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Selecção Inglesa 2014

Seleção de Inglaterra

Os Ingleses inventaram o futebol moderno. Têm, provavelmente, o campeonato mais estimulante do mundo, os adeptos mais fiéis. E contudo, nunca conseguiram passar esse nível de excelência competitiva para os grandes palcos internacionais. Durante muito tempo trataram a modalidade como se fosse uma coisa só deles e não perceberam que o futebol se espalhou pelo mundo e se mestiçou como nenhum outro desporto. A Selecção Inglesa de Futebol conquistou até hoje apenas um Campeonato do Mundo, precisamente aquele de que foram anfitriões. Nunca um Europeu. Mas a cada campanha a esperança volta, mais ou menos assumida. Talvez seja desta. Wayne Rooney também acha.

Tradição e Expectativas

Inglaterra e Escócia são as duas selecções nacionais mais antigas do mundo e jogaram entre si o primeiro desafio de futebol internacional, em 1872. Durante quarenta anos os Ingleses limitaram-se a jogar com as restantes equipas britânicas, Gales, Irlanda e Escócia. As relações iniciais com a FIFA foram pouco amigáveis e por essa razão só disputaram pela primeira vez o Campeonato do Mundo de Futebol em 1950. A estreia não foi brilhante e acabaram eliminados pelos Estados Unidos logo na primeira ronda. Quatro anos depois, no Mundial da Suíça, chegaram aos quarto-de-final onde foram derrotados pelo Uruguai. Até 1966 as prestações sucederam-se na mesma toada. A Federação Inglesa de Futebol comemorava o centenário e nada podia estragar a festa. Era ainda um Mundial disputado a dezasseis, com dez equipas europeias, cinco americanas e uma asiática. Portugal e a Coreia do Norte faziam a sua primeira participação. E abrilhantado por estrelas como Bobby Moore, Bobby Charlton, Eusébio, Lev Yashin e o muito jovem Franz Bekenbauer. Foi um torneio que reuniu extraordinários talentos e jogos dramáticos disputados até aos últimos minutos. Para chegar à final tão desejada a Inglaterra venceu o seu grupo sem sofrer qualquer derrota. Nos quartos-de-final bateu a Argentina, com um único tento de Geoff Hurst, e nas meias foi a vez de Portugal, a equipa sensação do torneio. A meia final, que devia ter sido jogada em Liverpool, onde a equipa portuguesa tinha vencido a Coreia, foi transferida à última hora para Wembley por pressão da Inglaterra. Sir Bobby Charlton tornou-se herói nacional ao marcar os dois golos que deram o acesso à final. Em Wembley, 98 mil adeptos fervorosos esperavam assistir à consagração de uma geração única de jogadores ingleses diante da República Federal Alemã.

Foram os Germânicos a inaugurar o marcador aos 12′ por Helmut Heller mas o incontornável Hurst fez a igualdade quatro minutos depois,

The Football Association

The Football Association nasceu em 1863

resultado que se manteve até ao intervalo. A segunda parte foi uma batalha táctica equilibrada, bola cá, bola lá, até que a 12 minutos do fim Martin Peters colocou a equipa da casa à beira da vitória. Aos 89′, para desespero das bancadas, o tento de Wolfgang Weber levou a primeira final de um Campeonato do Mundo para prolongamento. Mas o dramatismo não acabou aqui. Geoff Hurst marca pela segunda vez, o que viria a ser um dos golos mais polémicos de sempre. O remate atingiu a trave e bateu depois sobre a linha. Até hoje se discute se a bola entrou ou não. Certo é que o golo foi validado e acabou por decidir o desfecho da final. É verdade que Hurst confirmou o triunfo com um hat-trick ao cair do pano mas nessa altura já a Alemanha tinha sido forçada a arriscar, dando-lhe mais espaço.

Depois do momento cimeiro a selecção Inglesa voltou à mediania de antes, tantos nos Mundiais como nos Europeus. Excepção à regra foi o quarto lugar conquistado no Itália 90 da equipa orientada por Bobby Robson. Nas meias-finais caíram às mãos velhos rivais da Alemanha Federal, que nesse ano viriam a sagrar-se Campeões Mundiais. No jogo que decidiu os terceiros e quartos lugares alinharam, por exemplo, Roberto Baggio e Carlo Ancelotti pela Itália, Peter Shilton e Gary Lineker pelo Inglaterra. A selecção Inglesa falhou por 3 vezes a qualificação, as duas edições consecutivas de 74 e 78, assim como o Mundial dos Estados Unidos de 94.

Até ao Outro Lado do Atlântico

O caminho para o Mundial do Brasil fez-se sem percalços e sem derrotas. A Inglaterra venceu o Grupo H – Moldávia, Montenegro, Polónia, Ucrânia e San Marino – com 22 pontos. Em 10 jogos acumulou 6 vitórias, todas em casa, 4 empates, 4 golos contra e 31 a favor. San Marino sofreu 13 sem reagir, 5 em Londres e 8 em Serravalle. Joe Hart foi o jogador mais utilizado nesta qualificação, cumprindo integralmente todos os jogos, seguido de Gerrard e Jagielka, com 670 e 630 minutos respectivamente. Os números reflectem a importância do Capitão no grupo e a utilização de uma dupla de centrais preferencial: Phil Jagielka e Gary Cahill.

