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Selecção Mexicana

Selecção do México

A selecção mexicana é a mais importante selecção de futebol da Concacaf e a que tem mais títulos. Talvez por isso tenha sido convidada para participar da Taça América, um evento organizado pela Conmebol, e que é o principal evento futebolístico da América do Sul.

O México é também um dos cinco países que já organizaram um Campeonato do Mundo de Futebol por duas vezes, tendo sido o primeiro a conseguir o feito, em 1970 e 1986. Os outros países são a Itália, a França, o Brasil e a Alemanha. Mas é o único dos cinco países repetentes que nunca conseguiu ganhar um título de campeão do Mundo. E dos que ganharam, o Brasil é o único que nunca conseguiu ganhar em casa, embora ainda o possa fazer em 2014.

O mais longe que o México já conseguiu chegar num Mundial foi aos quartos-de-final, por duas vezes, em 1970 e 1986, em ambos os torneios organizados por si.

Contudo, das 20 edições do Campeonato do Mundo de Futebol, o México conseguiu a proeza, que não está ao alcance de qualquer um, de se apurar para 15 desses Campeonatos, sendo que, desde 1994 que não falha um Mundial, igualando o período de 1950 a 1970, onde se qualificou por seis vezes consecutivas.

Para o Mundial do Brasil, a selecção mexicana teve de jogar mais uma ronda de qualificação com a vencedora do Grupo da Austrália, a Nova Zelândia, conseguindo, no entanto, a vitória que lhe garantiu o lugar entre os grandes.

História da Selecção

A história da selecção mexicana começa, como o verbo, no início. No início, a selecção do México seria uma das 13 selecções do primeiro Campeonato do Mundo de Futebol, em 1930, no Uruguai, e que o país organizador ganharia. Para o México tudo seria terrível. Três jogos, três derrotas. 4 golos marcados para 13 golos sofridos. Cinco penaltys sofridos no jogo contra a Argentina, sendo que, pelo menos, três desses penaltys foram, no mínimo, controversos.

Federación Mexicana de Fútbol Asociación

A Federación Mexicana de Fútbol Asociación nasceu em 1927 e já organizou dois Mundiais

Quatro anos decorridos, o México não conseguiria a qualificação e outros quatro anos mais tarde, o México desistiria do Campeonato do Mundo de 1938, numa França em vésperas da Segunda Grande Guerra.

Em 1950, no regresso do Campeonato do Mundo depois da Segunda Grande Guerra, o México inicia um período de seis presenças consecutivas em Mundiais, que só iria terminar com o primeiro Campeonato do Mundo que organizaria em 1970. Mas em 1950, no já famoso Mundial aziago do Brasil, que o Uruguai venceria,  repetir-se-ia a história de 1930. Três jogos, três derrotas. 2 golos marcados para 10 golos sofridos. Mas para a história ficaria o guarda-redes mexicano António Carbajal que iniciaria aqui uma série de cinco presenças consecutivas em fases finais de Campeonatos do Mundo. E seria o primeiro a fazer tal façanha. Quando o México perde, ganham alguns mexicanos.

No Campeonato do Mundo seguinte, em 1954, na Suíça, a selecção mexicana continuaria imparável na sua saga negativa de resultados. Dois jogos, duas derrotas. 2 golos marcados para 8 golos sofridos. De novo o Brasil, por 5 a 0, e de novo a França, por 3 a 2. As coisas continuavam complicadas. E continuariam. Em 1958, no Campeonato do Mundo da Suécia, a relativa melhoria mexicana resultaria de um mero empate a 1 golo com a selecção do País de Gales. Agora já não se poderia falar em três jogos, três derrotas. As derrotas seriam só duas. Mas duríssimas. 4 a 0 com a Hungria e 3 a 0 com a Suécia. 1 só golo marcado para 8 sofridos. Era a sina mexicana. Sina essa que seria parcialmente perdida no Chile, no Campeonato do Mundo de 1962. Pela primeira vez na sua história, o México ganharia um jogo numa fase final de um Mundial. A glória nasceria no jogo com a Checoslováquia, a quem ganharia por 3 a 1. Uma verdadeira alegria, e que bastaria para que, também pela primeira vez, a selecção mexicana não terminasse a fase de grupos em último lugar no seu grupo. Essa desonra caberia à selecção checa. Contudo, lá continuariam as derrotas. Por 2 a 0, de novo com o Brasil, e por 1 a 0, com a Espanha. Ainda não seria desta que a selecção mexicana marcaria mais golos do que aqueles que sofreria. 3 golos marcados para 4 sofridos. E não seria ainda no Campeonato do Mundo seguinte que essa marca seria alterada. Em 1966, em Inglaterra, a selecção mexicana subiria mais um degrau em direcção ao sucesso, mas insuficiente para ultrapassar a fase de grupos. Mas esta vez conseguiu dois empates. 0 a 0 com a selecção uruguaia e 1 a 1 com a selecção francesa. Mas perderia por 2 a 0 com a selecção inglesa. E assim, seria 1 golo marcado, para 3 golos sofridos. De novo não seria o último do grupo, esse seria a França, e agora só perderia um único jogo. Mas este Mundial ficaria, também, para a história da selecção mexicana, por ser o Mundial do adeus do guarda-redes António Carbajal que, ao fim de cinco Mundiais consecutivos, resolveu pendurar as chuteiras e as luvas.

