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Selecção Bósnia

Selecção da Bósnia Herzegovina

A selecção da Bósnia Herzegovina é uma da selecções renascidas das cinzas da selecção da Jugoslávia.

Depois do desmembramento da Jugoslávia, enquanto país, as suas várias repúblicas vieram a tornar-se países independentes. Sérvia, Croácia, Bósnia Herzegovina, Eslovénia, Macedónia e Montenegro são os actuais países que nasceram após o fim da Jugoslávia. O Kosovo também, mas tem uma condição diferente e não é reconhecido por todos os países como tal. Aliás, todos os novos países nascidos das cinzas da Jugoslávia têm selecções de futebol, umas melhores do que as outras, mas todas reconhecidas tanto pela UEFA como pela FIFA, com excepção, precisamente, do Kosovo, cuja selecção só pode jogar partidas amigáveis e nunca os organizados pelas duas entidades.

De todas as selecções que podem afirmar-se descendentes directas da selecção jugoslava, as que têm maior projecção são as selecções sérvia, croata e bósnia.

E destas, só duas vão estar presentes no Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil. As selecções da Croácia e da Bósnia Herzegovina.

Aqui é da selecção bósnia que se trata, e que em 2014 vai estar, pela primeira vez, numa fase final de um Campeonato do Mundo.

História da Selecção Jugoslava

A selecção jugoslava foi uma das 13 selecções que estiveram presentes no primeiro Campeonato do Mundo de Futebol, em 1930, no Uruguai. Até 1990, altura em que começou a fragmentação do país, a Jugoslávia foi capaz do melhor e do pior.

Foi precisamente em 1930 que a Jugoslávia conseguiu a sua melhor classificação de sempre ao ficar em terceiro lugar, junto com os Estados Unidos, depois de perder nas meias-finais por 6 a 1 com a selecção do Uruguai, que viria a ser a ganhar o torneio. Depois, também devido às convulsões no país e à Segunda Guerra Mundial, a Jugoslávia só voltaria a uma fase final de um Campeonato do Mundo em 1950, no Brasil, mas não passaria da

Nogometni Savez Bosne i Hercegovine

A Associação de Futebol da Bósnia Herzegovina foi fundada em 1992

primeira fase, embora contabilizasse duas vitórias, por 3 a 0 frente à Suíça e por 4 a 1 frente ao México, e uma única derrota, por 2 a 0 frente ao Brasil, que seria a selecção a passar à fase seguinte. Depois, nos Mundiais de 1954, na Suíça e 1958, na Suécia, os jugoslavos chegariam aos quartos-de-final mas, ambas as vezes seriam derrotados pelos alemães ocidentais, primeiro por 2 a 0 e depois por 1 a 0. Mas vingaram-se em 1962, no Campeonato do Mundo do Chile, onde chegaram às meias-finais, onde perderiam com os checos por 3 a 1, mas antes, nos quartos-de-final, já tinham afastado, finalmente, a Alemanha Ocidental, por 1 a 0.

Passaram, entretanto, dois outros Mundiais, mas os jugoslavos viram-nos passar ao lado e só em 1974 voltam a uma fase final, na Alemanha Ocidental, onde conseguem chegar à segunda fase, depois de empatar a 1 com a Escócia e a zero com o Brasil, e de ter esmagado o Zaire por 9 a 0. Mas na segunda fase perdem os três jogos, por 2 a 1 com a Polónia e a Suécia, e por 2 a 0 com a Alemanha Ocidental. E de novo, no Campeonato do Mundo de 1978, na Argentina, não conseguem a qualificação. E começa uma época de presenças, Mundial sim, Mundial não.

Assim, voltam de novo a qualificar-se para o Campeonato do Mundo de 1982, em Espanha, mas não passam da primeira fase, perdendo com a Espanha por 2 a 1, empatando com a Irlanda do Norte a zero, e ganhando às Honduras por 1 a 0. Depois voltam a falhar o Mundial de 1986, no México, e retornam em 1990, no Campeonato do Mundo de Itália, onde chegam aos quartos-de-final e são eliminados pela Argentina por 3 a 2, na marca das grandes penalidades, depois de um tempo regulamentar a zero. E depois deste Mundial, a Jugoslávia começa a desmembrar-se.

Mas também nos Campeonatos Europeus, a Jugoslávia fez algumas coisas boas e outras más. Primeiro, as suas prestações foram sempre um carrossel, ora vai, ora vem. Apurada para um Europeu, não apurada para o seguinte, e assim sucessivamente. Por isso falhou os Campeonatos da Europa de 1964, de 1972, de 1980 e 1988. Apurada para o Europeu de 1960, em França, seria finalista vencida pela União Soviética por 2 a 1 após prolongamento, assim como no Campeonato da Europa de 1968, em Itália, onde voltou a ser finalista vencida pela selecção da casa com direito a segunda final, devido ao empate a 1 golos após prolongamento no primeiro jogo, acabaria por der derrotada por 2 a 0 no segundo. Em 1976 ficaria em quarto lugar, no Europeu que organizou, perdendo o último jogo com a Holanda por 3 a 2, também após prolongamento. Em 1984, no Campeonato da Europa de França, não passou da primeira fase com três derrotas em três jogos. E, finalmente, foi suspensa a sua participação no Europeu de 1992, devido à guerra, e foi substituída pela selecção dinamarquesa que acabaria por ganhar o torneio.