Agora que viagem para o Brasil está marcada Roy Hodgson tem algumas decisões difíceis a tomar. O percurso foi marcado por lesões prolongadas de alguns titulares e o treinador tem até à Primavera para avaliar se jogadores como Walcott, Oxlade-Chamberlain ou mesmo Andy Carroll, que estão agora a regressar à competição, estarão em condições de seguir na comitiva. Na busca de alternativas, Hodgson introduziu sangue novo nas convocatórias e agora terá que dosear a veterania com os talentos emergentes, com pouca ou nenhuma experiência de grandes confrontos internacionais.

Treinador

Roy Hodgson foi nomeado seleccionador Inglês a 1 de Maio de 2012, substituindo o demissionário Fabio Capello. O Italiano tinha assegurado a

Roy Hodgson

Roy Hodgson quer conduzir os ingleses à glória

qualificação e Hodgson assumiu a equipa em plena rampa de lançamento para o Euro da Polónia e Ucrânia. Num grupo que incluía a França, Suécia e Ucrânia, os Ingleses seguiram em frente com duas vitórias e um empate. Foram eliminados pela Itália, na fase seguinte, nos penaltis.

Roy Hodgson tem currículo como jogador e treinador. Além do Inglês nativo fala Sueco, Norueguês, Alemão e Italiano fluentemente. Foi um defesa razoável nas camadas jovens do Crystal Palace mas nunca conseguiu dar o salto para a equipa principal. Jogou alguns anos nas ligas amadoras. Aos 23 concluiu o curso de treinadores e juntou-se ao Maidstone United, onde além de jogador era também adjunto de Bob Houghton. Aliás, o início da carreira de treinador está estreitamente ligado à do amigo. Estiveram juntos no Maidstone, Stranraer e Bristol City.

Em 74 Bob mudou-se para o Malmo, na Suécia, e dois anos mais tarde conseguiu colocar Roy no Halmstad. Os dois transformaram o futebol sueco e diz-se mesmo que foram os primeiros a introduzir por lá a defesa à zona. Na altura os suecos deram a Hodgson a alcunha de English Roy. Seguiram-se experiências na Suíça, primeiro no Neuchâtel Xamax e depois na selecção nacional. Em 1992, quando assumiu a liderança da equipa, a Suíça já não chegava à fase final de um torneio internacional há 26 anos, desde o Mundial de Inglaterra de 66. Com Hodgson no comando qualificaram-se para o Mundial de 94 e chegaram aos oitavos-de-final onde perderam 3-0 com a Espanha. Antes de sair o Inglês garantiu com facilidade a qualificação para o Europeu seguinte. Como seleccionador passou ainda pelos Emirados Árabes e Finlândia. Em 2007 voltou a Inglaterra para treinar um Fulham que lutava no fundo da tabela. Dois anos mais tarde os Cottagers conquistavam o 7º lugar no Campeonato Inglês, a melhor classificação de sempre, e o direito a disputar a Liga Europa. Os homens de Hodgson aproveitaram a oportunidade para chegar à sua primeira final europeia onde acabaram derrotados pelo Atlético de Madrid de Diego Forlán. Ainda passou pelo Liverpool e West Bromiwich mas foi o sucesso das temporadas no Fulham que fez dele um candidato ao lugar de Seleccionador Inglês.

Prováveis Convocados

Guarda-redes: Joe Hart, John Ruddy, Fraser Forster;

Defesas: Ashley Cole, Leighton Baines, Glen Johnson, Kyle Walker, Phil Jagielka, Gary Cahill, Phil Jones, Chris Smalling;

Médios: Tom Cleverly, Steven Gerrard, Frank Lampard, Michael Carrick, Jack Wilshere, Adam Lallana, Andros Townsend, James Milner;

Avançados: Wayne Rooney, Daniel Sturridge, Danny Welbeck, Theo Walcott.

As Estrelas

Comecemos logo pela estrela: Wayne Rooney. O bad boy do Manchester United e da selecção inglesa. É um rufia. Mas canaliza toda a sua energia como matador. É um homem golo.

E numa selecção que, não tendo grandes pergaminhos, mete algum respeito, e é cravejada de alguns grandes jogadores de craveira Mundial, como

Wayne Rooney

Wayne Rooney é ainda a grande estrela da selecção inglesa

Ashley Cole, Steven Gerrard, Frank Lampard e Theo Walcott, jogadores de uma das mais competitivas ligas da actualidade, a estrela é, como não podia deixar de ser, Wayne Rooney.

Wayne Rooney é o craque desta formação. Estreou-se na selecção principal em 2003, com 17 anos, na altura o mais jovem jogador a camisola dos de Inglaterra. (Entretanto foi suplantado por Walcott). Continua a ser o mais novo marcador. Representou o país em dois Europeus e dois Mundiais, em todos eles com participações muito aquém das expectativas. A verdade é que Rooney nunca conseguiu na selecção o impacto que tem no Manchester United. Em 2004 chegou a Portugal com aura de salvador da pátria e saiu com o meta-tarso partido. Dois anos mais tarde, mais uma vez com problemas nos pés, está num fraco momento de forma. Para ele, e para a Inglaterra, o Mundial da Alemanha termina nos quartos-de-final, frente a Portugal, com um cartão vermelho. Uma lesão no tornozelo impediu-o de dar o contributo no jogo frente à Croácia que afastou os Ingleses da fase final do Euro 2008. A forma física que demonstrou na África do Sul comprometeu seriamente o desempenho da equipa. Os problemas físicos não explicam tudo, há uma pitada de infortúnio à mistura. Mas nem por isso ele desiste. Arriscando atrair sobre si todos os raios Rooney desvaloriza os rankings, as exibições, e diz que ele e os companheiros vão ao Brasil para tentar vencer. Que venha então essa participação decisiva. O futebol agradece.

Equipamentos

Inglaterra A 2014 Inglaterra B 2014

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