O Primeiro Mundial Mexicano

México 0 - 0 União Soviética 1970

Em 1970 empataram 0 a 0 com a União Soviética e passaram ambos aos quartos

Quatro anos passariam e o México abriria, pela primeira vez, as portas de sua casa para a fase final de um Campeonato do Mundo. Estava-se em 1970. E as coisas seriam, pela primeira vez para a selecção mexicana, diferentes. Três jogos, duas vitórias e um empate. 5 golos marcados e nenhum sofrido. Segundo classificado no seu grupo com os mesmos pontos que a União Soviética, a primeira classificada. Ganharia por 4 a 0 a El Salvador e por 1 a 0 à Bélgica, e empataria a zero golos com a União Soviética. Mas isto seria na primeira fase, na fase de grupos, onde o México faria história ao conseguir passar, pela primeira vez, aos quartos-de-final. Mas aí, cruzar-se-ia com Itália e tudo terminaria. Derrota por 4 a 1 marcaria o fim do sonho. A Itália, contudo, chegaria à final onde seria derrotada pelo Brasil.

Em 1974, o México não conseguiria a qualificação para o Campeonato do Mundo da Alemanha. Conseguiria, contudo, o apuramento quatro anos mais tarde, para o Campeonato do Mundo de 1978, na Argentina, onde foi somente marcar presença. Voltaria ao esquema inicial. Três jogos, três derrotas. Para não destoar. Perderia 3 a 1 com as selecções polaca e tunisina, o que constituiria um facto histórico ao garantir a primeira vitória de uma equipa africana numa fase final de um Campeonato do Mundo, e 6 a 0 com a selecção alemã ocidental. 12 golos sofridos para 2 únicos golos marcados. E regresso a casa, cedo e frustrada. E no seguimento desta triste prestação, a miséria continuou e a selecção mexicana voltaria a não conseguir a qualificação para o Campeonato do Mundo de 1982, em Espanha.

O Segundo Mundial Mexicano

México 0 - 0 Alemanha Ocidental 1986

Em 1986 empatou 0 a 0 com a Alemanha Ocidental nos quartos, mas foi eliminado

Mas para poder continuar na companhia dos grandes, o México voltaria a organizar o Campeonato do Mundo seguinte, em 1986. O ano do descontentamento da selecção portuguesa e do tristemente célebre caso Saltillo. Seria um ano histórico. O México seria o primeiro país a sediar pela segunda vez uma fase final de um Campeonato do Mundo, e voltaria a chegar aos quartos-de-final, sendo que para ai chegar necessitaria de mais uma vitória porque, em 1986, e ao contrário de 1970, depois da fase de grupos, passar-se-ia pelos oitavos-de-final. E o México conseguiria-o. Duas vitórias e um empate marcariam a fase de grupos e colocaria o México de Hugo Sánchez em primeiro lugar no Grupo B. Empataria 1 a 1 com a selecção do Paraguai, e venceria as selecções da Bélgica, por 2 a 1 e do Iraque, por 1 a 0. E teria um saldo positivo nos golos, marcando 4 e sofrendo 2. Seguiria para os oitavos-de-final onde se cruzaria com a Bulgária, a quem ganharia por 2 a 0. E continuariam a sua caminhada até aos quarto-de-final. Aí, encontraria a Alemanha Ocidental. E empataria 0 a 0, no tempo regulamentar. Seria, finalmente, derrotada nas marcas de grande penalidade por 4 a 1. Perderia, mas com orgulho de ter feito um bom Mundial. A selecção do México teria, finalmente, um trajecto para a história. E uma grande equipa. E a Alemanha que os eliminara chegaria à final onde perderia para a selecção argentina.

