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Holanda

Selecção da Holanda

De todas aquelas selecções consideradas das melhores do Mundo, a selecção da Holanda é a única que nunca ganhou nenhum Campeonato do Mundo de Futebol, tendo estado, contudo, em três finais que acabaria por perder para a Alemanha Ocidental, a Argentina e a Espanha.

A grande fama da equipa holandesa, e que lhe garantiu o nome de Laranja Mecânica, provém dos anos ’70, numa época em que a influência da escola de futebol do Ajax e, especialmente, de Johan Cruijff, era fundamental. Uma equipa muito criativa e muito forte que jogava com a precisão e requinte de uma máquina de precisão e que equipava de laranja. Era o Futebol Total, que ainda hoje gera conversas, discussões e saudades de um certo tipo de futebol, prático e bonito.

Nos últimos anos, mesmo sem o rumo da Laranja Mecânica que maravilhou os estádios nos anos ’70, a Holanda continua a ser uma selecção muito forte embora, nos confrontos com a selecção portuguesa tenha, quase sempre, perdido.

Mas esta selecção é, em qualquer campeonato que entre, uma forte candidata ao “agora é que é”. E no Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil, a Holanda é uma das selecções candidatas ao título. Como não podia deixar de ser.

História da Selecção

O primeiro jogo da selecção holandesa deu-se com os alvores do novo século. Falamos do século XX. Estávamos em 1900. Mas a Real Associação de Futebol Holandês viu a luz do dia no final do século anterior, em 1889.

Esta selecção foi ao seu primeiro Mundial em 1934, no segundo Campeonato do Mundo, realizado em Itália, mas foi logo ali, no primeiro jogo do torneio, num intitulado oitavos-de-final, eliminada pela selecção Suíça, por 3 a 2. Voltaria quatro anos mais tarde, para o Campeonato do Mundo de 1938, em França e, tal como no Campeonato anterior, foi eliminada nos oitavos-de-final, desta vez pela Checoslováquia, por uns concludentes 3 a 0.

Koninklijke Nederlandse Voetbalbond

A Koninklijke Nederlandse Voetbalbond, a Real Associação de Futebol Holandês, nasceu em 1889

Depois andou durante muitos anos arredada dos Campeonatos do Mundo de Futebol. Até chegarem os anos ’70. A época da Laranja.

A Laranja Mecânica

A Holanda consegue a qualificação para o Campeonato do Mundo de 1974, na Alemanha Ocidental e faz uma boa fase de grupos, terminando em primeiro lugar com duas vitórias, frente às selecções do Uruguai, por 2 a 0, e da Bulgária, por 4 a 1, tendo empatado com a Suécia a 0 golos. Na segunda fase do Campeonato, ainda uma fase de grupos, consegue 3 vitórias em outros tantos jogos: 4 a 0 à Argentina, 2 a 0 à Alemanha Oriental e, de novo, 2 a 0 ao Brasil. O que lhe garante um lugar na final que iria disputar com a Alemanha Ocidental, a organizadora do Mundial. E aí, uma equipa com Ruud Krol, Johan Neeskens, Johnny Rep, René van de Kerkhof e Johan Cruijff encontraria uma equipa com Berti Vogts, Paul Breitner, Franz Beckenbauer e Gerd Müller. O melhor da Holanda cruzou-se com o melhor da Alemanha. Provavelmente as duas melhores equipas dos anos ’70. E a Holanda perdia, aqui, a sua primeira final, por 2 a 1, contra uma Alemanha que era, realmente, muito forte.

Quatro anos volvidos, no Campeonato do Mundo de 1978, na Argentina, a história repetia-se. Desta vez com uma fase de grupos muito sofrida, a Holanda ganharia por 3 a 0 ao Irão, empataria 0 a 0 com o Peru e perderia por 3 a 2 com a Escócia, com quem ficaria empatado na classificação, mas seria a Holanda  a passar pois, mesmo tendo perdido no confronto directo, a Holanda tinha melhor diferença de golos que a Escócia. Na segunda fase as coisas correriam melhor e a selecção holandesa conseguiria duas vitórias, por 5 a 1 com a Áustria e por 2 a 1 com a Itália, tendo empatado 2 a 2 com a campeã em título, a Alemanha Ocidental, garantindo o primeiro lugar neste grupo e o consequente lugar na final. Aí, iria disputar o título de campeão com a equipa da casa, a Argentina. E, de novo, e pela segunda vez, a Holanda sairia derrotada por 3 a 1, no prolongamento, já que nos 90′ regulamentares, o resultado seria de 1 a 1. Este Mundial não seria isento de algumas suspeitas de irregularidades e corrupção. Mas para a história, a selecção argentina seria a vencedora e a selecção holandesa a finalista derrotada.

