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Irão

Selecção do Irão

O futebol tem uma grande tradição no Irão.

A Federação de Futebol da República Islâmica do Irão foi criada em 1920 e aderiu à FIFA em 1945. E pode dizer-se que a selecção iraniana de futebol é uma das principais selecções de futebol da Ásia. Aliás, o Irão ganhou por 3 vezes – 1968, 1972 e 1976 – o Campeonato Asiático de Futebol.

Depois da Revolução Islâmica de 1979 e durante a guerra que opôs o Irão ao seu vizinho Iraque, o desporto em geral, mas o futebol em particular, sofreram para conseguir sobreviver. Os campeonatos nacionais foram suspensos. Foi uma época em que o Irão andou arredado dos grande palcos asiáticos e mundiais. E em meados dos anos ’80 foi o próprio Irão a recusar a participar na Fase de Apuramento para o Campeonato do Mundo de ’86, no México, por não querer jogar em campos neutros, uma imposição da FIFA por questões de segurança.

Foi já nos anos ’90 que o futebol voltou a uma quase normalidade no Irão o que culminou com o apuramento para a fase final do Campeonato do Mundo de 1998, em França. De então para cá, a selecção iraniana tem-se qualificado, Torneio sim, Torneio não.

Agora, o seu último feito foi o apuramento, um dos primeiros, aliás, para o Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil. À frente da selecção iraniana está o português Carlos Queiroz, que já treinou as selecções de Portugal, dos Emirados Árabes Unidos e da África do Sul.

História da Selecção

Outrora Pérsia, com uma história milenar e culturalmente muito rica, rico foi, e ainda é, o país, com a exportação de petróleo, de caviar (muito apreciado), de tapetes, de frutos secos e especiarias e, nos últimos anos, de filmes de cinema (o cinema iraniano surgido em força nos anos ’90, é multi-premiado no ocidente).

Federação de Futebol da República Islâmica do Irão

Este é o símbolo da Federação de Futebol da República Islâmica do Irão

A história da selecção iraniana de futebol, remonta a meados do século XX. O primeiro jogo internacional oficial foi em 1941 e opôs a selecção do Irão à selecção do Afeganistão e terminou empatado a 0 golos.

A primeira presença do Irão num Mundial de futebol aconteceu em 1978, na Argentina. Não passou da fase de grupos, onde averbou duas derrotas com as equipas da Holanda por 3 a 0 e do Peru por 4 a 1. No entanto, conseguiu a proeza de empatar 1 a 1 com a selecção da Escócia.

Entretanto, no final dos anos ’70, aconteceu a Revolução Islâmica e a guerra com o Iraque e o Irão afastou-se do futebol. Outros interesses se sobrepuseram.

É com a chegada dos anos ’90, e com a aceitação que o povo iraniano vive intensamente o futebol, que o Irão tenta, sem grande sucesso, os apuramentos para os Campeonatos do Mundo de 1990, em Itália, e 1994, nos Estados Unidos. Mas, como diz o ditado, água mole em pedra dura tanto bate até que fura, e na verdade, o Irão conseguiu o seu segundo apuramento para uma fase final de um Campeonato do Mundo. O ano era de 1998. O país, de novo a França. E lá foram.

Em França, e outra vez tal como na Argentina, o Irão não passou da fase de grupos. E de novo com duas derrotas na bagagem: perdeu 1 a 0 com a Jugoslávia e 2 a 0 com a Alemanha. Mas não iria embora sem um pequeno brilharete que ficaria para a história como um pouco mais do que um jogo de futebol: o Irão defrontou e venceu a selecção dos Estados Unidos, com quem mantinha, e ainda hoje mantém, alguma picardia, desde a revolução de 1979, por 2 a 1. Era a primeira vitória numa fase final de um Campeonato do Mundo. E logo contra os americanos.

Irão 2 - 1 Estados Unidos 1998

Em 1998, no Mundial de França, o Irão defrontou e bateu os Estados Unidos por 2 a 1

Falham o Campeonato seguinte, o de 2002, na Coreia do Sul-Japão, mas aplicam-se e são, juntamente com o Japão, as primeiras selecções a qualificarem-se para o Mundial de 2006, na Alemanha. Só que, para não variar, voltam a ser eliminados na fase de grupos ao perderem 3 a 1 com o México e 2 a 0 com Portugal, tendo, contudo, conseguido um empate a 1 golo com a selecção de Angola.

Para também não destoar desta obsessão de se qualificar, Torneio sim, Torneio não, o Irão ficou de novo fora do Mundial de 2010, que se realizou na África do Sul.