Aconteceu então o caso Cachirules. O México utilizara jogadores acima da idade em provas dos sub-20 e a FIFA castigou todas as selecções mexicanas em provas por si organizadas. Por isso a selecção mexicana foi banida do Campeonato do Mundo de 1990, em Itália. O México de Hugo Sánchez ficaria fora de uma prova onde quereria aproveitar os bons ventos criados em 1986.

Uma Presença Constante

México 2 - 2 Holanda 1998

Em 1998, em França, empatou a 2 com a Holanda e ambos passaram aos oitavos

Contudo, voltariam em 1994, para o Campeonato do Mundo dos Estado Unidos. E de então, para cá, qualificar-se-ia sempre para as fases finais de todos os Campeonatos do mundo de Futebol, e em todos eles conseguiria passar aos oitavos-de-final. Nos Estados Unidos, e comandados por César Luis Menotti, o México perderia por 1 a 0 com a Noruega, empataria 1 a 1 com a Itália e ganharia 2 a 1 à Irlanda. Passaria em primeiro lugar num grupo em que as quatro equipas estavam empatadas em pontos e a classificação seria definida pela diferença de golos. Nos oitavos-de-final empataria 1 a 1 com a Bulgária e perderia por 3 a 1 na marcação de grandes penalidades. Em 1998, no Campeonato do Mundo de França, continuariam as boas prestações. Dois empates e uma vitória. Empates por 2 a 2 com a Holanda e a Bélgica, e vitória por 3 a 1 sobre a Coreia do Sul, com 7 golos marcados e 5 sofridos, valeriam o segundo lugar do grupo, com os mesmos pontos que o primeiro, a Holanda, e a consequente passagem aos oitavos-de-final. Aí encontraria a Alemanha e seria derrotada por 2 a 1. Mas continuaria a boa senda Mexicana. Em 2002, no Campeonato do Mundo da Coreia do Sul-Japão, de novo a passagem aos oitavos-de-final. Duas vitórias e um empate garantiriam o primeiro lugar no Grupo G. Vitórias por 1 a 0 sobre a Croácia e 2 a 1 sobre o Equador e empate a 1 golo com a Itália. 4 golos marcados e 2 sofridos. Nos oitavos-de-final, encontro com os Estados Unidos e derrota por 2 a 0. Mas não se ficaria por aqui. Haveria mais. Em 2006, no Campeonato do Mundo da Alemanha, o México ficaria no Grupo D, com Portugal, Angola e Irão. Uma vitória, um empate e uma derrota. Derrota com Portugal por 2 a 1, empate com Angola, a zero, e vitória por 3 a 1 sobre o Irão. O México classificar-se-ia em segundo lugar com quatro pontos, atrás de Portugal com nove. Nos oitavos-de-final encontraria a Argentina e, mais uma vez ficar-se-ia por esta fase ao perder com os argentinos por 2 a 1, no prolongamento. Ainda voltariam em 2010, ao Campeonato do Mundo da África do Sul, e tudo se repetiria. Um grupo, à partida, muito difícil. A França, o Uruguai e a África do Sul. Pois bem, o México conseguiria uma vitória, um empate e uma derrota, de novo. Ganharia por 2 a 0 à desilusão francesa, empataria 1 a 1 com a equipa da casa e perderia 1 a 0 com a equipa que ficaria em primeiro lugar no grupo, o Uruguai. A selecção mexicana passaria, em segundo lugar, com os mesmos pontos que a selecção sul-africana, mas com melhor diferença de golos, com 3 marcados e 2 sofridos. Nos oitavos-de-final, onde já se habituara a tombar, encontraria, de novo, a selecção argentina e perderia por 3 a 1. A provar que a história (quase) que se repete.