História da Selecção Bósnia

A selecção de futebol da Bósnia Herzegovina nunca antes, enquanto selecção própria, representante do país, esteve em qualquer fase final, fosse de um Campeonato do Mundo ou de um Europeu.

Em 2014 prepara-se para fazer a sua estreia como selecção qualificada para a fase final do Campeonato do Mundo de Futebol no Brasil.

Liechtenstein 1 - 8 Bósnia Herzegovina 2012

A Bósnia Herzegovina derrotou o Liechtenstein por 8 a 1

Para aqui chegar a selecção bósnia ficou em primeiro lugar no seu grupo de apuramento, deixando para trás as selecções da Grécia – que teria de disputar o play-off de acesso para conseguir estar na fase final do Mundial -, da Eslováquia, da Lituânia, da Letónia e do Liechtenstein.

A selecção bósnia conseguiu oito vitórias, um empate e uma única derrota. Marcou a extraordinária quantia de 30 golos (só para se perceber a importância da quantidade de golos, pode dizer-se que a segunda selecção do grupo, a Grécia, que teve o segundo melhor ataque, só marcou 12 golos) e sofreu 6. Venceu as selecções do Liechtenstein por 8 a 1 e 4 a 1, da Letónia por 4 a 1 e 5 a 0 e da Lituânia por 3 a 0 e 1 a 0. Com a Grécia empatou a zero golos e depois ganhou por 3 a 1. E, com a Eslováquia, perdeu um jogo por 1 a 0 e ganhou outro por 2 a 1.

A Bósnia Herzegovina poderá ser uma boa surpresa neste Mundial. Pela inexperiência, mas também pela campanha de apuramento que fez.

Treinador

O treinador bósnio, Safet Sušić, é um antigo jogador, avançado, com uma enorme apetência pelo golo, e que, como se tem podido confirmar,

Safet Sušić

Safet Sušić é um treinador que privilegia o ataque

conseguiu transmitir aos seus seleccionados. Marcou cerca de 400 golos em 600 jogos. Dividiu quase toda a sua carreira por dois clubes: o Sarajevo, da antiga Jugoslávia, actual capital da Bósnia Herzegovina, e o Paris Saint-Germain, de França.

Dois anos depois de ter pendurado as chuteiras, aos 37 anos, iniciou a sua carreira de treinador, também em França, na equipa de Cannes. Depois andou por várias equipas da Turquia, com uma pequena passagem pela Arábia Saudita.

Em 2010 foi convidado para ser o seleccionador da Bósnia Herzegovina. Não conseguiria o apuramento, mas ficou em segundo lugar do grupo de apuramento com menos 1 ponto que a selecção qualificada, a França, com o mesmo número de vitórias, 6 em 10 jogos, e mais 2 golos que os franceses, com 17 golos marcados e 8 sofridos. Do grupo ainda faziam parte a Roménia, a Bielorrússia, a Albânia e o Luxemburgo.

Safet Sušić é, assim, um treinador a ter em conta, com o seu futebol de ataque, que procura sempre o golo, e que estará no Brasil para surpreender muita gente. Aliás, esta Bósnia Herzegovina poderá mesmo ser a grande surpresa deste Campeonato do Mundo e devê-lo-á ao seu treinador.

Prováveis Convocados

Guarda-Redes – Asmir Begovic, Jasmin Fejzić, Asmir Avdukić;

Defesas – Emir Spahić, Ermin Bičakčić, Boris Pandža, Toni Sunjić, Ognjen Vranješ, Mensur Mujdža;

Médios – Senad Lulić, Miralem Pjanić, Zvjezdan Misimović, Haris Medunjanin, Avdija Vršajević, Sejad Salihović, Izet Hajrović, Miroslav Stevanović, Senijad Ibricic, Elvir Rahimic, Adnan Zahirovic;

Avançados – Edin Džeko, Vedad Ibisevic, Edin Visca.

As Estrelas

Os jogadores dos balcãs já há muito se habituaram a emigrar e a mostrar o seu futebol, um pouco por todo o Mundo. Hoje, polvilham bastante a Turquia, a China e a Rússia. Mas também há os que acabam por conseguir furar a entrada dos grandes campeonatos e estabelecer-se em grandes clubes. O guarda-redes Asmir Begovic defende o Stoke City, o defesa Emir Spahić protege a retaguarda do Bayer Leverkusen, os médios Senad Lulić, Miralem Pjanić e Elvir Rahimic distribuem jogo pela Lazio, Roma e CSKA de Moscovo, respectivamente, e o avançado Vedad Ibisevic marca golos pelo Stuttgard.

Edin Džeko

Edin Džeko é o melhor marcador da selecção

Mas a estrela maior desta novíssima selecção é o médio e avançado Edin Džeko, que joga, e com que classe, pelo milionário Manchester City. Džeko, que deu nas vistas no campeonato Checo, foi parar ao Wolfsburg onde, em cinco épocas mostrou a sua classe, chegou a ser o melhor marcador da Bundesliga, ajudou a sua equipa a ganhar o título e despertou o interesse do Manchester que o adquiriu e a quem ele ajudou, também, a conquistar um título que o City já perseguia à mais de 40 anos.

De Edin Džeko espera-se que, juntamente com o treinador Safet Sušić, faça uma grande e boa surpresa no campeonato do Mundo. E que continue a maravilhar com os seus golos.

Equipamentos

Bósnia Herzegovina A 2014 Bósnia Herzegovina B 2014

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