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E.U.A.

Selecção dos Estados Unidos da América

O futebol não é o desporto nacional dos Estados Unidos da América. Esse título será disputado pelo Baseball, pelo Basketball e pelo Futebol Americano (nos Estados Unido o futebol é chamado de soccer).

Mas se o futebol não é estrela primeira nos Estados Unidos, o seu futebol, depois de um grande interregno internacional que vai desde os anos ’50 até aos anos ’90 do século XX, conquistou uma qualidade que, não sendo de uma selecção de primeira linha, tem andado, nos últimos anos, e depois dos anos iniciais dos Campeonatos do Mundo, nos grandes palcos dos Mundiais. E muito terá contribuído para isso o Campeonato do Mundo que organizaram em 1994.

Capazes do melhor e do pior, não sendo uma selecção com grandes pergaminhos é, contudo, uma selecção chata que acaba com a vida de algumas selecções de relevo fazendo jogos que baralham as previsões dadas como certas.

De todas as formas, a selecção de futebol dos Estados Unidos é uma equipa que vem a crescer e que, mais dia, menos dia, irá, por certo, dar cartas.

História da Selecção

Para os norte-americanos, e por mais estranho que pareça, tudo começou pelo início. Ou seja, em 1930. A selecção dos Estados Unidos da América foram uma das selecções que estiveram presentes no primeiro Campeonato do Mundo, no Uruguai. E conseguiram conquistar aí a sua melhor classificação de sempre, um terceiro lugar. Nunca mais foram tão longe. Mas têm melhorado. Nessa altura, no entanto, defrontaram as selecções da Bélgica e do Paraguai, adversárias do Grupo 4, e ganharam ambos os jogos por 3 a 0. Nas meias-finais perderam copiosamente com a Argentina por 6 a 1. E ficaram em terceiro lugar porque a Jugoslávia, que também perdeu por 6 a 1 com o Uruguai, na outra meia-final, não teve um percurso tão bom como o norte-americano. E assim se fez história. Como história se fez com o primeiro hat-trick num Mundial protagonizado pelo norte-americano Bert Patenaude, ao marcar os três golos da vitória dos Estados Unidos sobre o Paraguai.

United States Soccer

O United States Soccer foi criado em 1913

Correu tão bem a primeira edição do Campeonato do Mundo, que a selecção norte-americana esteve presente na edição seguinte, em 1934, no Mundial de Itália. Mas o azar chegou logo no início. Logo no primeiro jogo, e que era já uma espécie de oitavos-de-final, a selecção dos Estados Unidos confrontou-se com a selecção anfitriã e que se sagraria campeã do torneio, e perdeu por um claro 7 a 1. Fez as malas e retornou à Terra do Sonho.

Falhariam o Campeonato do Mundo de 1938, em França, mas retornariam em 1950, no primeiro Mundial depois do interregno motivado pela Segunda Guerra Mundial. No Brasil, os Estados Unido ficariam no Grupo 2, na companhia de Espanha, Inglaterra e Chile. Uma vitória e duas derrotas em três jogos. Quatro golos marcados para oito sofridos. Ganharam à selecção inglesa por 1 a 0 e perderam com as selecções espanhola, por 3 a 1 e chilena, por 5 a 2. E por longo tempo se mantiveram afastados dos Campeonatos do Mundo de Futebol.

Só 40 anos depois os Estados Unidos conseguiriam uma qualificação para outra fase final de um Campeonato do Mundo. Foi em Itália, em 1990. Mas foi um mau Mundial. Um regresso que só registou derrotas. Três derrotas em três jogos. Dois golos marcados, oito golos sofridos. Perdeu por 1 a 0 com a selecção italiana, por 2 a 1 com a selecção austríaca e 5 a 1 com a selecção checa. Zero pontos e último lugar no grupo. Um Mundial para esquecer.

A Organização do Mundial de 1994

Mas em 1994 foram anfitriões. O Campeonato do Mundo seguinte foi nos Estados Unidos da América. Em casa. E aí as coisas correram um pouco melhor. No Grupo A encontrou-se com a Roménia, a Suíça e a Colômbia. Um grupo simpático. Conseguiu uma vitória, um empate e uma derrota. Três golos marcados e três golos sofridos. Vitória sobre a Colômbia por 2 a 1, empate com a Suíça a 1 golo e derrota com a Roménia por 1 a 0. Segundo lugar no grupo, empatado com a Suíça, o que, na verdade, resultou num terceiro lugar, mas com acesso aos oitavos-de-final. Aí as coisas já não correram tão bem. Encontrou-se com o Brasil, que viria a ser o campeão do torneio, e perdeu por 1 a 0, com o golo brasileiro a ser marcado por Bebeto, já próximo do final do jogo. Ora, os Estados Unidos não puderam fazer as malas e voltar para casa porque já lá estavam, mas tiveram que ver o resto do Mundial pela televisão e com a satisfação de terem sido eliminados pelos campeões.

E quatro anos mais tarde, lá está, de novo, a selecção dos Estados Unidos apurada para mais uma fase final de um Campeonato do Mundo. Estávamos em 1998 e em França. E tudo o que podia correr mal, correu. Três jogos, três derrotas. Um golo marcado e cinco sofridos. E uma das derrotas foi com o Irão. Desgraça das desgraças. E foi assim: 2 a 1 com o Irão, 2 a 0 com a Alemanha e 1 a 0 com a Jugoslávia. Nunca um Mundial poderia correr pior.