Mas, e de novo outra vez, foi uma das primeiras selecções a conseguir o apuramento para o Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil.

Quanto ao seu desempenho no Campeonato Asiático de Futebol, o Irão sagrou-se campeão por 3 vezes seguidas, em 1968, 1972 e 1976 e, desde aí, mesmo não tendo voltado a ser campeão, tem andado nos lugares do pódio: 4 vezes em terceiro lugar e 3 vezes em quarto lugar.

O Treinador

Em 2011, o português Carlos Queiroz, despedido da selecção portuguesa em 2010, é apresentado como o novo seleccionador do Irão, com um contrato até 2014, o que previa a qualificação da selecção iraniana para o Campeonato do Mundo no Brasil. E a verdade é que Carlos Queiroz e o Irão conseguiram essa qualificação. É, aliás, uma das primeiras selecções a serem qualificadas e, Carlos Queiroz o primeiro e, até certa altura do percurso, o único português, a conseguir o feito.

Carlos Queiroz

Carlos Queiroz está desde 2011 à frente da Selecção do Irão

Depois de uns anos brilhantes à frente das selecções de formação em Portugal, com tão bons resultados, Carlos Queiroz quis entrar no mundo sénior, e conseguiu. Depois de ganhar dois Mundiais e um Europeu, com selecções portuguesas de formação, Carlos Queiroz só voltou a ganhar uma Super-Taça Cândido de Oliveira e uma Taça de Portugal ao serviço do Sporting e uma Super-Taça Espanhola ao serviço do Real Madrid. Claro que em Inglaterra ganhou cinco títulos, mais uma Liga dos Campeões, mas era adjunto de Alex Ferguson no Manchester United. Como treinador principal, Carlos Queiroz tem ficado sempre aquém do que seria espectável.

Carlos Queiroz é também detentor de um carácter que lhe tem causado alguns problemas em algumas equipas por onde tem passado, fosse no Sporting Clube de Portugal, fosse na selecção portuguesa. E aqui, por duas vezes.

Mas aguarda-se, com alguma expectativa, até pelo historial do Irão, o que é que Carlos Queiroz conseguirá fazer com a selecção iraniana no Campeonato do Mundo no Brasil.

Prováveis Convocados

Guarda-redes – Rahman Ahmadi, Sosha Makani, Alireza Haghighi;

Defesas – Khosko Heidari, Jalal Hosseini, Pejman Montazeri, Hashem Beikzadeh, Ehsan Hajsafi, Amir Hossein Sadeghi, Hossein Mahini;

Médios – Ashkan Dejagah, Javad Nekounam, Masoud Shojaei, Mojtaba Jabari, Andranik Teymourian, Mohsen Mosalman, Mohammad Noori, Omid Ebrahimi, Ghasem Haddadifar;

Avançados – Reza Ghoochanneihad, Alireza Jahanbakahsh, Mohamad Khalatbari, Gholamreza Rezaei, Mehrdad Oladi, Farzad Hatami.

As Estrelas

Não teremos, nós, no ocidente, a noção do poder do futebol no Irão. Mas é um desporto de massas, também ali, e que move multidões. As suas estrelas serão muito deles (dos iranianos, e das iranianas que gostam também muito de futebol, como tão bem ilustrou Jafar Panahi no seu filme Offside / Fora-de-Jogo), e é muito difícil chegar cá, os ecos dos fãs e o seu objecto de culto.

Reza Ghoochannejhad

Reza Ghoochannejhad é o mais cotado dos jogadores iranianos

No entanto, alguns, poucos, jogadores iranianos conseguiram saltar as fronteiras da sua Pérsia milenar e ingressar em campeonatos do ocidente. Será, talvez, errado e muito redutor considerá-los, a estes, as estrelas. Mas à falta de outras, são as que temos.

A maior delas todas, e porque avançado, será Reza Ghoochanneihad, um dos melhores marcadoras da selecção e que joga na equipa belga do Standard de Liège. Depois há Ashkan Dejagah, médio que também marca alguns golos e que joga no Fulham, na Premier League inglesa. Há ainda outro médio a jogar no Las Palmas, em Espanha, e que se chama Masoud Shojaei. E por último, o avançado Alireza Jahanbakhsh, que joga no NEC, do campeonato holandês.

Serão estas, algumas das estrelas com quem os iranianos contam para que a sua selecção consiga o feito histórico de conseguirem passar a fase de grupos. A ver vamos.

Equipamentos

Irão A 2014 Irão B 2014

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