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Selecção Australiana de Futebol

Selecção da Austrália

A selecção australiana de futebol não tem tido uma vida fácil. São os problemas de viverem lá longe do resto do Mundo e andarem de cabeça para baixo. A Oceania, continente (também chamado, por alguns, em vários sítios, de continente Australiano) que engloba a Austrália, a Nova Zelândia, e uma série de ilhas agrupadas na Melanésia (onde está a Papua Nova Guniné), a Polinésia (que inclui o Tuvalu) e a Micronésia (onde se inclui o Palau), é também um grupo que agrega as várias associações e federações de futebol dos países que compõem a região. Ora, a distância de qualidade futebolística que separa a Austrália e a Nova Zelândia do resto do continente (que levou, por exemplo, a Austrália a aplicar a maior goleada entre selecções, ao vencer a Samoa Americana por 31 a 0), leva a que nas eliminatórias para as fases finais dos Campeonatos do Mundo, a equipa vencedora do grupo da Oceania (normalmente a Austrália), tenha de passar por uma série infindável de play-off com várias equipas do grupo da Ásia, da América do Sul e, por vezes, da América do Norte, isto porque no contexto futebolístico Mundial, a Oceania é uma quase não-existência, e a Austrália é, quase sempre, o país apurado.

Assim, a Austrália, em meados do século XXI, encetou à FIFA o pedido de passar a integrar a zona asiática e evitar assim, todo o complicado processo de qualificação para os Campeonatos do Mundo, e podendo, ao mesmo tempo, ter equipas de nível idêntico ao seu, com quem competir. A partir de 2006, a Austrália passou a integrar, com plenos direitos e deveres, a Asian Football Confederation.

Por coincidência ou não, a Austrália, que na sua história só tinha a qualificação para o Campeonato do Mundo de 1974, na Alemanha, a partir do momento em que integrou a AFC, não mais falhou um Campeonato do Mundo.

História da Selecção

A primeira selecção australiana de futebol foi formada em 1922 para jogar com a sua vizinha neo-zelandesa. Mas o futebol australiano ficaria por ali, na região, e por alguns jogos com as selecções de futebol da China e da África do Sul, mas sem grandes feitos a nível Mundial.

Football Federation Australia

A Football Federation Australia, que até 2005 era Association, nasceu em 1961

Em 1966, houve a primeira hipótese real de conseguir estar presente numa fase final de um Campeonato do Mundo, em Inglaterra, mas teria de defrontar a Coreia do Norte em campo neutro (no caso, o Cambodja) e a Austrália acabou por desistir do confronto e deixar o caminho aberto à selecção norte coreana que iria defrontar a selecção portuguesa no célebre jogo dos 5 a 3.

Então, tudo começou a sério em 1974, no Campeonato do Mundo da Alemanha Ocidental, o primeiro Mundial para o qual a selecção australiana conseguiu o apuramento. Depois de uma série de eliminatórias e play-off, a Austrália chega à Alemanha e tomba no Grupo A, com Alemanha Ocidental, Alemanha Oriental e Chile. Não foi um Mundial muito simpático para os australianos. Derrotas por 2 a 0 com a Alemanha Oriental e 3 a 0 com a Alemanha Ocidental e um empate a zero com o Chile acabou por mandar os australianos para a Austrália.

Passariam mais de 30 anos antes que a selecção dos antípodas voltasse a pisar, de novo, um Campeonato do Mundo. Mas assim que a selecção australiana conseguiu transitar para a AFC, lá está de volta à companhia dos grandes. 2006, Campeonato do Mundo da Alemanha. Grupo F. Companhia do Brasil, Croácia e Japão. Um grupo nada fácil. Mas a Austrália superou-se e criou surpresa. Vitória sobre o Japão por 3 a 1, empate a 2 com a Croácia e derrota, previsível, com o Brasil por 2 a 0. O suficiente para fazer história e passar aos oitavos-de-final, logo no seu segundo Mundial. Mas aí, encontro com a Itália e derrota por 1 a 0. Acabava-se o trajecto no Mundial. Mas foi sina, em quatro jogos, logo Brasil e Itália, as selecções com mais título ganhos na história dos Campeonatos do Mundo.