Alemanha Ocidental 2 - 1 Holanda 1974

Em 1974, a Laranja Mecânica de Johan Cruijff perdia a final para a Alemanha de Gerd Müller

Os Anos de Chumbo

Seguem-se 12 anos de deserto em relação aos Campeonatos do Mundo. Falham as qualificações para os Mundiais de 1982, em Espanha, e 1986, no México. Em 1990 classificam-se para o Mundial de Itália, mas acabariam eliminados nos oitavos-de-final por 2 a 1 com a Alemanha Ocidental, depois de uma sofrível fase de grupos onde não ganhou um único jogo, tendo três empates com o Egipto, a Inglaterra e a Irlanda.

No Mundial dos Estados Unidos, em 1994, a selecção holandesa ia com vontade de fazer esquecer o mau Campeonato do Mundo anterior. Passa a fase de grupos com 2 vitórias, por 2 a 1 contra a Arábia Saudita e Marrocos, e uma derrota, por 1 a 0 com os vizinhos belgas. Nos oitavos-de-final ultrapassam a Irlanda por 2 a 0, mas logo a seguir caem perante o Brasil por 3 a 2, nuns quartos-de-final com algumas queixas, justificadas, sobre irregularidades do terceiro golo brasileiro. Mas estava feito. A nova Laranja Mecânica ficava pelo caminho.

Brasil 3 - 2 Holanda 1994

Em 1994, voltaria a perder, desta vez contra o Brasil

No Mundial de 1998, em França, a continuação de uma Holanda de bom futebol, e uma das selecções a contar como real candidata a campeã do Mundo. Uma vitória, por 5 a 0 à Coreia do Sul, e dois empates, 0 a 0 com a Bélgica e 2 a 2 com o México, levam a selecção holandesa até aos oitavos-de-final onde venceria a selecção jugoslava por 2 a 1, e aos quartos-de-final onde venceria, também, a selecção argentina pelo mesmo resultado e às meias-finais onde se cruzaria, outra vez, com a terrível selecção brasileira que voltaria a ganhar, desta vez na marca de grandes penalidades, depois de um resultado de 1 a 1 durante o prolongamento. Na atribuição do terceiro e quarto lugar, a selecção da Holanda voltaria a cair, desta vez aos pés da selecção croata, por 2 a 1. Mas o quarto lugar era um resultado que lhe assentava bem.

Mas porque equipas fantásticas têm destas coisas, a selecção holandesa que tinha ganho o quarto lugar em França, e que era treinada pelo técnico Louis Van Gaal, não consegue a qualificação, em 2002, para o Campeonato do Mundo da Coreia do Sul-Japão.

O Regresso da Laranja

Espanha 1 - 0 Holanda 2010

E, em 2010, voltaria a perder, agora para a Espanha

Voltariam ao Mundial em 2006, na Alemanha, onde chegariam aos oitavos-de-final onde seriam afastados pela selecção portuguesa que ganharia o jogo por 1 a 0. E de pois de uma primeira fase em que ganhara dois jogos, por 1 a 0 à selecção da Sérvia e Montenegro e por 2 a 1 à selecção da Costa do Marfim, e de um empate a zero com a selecção da Argentina. Mas a selecção portuguesa estava realmente muito forte.

Mas em 2010, no Campeonato do Mundo da África do Sul, a Laranja Mecânica voltaria à sua terceira final. Claro que a perderia. Estávamos nos anos de Espanha e seria a selecção espanhola a ganhar o torneio, vencendo a selecção holandesa por 1 a 0. Mas até lá chegar a selecção dos Países Baixos faria uma campanha invicta. Só vitórias. 2 a 0 à Dinamarca, 1 a 0 ao Japão e 2 a 1 aos Camarões, na fase de grupos. 2 a 1 à Eslováquia nos oitavos-de-final. 2 a 1 ao Brasil, nos quartos-de-final. 3 a 2 ao Uruguai, nas meias-finais. E o epíteto de finalista vencido é algo que fica bem a esta selecção. E vão três.

E a Europa um Pouco Melhor que o Mundo

Se nos Campeonatos do Mundo a sorte tem sido madrasta à selecção holandesa, mostrando-lhe o prémio mas nunca a deixando ficar com ele – três finais perdidas -, nos Campeonatos da Europa, pelo menos por uma vez, a Laranja Mecânica foi a melhor das selecções. Estávamos em 1988, no Campeonato da Europa da Alemanha Ocidental, e a Holanda seria a grande vencedora do torneio. Vindo de uma fase de grupos onde começou por perder por 1 a 0 com a selecção da União Soviética, mas ganhando os dois jogos seguintes, por 3 a 1 a Inglaterra e 1 a 0 à Irlanda, a selecção holandesa passou às meias-finais, onde defrontou e venceu a equipa da casa, a Alemanha Ocidental, por 2 a 1, seguindo para uma final com a União Soviética a quem, contrariando o jogo inicial, foi ganhar por 2 a 0. A Laranja Mecânica era, finalmente, vencedora. Uma Laranja Mecânica afinada por Ronald Koeman, Frank Rijkaard, Ruud Gullit e Marco van Basten.

