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Suíça

Selecção da Suíça

A Suíça, um pouco como a Bélgica, é um caso bizarro nos Campeonatos do Mundo de Futebol.

Sem ter um grande campeonato, nem grandes selecções, nem jogadores de grande recorte mundial, já conseguiu estar por 8 vezes nos Campeonatos do Mundo e prepara-se, agora, para ir à sua nona participação em fases finais, em 2014, no Brasil.

Nunca fez grandes caminhadas nos Mundiais, tendo-se ficado, quase sempre, pelas primeiras fases.

No entanto, o seu trajecto, e tirando os 20 anos que medeiam os Campeonatos do Mundo de 1970, no México, e 1990, em Itália, é de insistência.

Esteve em quase todos os primeiros Mundiais até 1970, e depois do Mundial de 1994, nos Estados Unidos, tem tido umas campanhas intermitentes.

Não se espera desta selecção suíça grandes feitos no Brasil, embora o maior dos feitos desta selecção é ter lá chegado com uma boa campanha de apuramento onde conquistou o primeiro lugar do seu grupo. De resto, esta selecção é a oitava no ranking da FIFA e é cabeça-de-série no Mundial. Como se dizia no início, a Suíça é um caso bizarro.

História da Selecção

A Selecção Suíça de Futebol foi fundada em 1895, e foi a primeira a ser criada fora dos países que compõem o Reino Unido.

Isto vem dizer muito sobre a tradição do futebol em terras helvéticas e a sua amiúde participação em Campeonatos do Mundo, mesmo que sem

Association Suisse de Football

Association Suisse de Football, Associazione Svizzera di Football e Schweizerischer Fußballverband, 3 línguas para 1 país

grande historial vencedor. É caso para dizer que os suíços têm grande gosto no futebol mas não são lá grande coisa como futebolistas.

A Suíça iniciou a sua participação nos Mundiais em 1934, em Itália, e de lá até cá, e de todas as participações que teve, o melhor que conseguiu foi um sexto lugar. Não é muito. Mas tudo começou, em 1934, onde venceu a Holanda por 3 a 2 nos oitavos de final, e foi depois derrotada, nos quartos-de-final, pela Checoslováquia, também, por 3 a 2.

Voltaria em 1938, no Campeonato do Mundo de França. E a história repetia-se. Ganharia, nos oitavos-de-final, à Alemanha Ocidental, nas grandes penalidades, por 4 a 2, depois de ter empatado 1 a 1 durante o tempo regulamentar. Voltaria a ser afastada nos quartos-de-final pela Hungria, por 4 a 2.

Em 1950 foi ao Campeonato do Mundo do Brasil, mas não passaria da fase de grupos, tendo vencido o México por 2 a 1, empatado com o Brasil por 2 a 2 e perdido com a Jugoslávia por 3 a 0.

O Mundial em Casa

Em 1954 seria a anfitriã do torneio da FIFA. E chegaria aos quartos-de-final, depois de, na fase de grupos, ter vencido a Itália, por 2 a 1, e a Itália, por 4 a 1, e de ter perdido com a Inglaterra por 2 a 0. Mas nos quartos-de-final seria afastada pela Áustria num jogo com bastantes golos: 7 a 5. Desta vez a selecção suíça não faria as malas para voltar para casa. Estava em casa. E via a Alemanha Ocidental sagrar-se vencedora do torneio.

Falharia a qualificação em 1958, para a fase final do Campeonato do Mundo, na Suécia, e voltaria quatro anos mais tarde ao convívio dos grandes, ao apurar-se para o Mundial de 1962, no Chile. Mas mais uma vez não passaria da primeira fase, perdendo os três jogos, com o Chile, por 3 a 1, com a Alemanha Ocidental, por 2 a 1, e com a Itália, por 3 a 0.

No primeiro Mundial de Portugal, em 1966, em Inglaterra, voltaria a ser igual a si própria, não passando da inicial fase de grupos. E de novo três derrotas em três jogos: 5 a 0 com a Alemanha Ocidental, 2 a 1 com a Espanha e 2 a 0 com a Argentina.

E depois destas últimas tristezas de campanha nos Mundiais, a selecção suíça esteve 24 anos sem voltar a disputar uma fase final de um Campeonato do Mundo de Futebol, entre 1970 e 1994, onde voltou, ao fim de todos estes anos, para, no Campeonato do Mundo dos Estados Unidos, chegar aos oitavos-de-final. Depois de uma fase de grupos onde voltou a ter uma vitória por 4 a 1 sobre a Roménia, um empate a 1 golo com os Estados Unidos e uma derrota, por 2 a 0, com a Colômbia, a Suíça seria eliminada nos oitavos-de-final pela Espanha, por 3 a 0.

Suíça 1 - 0 Espanha 2010

Em 2010 derrotaram os futuros campeões por 1 a 0

Novamente não se consegue qualificar para os dois Mundiais seguintes, em França e na Coreia do Sul-Japão, voltando em 2006, no Campeonato do Mundo da Alemanha para voltar a cair nos oitavos-de-final, mas, ao mesmo tempo, fazer história. Duas vitórias, por 2 a 0, com o Togo e a Coreia do Sul, e um empate a zero com a França, levaram a selecção suíça aos oitavos-de-final sem ter sofrido golo algum, onde cairiam aos pés da Ucrânia, nas grandes penalidade, onde perdeu por 3 a 0 (não conseguiu concretizar nenhuma grande penalidade), depois de um tempo regulamentar sem golos. Assim a Suíça é eliminada do Mundial sem ter sofrido golos nos tempos regulamentares. E também é a única equipa que, numa disputa por grandes penalidades, não conseguiu concretizar nenhuma. A Suíça fez história na Alemanha.