Agora, a selecção mexicana está de novo numa fase final de um Campeonato do Mundo. Vamos ver se consegue, como é normal nos últimos, largos, anos, passar aos oitavos-de-final. E se consegue romper com a tradição e ir mais longe.

A Outra Vida Mexicana

Mas há mais vida para além das inúmeras participações mexicanas nos vários Campeonatos do Mundo. A selecção do México acaba por ter um currículo, de certa forma, invejável. Foi uma vez vencedor da Taça das Confederações e ficou uma outra vez em terceiro lugar. Ganhou por nove vezes a Taça de Ouro da Concacaf, ficou por duas vezes em segundo lugar e por três vezes em terceiro lugar. Por duas vezes ficou em segundo lugar na Taça América e por três vezes ficou em terceiro lugar. Ganhou quatro Medalhas de Ouro, três de Prata e duas de Bronze nos Jogos Pan-Americanos. Ganhou ainda dez Medalhas de Ouro e duas de Prata nos Jogos Centro-Americanos e do Caribe. E ainda foi por três vezes campeão da Taça das Nações Norte-Americanas e por uma vez ficou em segundo. É obra.

Treinador

O actual treinador da selecção mexicana é Miguel Herrera que terminou a fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2014, indo substituir Victor Manuel Vucetich que, por sua vez, tinha já ido substituir José Manuel de la Torre.

Miguel Herrera

Miguel Herrera é o último de uma série de treinadores

Miguel Herrera é um antigo defesa que jogou sempre em clubes mexicanos e quase toda a sua vida no Atlante.

É, aliás, no Atlante que inicia, também a sua carreira como treinador. E à imagem da sua carreira como jogador, Miguel Herrera treinou sempre equipas mexicanas.

Num período conturbado da selecção mexicana, com tantas trocas de treinadores, não é certo que Miguel Herrera fique até ao início do Mundial, embora tenha já dirigido a eliminatória com a Nova Zelândia, ganhando os dois jogos.

Mas no currículo deste treinador não figuram grandes feitos, embora seja um treinador bastante respeitado.

Será uma surpresa a equipa que escolherá para ir ao Mundial, se se tiver em conta as equipas que escolheu para os jogos com a Nova Zelãndia. E maior expectativa existe em relação ao tipo de futebol que a sua selecção irá apresentar.

Prováveis Convocados

Guarda-redes – Guillermo Ochoa, Alfredo Talavera, José de Jesús Corona;

Defesas – Carlos Salcido, Severo Meza, Héctor Moreno, Diego Reyes, Jorge Torres Nilo, Jonny Magallón, Rafael Márquez, Hugo Ayala;

Médios – Javier Aquino, Eduardo Zavala, Andrés Guardado, Gerardo Torrado, Héctor Herrera, Ángel Reyna, Carlos Peña, Jesús Molina;

Avançados – Giovani dos Santos, Chicharito Hernández, Omar Bravo, Oribe Peralta, Raúl Jiménez.

As Estrelas

As selecções mexicanas sempre tiveram grandes jogadores (que não grandes selecções) que acabaram de uma forma ou outra de vir parar à Europa.

Chicharito Hernández

El Chicharito é a grande figura da selecção mexicana

Podia começar a falar-se de Guillermo Ochoa, guarda-redes do Ajax. Ou dos defesas Héctor Moreno, do Espanhol, de Diego Reyes do FC Porto e do antigo jogador do Barcelona, Rafael Márquez, que agora voltou para casa e joga numa equipa mexicana. Ou dos médios Javier Aquino do Villarreal, Andrés Guardado do Valência, Carlos Peña do Arsenal e Héctor Herrera do FC Porto. Ou do avançado Giovani dos Santos, também do Villarreal.

Mas a verdadeira figura desta selecção, e onde se suspendem todas as expectativas desta equipa, é no avançado do Mancester United, Chicharito Hernández.

Chicharito é um jogador completo que utiliza muito bem os dois pés, tem uma grande capacidade de drible e um excelente passe. Aliado a isto uma grande velocidade e uma capacidade ímpar de controle de bola que termina com uma grande facilidade de remate, muitas vezes fatal para os guarda-redes adversários.

Equipamentos

México A 2014 México B 2014

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