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Selecção da Argentina

Um Mundial no Brasil – ora aí está algo pelo que grande parte dos adeptos argentinos esperavam para poder tentar humilhar os seus grandes rivais no mundo do futebol. Se em 1950 esse papel calhou aos uruguaios, se há coisa que argentino sempre terá sonhado foi estar na pele de Ghiggia, símbolo maior do desalento brasileiro no Maracanazo. Mas se o plano sempre foi bater o Brasil, a verdade é que a Argentina tem vindo, nos últimos anos, a construir uma selecção que o possa fazer em grande estilo. Mas antes de lá chegarmos…

Nascidos para ser grandes

Estava destinada, a Argentina, como forte potência regional desta modalidade e, desde cedo, nos Campeonatos Sul-Americanos disputados nas décadas de 10 e 20 do século XX, começaram a dar mostra disso mesmo. Não espantou, portanto, que no primeiro Mundial, para mais disputado no vizinho Uruguai, os argentinos conseguissem o primeiro pódio da sua história. No entanto, foram precisos 48 anos para que a selecção do país das Pampas voltasse a repetir tal sorte, quando em 1978 organizou e venceu o Mundial. Começou aí o período de ouro do futebol argentino, intimamente ligado ao crescimento de um dos seus grandes génios de sempre, Diego Armando Maradona, que viria a dar outro título Mundial, em 1986, e uma final perdida para a Alemanha, em 1990.

País de génios

Dois grandes nomes ocupam e disputam, até, o espaço de maior jogador argentino de todos os tempos. Diego Armando Maradona e Lionel Messi. Devido à capacidade de conquistar títulos, Maradona será, por ora, ainda o mais considerado para essa posição. Figura geradora de paixões, Diego Maradona nasceu em Buenos Aires, no meio pobre, e depois de ter mostrado os seus dotes ao serviço de pequenos clubes de bairro, entrou no Argentinos Juniors, onde se apresentou ao mundo e representou, mesmo, a selecção Argentina pela primeira vez. No entanto, não chegou a ser chamado por Menotti para a selecção que, em 1978, se sagrou campeã do mundo.

Maradona Campeão 1986

Maradona celebra o segundo título da Argentina em 1986

Em 1981-82, Maradona fez apenas uma temporada ao serviço do Boca Juniors, marcando 28 golos em 40 partidas, partindo em seguida para a Europa, onde Barcelona seria a primeira paragem. Ainda que com excelentes números durante essa passagem, para a história ficou uma complicada lesão que quase atirou o craque argentino para a lista das esperanças nunca confirmadas. Mas em 1984 surgiu o Nápoles, onde Maradona viria a ser figura, transformando-se num autêntico Deus.

Em Itália, Maradona conquistou os seus maiores sucessos desportivos ao nível de clubes, mas seria a conquista da população local que levou o seu nome ainda mais alto na história do futebol. Para além disso, foi enquanto jogador do Nápoles que Diego conduziu a Argentina ao título de 1986 e ao vice-campeonato de 1990. Pelo meio, começaram também a tornar-se públicos os problemas do astro com as drogas, surgindo um personagem fora dos relvados que pouco ou nada tinha do encantamento que Maradona provocava na bola. Isso acabaria por marcar definitivamente o resto da sua carreira, passada, de forma intermitente, entre o Sevilla, o Newell’s Old Boys e o Boca Juniors.

Em 1990, tinha três anos Lionel Messi. O jogador nascido em Rosario, apenas cumpriu as etapas iniciais da sua formação no Newell’s Old Boys, tendo saído para o Barcelona com apenas 12 anos. Tem sido na Catalunha que Messi tem feito toda a sua carreira, percorrendo equipas das camadas

Messi e os Troféus

Lionel Messi, coleccionador de troféus

jovens e também as representações B e C. Fez a sua estreia na equipa principal em 2004 e, desde aí, tem brilhado na liderança de uma das equipas que ficará, seguramente, na memória de todos aqueles que amam o futebol. Ao nível de clubes, Messi já ganhou tudo o que haveria para ganhar, tal como a nível mundial, onde vem sendo, repetidamente, eleito como Melhor Jogador do Mundo. Falta, ao pequeno astro, brilhar com a mesma intensidade ao nível de seleções. Até agora, apenas uma Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, constam do seu currículo.