E, finalmente, em 2010, na África do Sul, conseguiram o histórico resultado de terem sido a única equipa a vencer a selecção campeã do torneio, a Espanha, por 1 a 0, na fase de grupos. Onde, de resto, iria empatar a zero com as Honduras e perder 1 a 0 com o Chile. Mas aquela vitória sobre os futuros campeões do Mundo souberam a muito e justificaram a deslocação à África do Sul.

Nos Campeonatos da Europa

A campanha da selecção suíça nos Campeonatos da Europa também não tem sido muito brilhante.

Não se conseguindo qualificar durante anos, a selecção suíça é, finalmente, apurada pela primeira vez para o Campeonato da Europa de 1996, em Inglaterra, quando a UEFA promove alterações e, também pela primeira vez na história da competição são apuradas 16 equipas para a fase final. Mas a Suíça não aproveita a sorte de principiante e é eliminada logo na fase de grupos, ao perder por 2 a 0 com a selecção da Holanda e 1 a 0 com a selecção da Escócia, só conquistando um ponto com o empate que consegue frente à equipa da casa, a Inglaterra, por 1 a 1.

Suíça 2 - 0 Portugal 2008

Em 2008, e contra as expectativas, derrotavam Portugal por 2 a 0

Tendo voltado a falhar a qualificação para o Campeonato da Europa seguinte, em 2000, na Bélgica-Holanda, a selecção suíça regressou em 2004, no Europeu de Portugal, para repetir o trajecto do Europeu de 1996: duas derrotas, por 3 a 0 com a Inglaterra e 3 a 1 com a França, e um empate a zero golos com a Croácia voltaram a eliminar a Suíça na fase de grupos.

Em 2008, a Suíça foi uma das anfitriãs do Campeonato da Europa, em conjunto com a Áustria. Mas teve azar. Na fase de grupos ficou com as selecções de Portugal, Turquia e República Checa. No entanto, conseguiria uma vitória com a mais improvável das selecções, a portuguesa. Ganharia 2 a 0 a Portugal. No entanto, as derrotas por 1 a 0 com a selecção checa e 2 a 1 com a selecção turca acabariam com as esperanças da selecção suíça de continuar em prova. E seria por aqui que ficaria o trajecto suíço nos europeus pois, em 2012, no Polónia-Ucrânia, a Suíça voltaria a não conseguir a qualificação.

Treinador

Ottmar Hitzfeld é alemão e é o seleccionador da equipa suíça.

Hitzfeld foi um bom jogador de futebol, avançado, que representou várias equipas alemãs e suíças.

Ottmar Hitzfeld

O alemão Ottmar Hitzfeld é o seleccionador dos suíços

Mas foi como treinador que Ottmar Hitzfeld ganhou os seus principais troféus e chegou mais longe. Treinou os suíços do Grasshopper e os alemães do Borússia de Dortmund e do Bayern Munique. Ganhou por 3 vezes o Campeonato Suíço e por 2 vezes a Taça da Suíça. Ganhou 7 Campeonatos Alemães, 3 Taças da Alemanha, 2 Ligas dos Campeões e 1 Mundial de Clubes.

Acresce a tudo isto, a brilhante campanha da fase de apuramento que conseguiu com a selecção suíça. Sete vitórias em dez jogos. Sem derrotas. Com 17 golos marcados e somente 6 sofridos.

Se, por uma vez, a Suíça brilhar nos céus brasileiros, muito será devido ao trabalho de Ottmar Hitzfeld que é, para já, a grande mais valia desta selecção.

Prováveis Convocados

Guarda-redes – Diego Bernaglio, Yann Sommer, Marco Wölfli;

Defesas – Stefan Lichtsteiner, Steve von Bergen, Ricardo Rodriguez, Fabian Schär, Timm Klose, Michael Lang, Reto Ziegler, Philippe Senderos;

Médios – Valon Behrami, Gökhan Ínler, Valentin Stocker, Xherdan Shaqiri, Granit Xhaka, Steven Zuber, Gelson Fernandes, Blerim Dzemaili, Tranquillo Barnetta;

Avançados – Haris Seferovic, Mario Gavranovic, Josip Drmic.

As Estrelas

Xherdan Shaqiri

Xherdan Shaqiri, o craque, é um kosovar naturalizado

Numa equipa que é uma manta de retalhos, entre suíços, emigrantes de segunda geração e naturalizados, saliente-se as presenças do guarda-redes titular, Diego Benaglio que passou pela Liga Portuguesa ao serviço do Nacional da Madeira, e do cabo-verdiano Gelson Fernandes.

Mas numa equipa que tem jogadores, também, um pouco por todo o lado, desde Inglaterra à Rússia, com passagens por Itália, Alemanha e Espanha, as estrelas maiores são o lateral direito Stefan Lichtsteiner, da Juventus e, especialmente, Xherdan Shaqiri, o médio do Bayern Munique.

Shaqiri, que nasceu no Kosovo, é um excelente driblador com um potente remate com o pé esquerdo. Começou no Basileia, onde despertou o interesse dos actuais campeões da Liga Europa. Depois do treinador Ottmar Hitzfeld, Shaqiri é o outro suíço capaz de fazer magia no Brasil.

Equipamentos

Suíça A 2014 Suíça B 2014

Während ein teil der alanen und der sweben sich gegen die westgoten durchsetzen konnte dies ansehen und in gallien blieb, marschierten die anderen volksteile weiter bis nach spanien

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