Mas a selecção australiana apegou-se ao feito e, quatro anos mais tarde, em 2010, no Campeonato do Mundo da África do Sul, lá estavam outra vez. E desta vez com a companhia dos vizinhos da Nova Zelândia (com a Austrália agora a competir na zona asiática, a Oceania continuou a ter a possibilidade de, através dos play-off, levar uma selecção ao Campeonato do Mundo, e assim aconteceu). E tiveram os dois o mesmo destino: ficaram-se pela fase de grupos. A selecção neo-zelandesa ainda conseguiu der eliminada sem ter perdido jogo algum, pois teve três empates, já a selecção australiana ganhou um jogo, empatou outro e perdeu ainda outro jogo. Perdeu com a Alemanha por 4 a 0, empatou com o Gana a 1 golo e ganhou à Sérvia por 2 a 1. Acabaria por ficar em segundo lugar no grupo, em igualdade com o Gana, mas com mais golos sofridos e, assim, passaria o Gana aos oitavos-de-final. A Austrália iria fazer companhia à Nova Zelândia no regresso a casa.

Mas agora, em 2014, para o Campeonato do Mundo do Brasil, a Austrália já adquiriu o seu bilhete. Vamos ver do que são capazes.

Outros Campeonatos

Mas nem só de Campeonatos do Mundo se faz a história da selecção australiana. Há outros campeonatos e taças e jogos onde a participação australiana até é bastante lisonjeira. Ganhou por quatro vezes a Taça das Nações da Oceania, e ficou por duas vezes em segundo lugar. Tem um segundo e um terceiro lugar na Taça das Confederações. Um segundo lugar na Taça da Ásia. E ficou uma vez em quarto lugar nos Jogos Olímpicos. Nada mau.

Treinador

Ange Postecoglou

Ange Postecoglou, que nasceu grego, é o treinador de maior sucesso, na Austrália

Como terra de emigração que é (ou era), a Austrália teve o bósnio Zvonimir Rasic como seleccionador no Campeonato do Mundo de 1974, na Alemanha Ociedental, o holandês Guus Hiddink como seleccionador no Campeonato do Mundo de 2006, na Alemanha, outro holandês, Pim Verbeek, no Campeonato do Mundo de 2010, na África do Sul, e o alemão Holger Osieck como seleccionador durante toda a fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil. Mas quem vai dirigir a Austrália na fase final do Mundial é Ange Postecoglou, um australiano que nasceu em Atenas, na Grécia.

Ange Postecoglou é um antigo jogador australiano que se tornou no treinador de maior sucesso na Austrália. Depois de ter treinado algumas das melhores equipas australianas de futebol, e de ter ganho vários campeonatos e a Liga dos Campeões da Oceania, Ange Postecoglou foi convidado para treinar a selecção australiana que irá estar presente no Brasil.

Prováveis Convocados

Guarda-redes – Mark Schwarzer, Eugene Galekovic, Mitchell Langerak;

Defesas – Lucas Neill, Luke Wilkshire, Sasa Ognenovski, Robert Cornthwaite, Ryan McGowan, Jade North, Michael Thwaite;

Médios – Mark Milligan; Mark Bresciano, Tim Cahill, Matt McKay, Brett Homan, Dario Vidosic, Tom Rogic, James Holland, Mile Jedinák;

Avançados – Robbie Kruse, Tommy Oar, Josh Kennedy, Archie Thompson.

As Estrelas

Tim Cahill

Tim Cahill jogou, durante 8 temporadas, no Everton

Numa selecção sem grandes nomes de referência mundial, embora alguns jogadores, não muitos, estejam em equipas europeias, como o Chelsea, o Borussia de Dortmund e o Bayer Leverkusen, o mais reconhecido dos jogadores australianos é o Tim Cahill e joga no NY Red Bulls, nos Estados Unidos.

Mas antes do sonho americano, Cahill esteve 15 anos em Inglaterra onde representou somente dois clubes: durante sete anos representou o Millwall e os outros 8 esteve ao serviço do Everton onde era o ídolo dos adeptos. Tim Cahill é um médio de ataque com boa facilidade de drible e que, mesmo sendo baixo, utiliza muito bem o jogo de cabeça. Além disso é um jogador com uma relação muito próxima com o golo.

Já perto dos 35 anos, no seu último Mundial, no ocaso de uma carreira cheia de sucesso, Cahill é, ainda, a maior esperança da selecção australiana para o Campeonato do Mundo de 2014.

Equipamentos

Austrália A 2014 Austrália B 2014

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