museu, altura em que o arquitecto acrescentou o anexo famoso que lhe veio acrescentar uma identidade muito própria. Os locais chamam-lhe o “Museu do Olho”, basta olhar para ele e percebe-se porquê, embora a inspiração para o desenho tenha vindo da árvore-símbolo do Paraná, o pinheiro-do-Paraná.

Por último, o Bairro Santa Felicidade. Fica a 7 km do centro da cidade e ocupa o espaço da antiga Colónia Santa Felicidade, maioritariamente constituída por Italianos vindos de Trento e Veneto. Parte dessas terras foram doadas pela portuguesa Felicidade Borges e o bairro ficou-lhe também com o nome. Santa Felicidade era um ponto de paragem dos tropeiros a caminho do sul, para comer e descansar e essa coisa ficou. Actualmente o bairro é o lugar onde as pessoas de Curitiba, e os forasteiros, vão comer boa comida, provar vinhos e produtos tradicionais, nos muitos restaurantes e adegas que ali se concentram, e onde as raízes italianas continuam bem vincadas.

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