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Camarões

Selecção dos Camarões

A selecção dos Camarões é, de todas as selecções africanas, a mais reconhecida internacionalmente e, provavelmente, a melhor das selecções africanas.

Agora em 2014, no Brasil, vai para o seu sétimo Campeonato do Mundo de Futebol. Mas tudo começou em 1982, no Campeonato do Mundo de Espanha, quando África teve direito a dois representantes. A Argélia acompanhava os Camarões.

O Egipto fora a primeira selecção africana a estar presente numa fase final de um Mundial, no longínquo ano de 1938, em França. Só 38 anos mais tarde voltaria outro país africano, no caso Marrocos, a outra fase final de um Mundial, em 1970, no México. Depois, em 1974, na Alemanha Ocidental e 1978, na Argentina, lá marcariam presença o Zaire e, no seguinte, a Tunísia.

Depois chegaria a selecção camaronesa em 1982. E de então até agora, tornou-se a selecção africana com o maior número de presenças em fases finais dos Campeonatos do Mundo, tendo falhado, somente, e desde esse ano espanhol de 1982, os Mundiais de 1986, no México e 2006, na Alemanha. São já sete fases finais. E com bons resultados.

História da Selecção

Para a selecção dos Camarões tudo começou em 1982, no Campeonato do Mundo de Espanha. Num campeonato onde poderia ter ido mais longe se não se tivesse cruzado com a selecção italiana, a cínica. Os Camarões foram eliminados sem terem perdido nenhum jogo. Três jogos, três empates. 0 a 0 com as selecções do Peru e da Polónia e 1 a 1 com a selecção de Itália. A Itália que também teve três empates, passou à fase seguinte, com os mesmos pontos que os Camarões pela diferença de golos: 2 marcados e 2 sofridos pelos italianos contra 1 marcado e 1 sofrido pelos camaroneses. Os Camarões iria para casa. A Itália iria até à final onde se sagraria campeã, derrotando a Alemanha Ocidental. Era o Mundial de Paolo Rossi.

Fédération Camerounaise de Football

A Fédération Camerounaise de Football vai a caminho do seu 7º Mundial

Os Camarões, talvez desiludidos pela forma como foram eliminados na primeira fase, não conseguiram o apuramento para o Campeonato seguinte, no México, em 1986.

Voltariam em 1990, para o Campeonato do Mundo de Itália. Um fantástico Mundial para os Camarões, liderado pela estrela veterana Roger Milla. A selecção camaronesa ficaria no Grupo B com as selecções argentina, soviética e romena. Passaria à fase seguinte em primeiro lugar no grupo com duas vitórias e uma derrota. Vitórias por 1 a 0 sobre a Argentina e 2 a 1 sobre a Roménia, com os dois golos marcados por Roger Milla, e derrota, estrondosa, por 4 a 0, perante a União Soviética que acabaria por não conseguir seguir em frente. Nos oitavos-de-final, os Camarões cruzar-se-iam com a Colômbia e ganhariam por 2 a 1, no prolongamento, depois do 0 a 0 no tempo regulamentar, com o inevitável Roger Milla a marcar dois golos em três minutos. E logo depois ali vinha os quartos-de-final. Aí apanharam a Inglaterra e, no final do tempo regulamentar, o resultado era um empate a 2 golos. No prolongamento, a selecção inglesa foi mais forte e acabaria por ganhar por 3 a 2. Mas a história estava feita. Os Camarões tinham cometido a proeza de atingir os quartos-de-final.

Quatro anos mais tarde, os Camarões voltariam a marcar presença numa fase final de um Campeonato do Mundo. Estávamos em 1994, nos Estados Unidos. Mas este Mundial não foi muito simpático com a selecção camaronesa. Um grupo muito complicado, com Brasil, Suécia e Rússia. Duas derrotas e um empate mandaram a selecção dos Camarões de volta para casa. Derrotas por 3 a 0 com a selecção brasileira e por 6 a 1 com a selecção russa, que seria, também ela, eliminada. O empate seria com a selecção sueca, por 2 a 2. De referir que neste Mundial ainda jogou o camaronês Roger Milla, com 42 anos, o jogador mais velho a jogar a fase final de um Campeonato do Mundo, e que acabaria, ainda, por fazer um golo contra a selecção da Rússia. Mas terminava aí a aventura da selecção africana em terras americanas.

Muita Esperança, Pouco Resultado

Volvidos quatro anos, voltam a outra fase final de um Campeonato do Mundo. Estamos em 1998, em França. Mas o último Mundial do século não foi de feição à selecção africana. No Grupo B cruzam-se com o Chile, a Áustria e, de novo, com a Itália. Dois empates e uma derrota. Dois golos marcados para cinco sofridos. Perderam com a Itália por 3 a 0 e empataram com o Chile e com a Áustria a 1 golo, sendo que, o golo austríaco apareceu no último minuto de jogo. Terminaram a fase de grupos em último lugar com os mesmos pontos que a selecção austríaca, que acabou por rumar a casa, tal como os Camarões, e a um ponto do segundo classificado, o Chile.

Camarões 1 - 0 Arábia Saudita 2002

Em 2002 ganharam 1 a 0 à Arábia Saudita, mas não passaram da fase de grupos

Mas não desanimaram, os camaroneses. No primeiro Mundial do novo século, aí está de novo numa fase final de um Campeonato do Mundo. O ano era 2002. E o torneio era na Coreia do Sul-Japão. Mas, de novo, a ficarem pelo caminho, numa fase de grupos onde terminaram em terceiro lugar, um ponto atrás da Irlanda que conseguiu um empate com a selecção alemã com um golo já marcado nos descontos. Os Camarões conseguiram uma vitória, um empate e uma derrota. Ganharam à Arábia Saudita por 1 a 0, empataram com a selecção irlandesa a 1 golo e perderam com a selecção alemã por 2 a 0. Foram para casa, mas a pensar que, amanhã haveria mais.

