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Lago Guaíba

Sedes do Mundial – Porto Alegre, território Gaúcho

Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, a metrópole mais a sul da América Latina, será uma das Sedes do Campeonato de Mundo de Futebol 2014. O Estádio Beira-Rio, com capacidade aproximadamente 50 mil espectadores, foi reformado para poder receber 5 jogos do Mundial (grupos B, E, F, e H), incluindo um dos Oitavos de Final. Também conhecido por “o Gigante”, é a casa do Sport Club Internacional, e foi baptizado com o nome de Estádio José Pinheiro Borda, em homenagem a um português que durante a década de 60 supervisionou as obras de construção e morreu sem o ver terminado.

Em meados do século XVIII, por ordem de D. João V, Rei de Portugal, foram escolhidos 4 mil casais açorianos para povoar o Brasil Meridional. Desses, só 1000 acabaram por fazer a viagem e fixar-se em redor do Lago Guaíba, dando origem ao que viria a ser Porto Alegre. Quando a disputa pelo território entre portugueses e espanhóis terminou começaram a chegar imigrantes de outras proveniências – Alemanha, Itália, Polónia, Escócia, mais tarde de África e da Ásia – e essa diversidade ainda está presente na cultura e tecido social da capital Gaúcha. A confluência das rotas de navegação fez de Porto Alegre o maior entreposto comercial da região; o dinamismo das suas gentes fez dela uma cidade que procurou sempre estar à frente do seu tempo.

Sempre à Frente do Seu Tempo

Hoje, a capital do Rio Grande do Sul é uma cidade modelo. Nos últimos anos foi por três vezes reconhecida pela ONU como a metrópole com melhor qualidade de vida do Brasil e mais de oitenta prémios internacionais elegem-na como uma das melhores para viver, trabalhar, fazer negócios e até estudar. Porto Alegre soube internacionalizar a sua cultura, dinamizar a economia ao ponto de se tornar uma das cidades mais ricas do mundo, proporcionar qualidade de vida. Mas o que verdadeiramente a distingue é o seu modelo democrático de gestão pública. Porto Alegre é sinónimo de orçamento participativo, Fórum Social Mundial e envolvimento dos cidadãos nas causas públicas. E aparece sempre no topo dos rankings pelos melhores motivos: baixa taxa de desemprego, maior índice de alfabetização, maior área arborizada, potencial de crescimento, educação e transportes públicos de qualidade, só para dar alguns exemplos.

Porto Alegre - Lago Guaíba

O Lago Guaíba, em Porto Alegre

O centro histórico de Porto Alegre faz-se entre dois pontos, a Praça da Matriz, centro cívico, político e religioso desde a fundação, e a Rua da Praia, a mais antiga da cidade e que concentra o eixo comercial. Entre um e outro estão o Palácio Piratini, a sede do Governo do Estado, as igrejas barrocas e modernas, os museus, os edifícios classificados, encostados ao imenso lago Guaíba. Porto Alegre é uma cidade que vive muito da rua e dos espaços públicos. Rodeada por colinas – os seus 40 morros – é também famosa pela quantidade de árvores: praticamente uma por cada um dos 1,4 milhões de habitantes, contando apenas ruas, praças e parques. O Parque Farroupilha, ou Redenção, um dos oito parques verdes de Porto Alegre, o mais popular e tradicional, tem 370 mil m2 e para além de 8000 árvores e plantas diversas conta ainda com quiosques, pistas de atletismo, campos de jogos e um auditório. Outro deles, o Parque da Harmonia, de 65 há, tem pista de aeromodelismo, zonas infantis, campos de futebol e vólei e mais de cem pontos para fazer churrasco. Os Gaúchos adoram o seu churrasco!

Ilustres de Porto Alegre

Erico Veríssimo (1905-75), um dos escritores brasileiros mais populares do século passado. Nasceu em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, mas foi na capital que passou toda a vida adulta. Foi autor, entre outros, de “Olhai os Lírios do Campo” e “Incidente em Antares”, duas obras que foram depois adaptadas para televisão. O filho, Luís Fernando Veríssimo, nascido em Porto Alegre em 1936, é também escritor – e cartoonista, tradutor, publicitário, guionista, músico – mas o que o tornou mesmo famoso foram as crónicas de humor e sátira de costumes que publicou em jornais e revistas. Também é conhecido pela sua paixão pelo futebol. As primeiras colunas que escreveu foram sobre sobre a fundação do Estádio Beira-Rio e o seu Internacional. Criou personagens como “Ed Mort” e o “Analista do Bagé” que vivem muito para além dos seus escritos. Em 1986 conseguiu convencer a revista Payboy a patrocinar a sua cobertura do Mundial do México, coisa que repetiu em 90, 94, 98, 2008 e 2006, desta vez para jornais mais “respeitáveis”.

Ronaldinho Gaúcho

Ronaldinho Gaúcho, filho da terra

Podemos referir também o pintor e gravador Iberê Camargo, um dos maiores e mais influentes artistas brasileiros do séc. XX. Mais um Rio-Grandense do interior que fez de Porto Alegre a sua casa, para onde veio estudar pintura na Escola de Artes e Ofícios da Cooperativa de Viação Férrea de Santa Maria. A sede da fundação que tem o seu nome é hoje um edifício projectado pelo Arq. Siza Vieira, trabalho que em 2002 lhe valeu o prémio da Bienal de Arquitectura de Veneza.

Também Elis Regina (1945-82), por muitos considerada a melhor cantora brasileira de sempre, e que imortalizou temas como “Águas de Março”, “Madalena”, “O Bêbado e o Equilibrista” ou “Casa no Campo”, entre tantos outros, é Porto-Alegrense.

E se estamos a falar do Campeonato Mundial de Futebol não podemos esquecer Dunga, capitão da selecção brasileira que em 94 ganhou o Mundial e seleccionador da canarinha entre 2006 e 2010. De ascendência alemã e italiana, nasceu Carlos Caetano Bledorn Verri, em Ijuí, Rio Grande do Sul. Actualmente é o treinador do Internacional de Porto Alegre, equipa em que iniciou e terminou a carreira como jogador.

E não podíamos terminar sem falar no maior. O nome diz tudo: Ronaldinho Gaúcho. Só não foi “o fenómeno” porque já outro tinha registado a marca. Começou a carreira no Grémio, outro dos emblemas históricos de Porto Alegre. Na Europa representou clubes como o Paris Saint-Germain e o Milão. Ganhou o prémio de Melhor Jogador da FIFA em duas épocas consecutivas, 2004 e 2005 e uma Liga dos Campeões. Hoje, uma sombra do que foi, alinha no Atlético Mineiro. Mas nos seus tempos áureos, com a camisola do Barcelona e do Brasil, deixou os amantes do futebol rendidos com a subtileza e alegria do seu jogo.

 

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