Holanda Campeã Euro '88

Em 1988, finalmente, a Holanda era campeão da Europa

Mas a história holandesa nos Europeus nem sempre foi de sucesso. Não foi aos Campeonatos da Europa de 1960, em França, de 1964, em Espanha, de 1968, em Itália, e de 1972, na Bélgica.

Marcaria presença, pela primeira vez, em 1976, no Campeonato Europeu da Jugoslávia, no melhor período da Laranja Mecânica de Johan Cruijff, e atingiria o terceiro lugar ao ganhar à selecção da casa por 3 a 2, após prolongamento, depois de ser afastada da final pela selecção da Checoslováquia, que viria a ganhar o torneio, por 3 a 1, também após prolongamento.

Em 1980, no Europeu de Itália, não passaria da fase de grupos, depois de uma vitória, por 1 a 0 à selecção grega, um empate, a 1 a 1 com a selecção checoslovaca, e de uma derrota, por 3 a 2 com a selecção da Alemanha Ocidental.

Não conseguiu a qualificação para o Campeonato da Europa de 1984, em França, quem sabe já a preparar-se para serem campeões em 1988.

Aliás, 1988 marca um bom período da selecção holandesa nos Europeus pois, a partir daqui, nos Europeus de 1992, na Suécia, nos de 2000, no Bélgica-Holanda e de 2004, em Portugal, a selecção holandesa chegaria sempre às meias-finais. E nos Campeonatos da Europa de 1996, em Inglaterra e de 2008, no Áustria-Suíça, a selecção holandesa chegaria aos quartos-de-final.

Só no Europeu de 2012, no Polónia-Ucrânia, é que ficariam pela fase de grupos, com uma inacreditável campanha com três derrotas em três jogos. 0 a 1 com a Dinamarca e 1 a 2 com as selecções da Alemanha e de Portugal.

Mas esses tempos já lá vão. Agora o objectivo é o Brasil, em 2014.

Treinador

E  o treinador desta renovada selecção holandesa é Louis van Gaal, descendente directo do famoso Futebol Total que maravilhou o Mundo nos anos ’70.

Louis van Gaal

O futuro treinador do Manchester United está empenhado em fazer história

Como jogador, van Gaal não se destacou, muito pelo contrário. Mas como treinador, principalmente ao serviço do Ajax, na primeira passagem pelo Barcelona e pelo Bayern Munique, Louis van Gaal acumulou uma quantidade de prémios que o colocaram como um dos mais importantes treinadores do Mundo. E com um alista invejável de conquistas: 4 Campeonatos Holandeses, 1 Campeonato Espanhol, 1 Campeonato Alemão, 1 Taça da Holanda, 1 Taça de Espanha, 1 Taça da Alemanha, 3 Super-Taças da Holanda, 1 Super-Taça da Alemanha, 1 Liga dos Campeões, 1 Taça UEFA, 2 Super-Taças da Europa e 1 Taça Intercontinental. É obra.

Mas o seu sucesso à frente da selecção holandesa não tem o mesmo trajecto. Da primeira vez que comandou a Laranja Mecânica, Louis van Gaal não conseguiu a qualificação para o Campeonato do Mundo de 2002, na Coreia do Sul-Japão.

Mas agora, com este trajecto que terminou com a qualificação para o Campeonato do Mundo de 2012, numa fase de apuramento com 9 vitórias em 10 jogos, só perdendo pontos na Estónia, onde empatou 2 a 2, a selecção comandada por Loui van Gaal é uma grande candidata ao título de campeã do Mundo.

Prováveis Convocados

Guarda-redes – Jasper Cillessen, Tim Krul, Michel Vorm;

Defesas – Daley Blind, Ron Vlaar, Daryl Janmaat, Martins Indi, Paul Verhaegh, Jeffrey Bruma, Stefan de Vrij, Jetro Willems;

Médios – Leroy Fer, Arjen Robben, Wesley Sneijder, Jordy Clasie, Kevin Strootman, Rafael van der Vaart;

Avançados – Jeremain Lens, Robin van Persie, Dirk Kuyt, Memphis Depay.

As Estrelas

Robin van Persie

Robin van Persie é o herdeiro de uma grande tradição de avançados

Este Laranja está em renovação e há nomes que só agora começam a despontar.

Mas ainda vem, contudo, com algumas estrelas sobreviventes do passado, como Robben e Sneijder. Mas é inegável que a estrela maior desta companhia é o avançado Robin van Persie, na boa e velha tradição de avançados holandeses.

Von Persie, avançado do Manchester United, que terá pago qualquer coisa com 30 milhões de euros ao Arsenal, é um dos melhores marcadores da Liga Inglesa. Chuta com os dois pé, embora seja preferencialmente canhoto, e tem um remate explosivo, certeiro e potente.

Em 81 jogos que já leva na selecção holandesa já marcou 41 golos. É dele que se esperam golos no Campeonato do Mundo de 2014. Se há boas hipóteses de a Holanda ser uma das candidatas a ganhar o Mundial, muitas das esperanças estão nos pés de van Persie.

Equipamentos

Holanda A 2014 Holanda B 2014

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