Mas estavam enganados. Amanhã não haveria mais. No Campeonato seguinte, em 2006, na Alemanha, os Camarões não apareceram. Não conseguiram a qualificação. Foram ultrapassados por Angola, Costa do Marfim, Gana, Togo e Tunísia. Paciência.

Depois, passados mais quatro anos, em 2010, acontece o Campeonato do Mundo da África do Sul e, os Camarões voltam ao convívio com os grandes. Mas este seria o Mundial da tristeza. Três jogos, três derrotas. Um campeonato para esquecer. Ou para lembrar. O grupo nem era especialmente forte. Holanda, Japão e Dinamarca. Mas a selecção camaronesa foi corrida a derrotas. 1 a 0 com o Japão e 2 a 1 com a Holanda e a Dinamarca, com ambos os golos dos Camarões a serem marcados por Samuel Eto’o. E frente à Dinamarca ainda estiveram a ganhar. Mas foi assim que aconteceu. Mas não desmoralizaram.

Não desmoralizaram e conseguiram a qualificação para o Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil. Para isso afastaram, na terceira e última fase da qualificação africana, a selecção tunisina, com empate a zero na Tunísia e uma vitória, categórica, por 4 a 1 nos Camarões.

E o Resto

E o resto da vida da selecção camaronesa de futebol é feito de sucesso. ganhou por quatro vezes a Taça das Nações Africanas, ficou duas vezes em segundo lugar e uma vez em terceiro. Ganhou quatro Medalhas de Ouro nos Jogos Pan-Africanos. E uma Medalha de Ouro e outra de Bronze nos Jogos Olímpicos. Ganhou por uma vez a Taça das Nações Afro-Asiáticas. Ficou em segundo lugar na Taça das Confederações, e na Taça da Comunidade Económica e Monetária da África Central.

Treinador

O treinador da selecção camaronesa de futebol é o alemão Volker Finke.

Volker Finke

Volker Finke não tem grande currículo, mas é a aposta dos Camarões para o Mundial

Finke é um antigo jogador que passaou quase toda a sua carreira em dois clubes alemães menores: o Havelse e o Hannoverschen, não tendo sido, também, um jogador de grande reconhecimento internacional.

Iniciou a sua carreira de treinador em 1975 no Stelingen tendo passado quase toda a sua carreira de treinador em equipas alemãs, com excepção de uma equipa japonesa para o qual foi convidado em 2009. Foi treinador de equipas de segundo plano como o Havelse, o Norderstedt e o Freiburg. Em 2011 teve uma breve passagem como treinador interino do FC Köln. E, finalmente, em 2013 seria convidado para dirigir a selecção dos Camarões, tendo em vista a fase final co Campeonato do Mundo de 2014.

Não sendo um treinador com grandes pergaminhos, é reconhecido pelo seu trabalho e persistência. No fundo é alemão o que será, afinal, uma mais valia para dirigir uma selecção africana. Mas o que pode conseguir no Mundial do Brasil e, contudo, uma grande incógnita.

Prováveis Convocados

Guarda-redes – Charles Itandje, Guy Assembé, Sammy N’Djock;

Defesas – Aurélien Chedjou, Benoît Assout-Ekotto, Nicolas N’Koulou, Kana-Biyik, Joël Matip, Gaëtan Bong, Dany Nounkeu, Henry Bedimo;

Médios – Jean Il Makoun, Eyong Enoh, Alex Song, Stéphane Mbia, Landry N´Guémo;

Avançados – Pierre Webó, Samuel Eto’o, Benjamin Moukandjo, Maxim Choupo-Moting, Fabrice Olinga, Jacques Zoua, Vincent Aboubakar.

As Estrelas

Esta equipa dos Camarões está feita com jogadores que estão nos grandes campeonatos da Europa, como Inglaterra, França e Espanha. Mas nos últimos anos, muitos deles têm também rumado à Turquia, o campeonato que neste momento tem mais jogadores camaroneses.

Samuel Eto'o

Aos 33 anos, Samuel Eto’o ainda é a principal referência

Mas há várias estrelas nesta selecção. Os defesas Joël Matip do Schalke 04 e Gaëtan Bong do Olympiacos, os médios Eyong Enoh do Ajax e Alex Song do Barcelona, e os avançados Pierre Webó do Fenerbahçe e Fabrice Olinga do Málaga.

Mas a maior das estrelas camaronesas continua a ser, ainda, o avançado Samuel Eto’o, que agora está no Chelsea de José Mourinho. Eto’o, que começou no Real Madrid, onde nunca conseguiu afirmar-se, teve uma breve e frutuosa passagem pelo Maiorca que lhe abriu as portas do Barcelona onde, aí sim, explodiu e se tornou no grande jogador reconhecido por todos em todo o lado. Passou pelo Inter e acabou por assentar arraiais no Chelsea.

Samuel Eto’o é um jogador repentino que, a dado momento, pode modificar o trajecto de um jogo. Jogador de remate fácil e forte, é um goleador nato e dono de uma elegância ímpar em campo, com bom drible e muito bom posicionamento.

Equipamentos

Camarões A 2014 Camarões B 2014

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