A caminhada até ao Brasil

Na América do Sul, o apuramento para o Mundial fez-se num campeonato a nove com uma duração de dois anos. Neste período, em 15 jogos, os argentinos somaram nove vitórias, cinco empates e apenas uma derrota, frente à Venezuela, logo numa das primeiras jornadas. O jogador mais utilizado é o guarda-redes Sérgio Romero, com apenas mais alguns minutos do que Lionel Messi. O avançado do Barcelona foi o melhor marcador da equipa, somando dez golos, contra nove de Higuain. Num campeonato onde quatro equipas conquistavam o apuramento direto e uma delas teria ainda a oportunidade de passar pelo playoff, a Argentina nunca viu em perigo o seu apuramento, tendo dominando, a seu bel-prazer, a competição, garantindo, ainda, o primeiro lugar.

O Treinador

Alejandro Sabella

Alejandro Sabella sonha com o título Mundial

Alejandro Sabella tem uma curta carreira de treinador, mas uma larga experiência no futebol. Apesar de, antes de chegar ao comando técnico da seleção, ter orientado apenas o Estudiantes, Sabella foi, durante imensos anos, adjunto de Daniel Passarella, na própria seleção argentina, tal como na uruguaia, no Parma, no Monterey do México, no River Plate e no Corinthians. No Estudiantes, logrou conquistar a Taça dos Libertadores em 2009.

Enquanto jogador, Sabella teve também uma curiosa carreira, iniciada no River Plate, com passagens por Inglaterra (Sheffield United e Leeds United) , Brasil (Grêmio) e México (Irapuato), isto depois de ter jogado também no Estudiantes e no Ferro Carril Oeste.

Prováveis Convocados

Guarda-redes: Sergio Romero, Mariano Andujar, Oscar Ustari.

Defesas: Fede Fernandez, Ezequiel Garay, Hugo Campagnaro, Martin Demichelis, Clemente Rodríguez, Marcos Rojo, Pablo Zabaleta.

Médios: Lucas Biglia, Maxi Rodriguez, Angel Di Maria, Ever Banega, Ricky Alvarez, Javier Mascherano, Walter Montillo.

Avançados: Erik Lamela, Lionel Messi, Gonzalo Higuain, Kun Aguero, Rodrigo Palacio, Ezequiel Lavezzi.

O Estilo de jogo

Alejandro Sabella tem bastantes opções ofensivas, mas o seu onze tem sempre presente o momento defensivo, não sendo de espantar que tenha, para além do melhor ataque da Fase de Qualificação Sul-Americana, também uma das melhores defesas. Sérgio Romero é o guarda-redes mais utilizado pelo técnico, que costuma alinhar uma defesa com Zabaleta na direita, Fede Fernandez e Garay no centro e Marcos Rojo como lateral-esquerdo.

Na zona intermediária, Mascherano é a opção preferencial, com Ever Banega e Angel Di Maria a funcionarem como interiores, sempre a oferecer bastante intensidade à saída de bola. No ataque, com Lionel Messi como peça fundamental do funcionamento da equipa, Higuain e Aguero costumam ocupar as zonas próximas da área, mostrando-se como opções finalizadoras muito fortes.

Equipamentos

Argentina A 2014 Argentina B 2014

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2 Comentários

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  1. alexsandro laurindo B.de araújo
    Abr 18, 2014 - 08:43 PM

    pra min, a selecão da argentina e ar menho do mundo é sempre ??

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  2. jack gabriel
    Jun 13, 2014 - 09:04 PM

    eu amo argentina

    Responder

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