Nos Quartos-de-Final

Mas já não desistem. E depois do mau tempo, chega a bonança. Em 2002 qualificam-se para o Campeonato do Mundo da Coreia do Sul – Japão. Grupo D com a Coreia do Sul, Portugal e Polónia. E conseguem uma vitória, um empate e uma derrota. E passam aos oitavos-de-final. E deixam a selecção portuguesa pelo caminho. A vitória norte-americana é precisamente sobre a equipa portuguesa por 3 a 2. Depois empate com a equipa da casa, a Coreia do Sul, a 1 golo, e perde com a Polónia, última classificada do grupo, por 3 a 1. Portugal regressa a casa. Os Estados Unidos acompanham a Coreia do Sul rumo aos oitavos-de-final. Aí encontram-se com o vizinho mexicano e passam à fase seguinte, vencendo por 2 a 0. Mas nos quartos-de-final cruzam-se com a Alemanha e são eliminados da prova pelos vice-campeões do torneio por 1 a 0. De novo, uma derrota com sabor adocicado. Os Estados Unidos começam, finalmente, a serem considerados, num desporto que lhes é pouco nacional.

Estados Unidos 2 - 0 México 2002

Em 2002, no Coreia do Sul-Japão, venceram o México por 2 a 0 e passaram aos quartos

Em 2006 qualificam-se de novo para a fase final do Campeonato do Mundo da Alemanha. Mas a prestação é muito insuficiente e, com um empate e duas derrotas, a selecção norte-americana volta aos anos de chumbo. Derrotas com as selecções do Gana, por 2 a 1 e da República Checa por 3 a 0 e um empate com a Itália, futura campeã do torneio, por 1 a 1. Pouco consolo de ter empatado com a futura campeã do Mundo. A prestação americana seria má. Mas a servir de alguma ponderação.

E tanta foi a ponderação que, no Campeonato do Mundo da África do Sul, em 2010, as coisas correram de maneira diferente. Ficaram em primeiro lugar no grupo, na primeira fase, ganhando por 1 a 0 à Argélia e empatando a 1 golo com a Inglaterra e a 2 golos com a Eslovénia. Com quatro golos marcados e três sofridos. E passagem aos oitavos-de-final. Claro que foi sol de pouca dura, pois logo aí encontraram a selecção do Gana e adeus que se faz tarde. Perderam por 2 a 1 no prolongamento. E acabou-se o sonho africano.

Mas agora estão prontos para o sonho sul-americano. Já carimbaram a qualificação para o Mundial de 2014 no Brasil. E esperam conseguir mais e melhor.

Para a sua história também fica o facto de terem protagonizado o primeiro jogo de futebol internacional fora do Reino Unido, ao defrontarem o Canadá, e perderem por 1 a 0, em 1884. Também ganharam por 4 vezes a Taça de Ouro da Concacaf e ficaram por uma vez em segundo lugar na Taça das Confederações.

Treinador

O seleccionador norte-americano é o célebre avançado alemão Jürgen Klinsmann.

Jürgen Klinsmann

Depois de treinar a Alemanha, os Estados Unidos

Jürgen Klinsmann, que começou por ser jogador de futebol, avançado, excelente marcador de golos, que brilhou em algumas das mais importantes equipas de futebol de vários campeonatos europeus, como o Stuttgart e o Bayern Munich, na Alemanha, o Inter e a Sampdoria, em Itália, o Mónaco e o Tottenham, terminou a sua carreira de futebolista numa equipa norte-americana, os Orange County Blue Star, em 2003.

Depois iniciou a sua carreira de treinador. Iniciou-se com a selecção alemã, tendo conseguido levá-la até ao terceiro lugar no Mundial de 2006, na própria Alemanha. Em seguida foi treinar o Bayern Munich, onde não ficou muito tempo e, desde 2011, tem-se dedicado à selecção dos Estados Unidos da América, com quem conseguiu a qualificação para o Mundial de 2014, no Brasil.

Como treinador, Jürgen Klinsmann ainda não atingiu o mesmo estatuto que conseguiu enquanto jogador. Verdadeiro matador, muito possante a quem era difícil tirar a bola, Klinsmann tem, enquanto treinador, o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 2006 e agora o apuramento da selecção norte-americana. Mas a sua passagem como treinador do Bayern não foi muito aplaudida.

Prováveis Convocados

Guarda-redes – Tim Howard, Nick Rimando, Brad Guzan;

Defesas – Clarence Goodson, Fabian Johnson, Omar González, Edgar Castillo, Michael Orozco, Michael Parkhurst;

Médios – Clint Dempsey, DeMarcus Beasley, Jermaine Jones, Alejandro Bedoya, Kyle Beckerman, Joe Corona, José Francisco Torres, Brad Davis, Mikkel Diskerud, Graham Zusi;

Avançados – Eddie Johnson, Landon Donovan, Aron Jóhannsson.

As Estrelas

Landon Donovan

O veterano Landon Donovan é, ainda hoje, a grande estrela

É difícil, num país em que o futebol não arrasta multidões e não é um dos desportos de referência nacional, criar estrelas. A maior parte dos jogadores norte-americanos joga em clubes dos Estados Unidos ou do México, mas há alguns que conseguiram saltar convenções e preconceitos e chegar à Europa, dando nas vistas, afirmando-se como excelentes jogadores e capazes de, por vezes, fazer a diferença.

O guarda-redes Tim Howard, no Everton, os médios Clint Dempsey, no Fulham e Jermaine Jones, no Schalke 04 ou o avançado Aron Jóhannsson, no AZ Alkmaar são, porventura, os nomes mais conhecidos e os jogadores mais esclarecidos desta selecção.

No entanto, se se quiser apontar uma estrela que brilhe acima de todas as outras, ela será, sem dúvida, a do veterano avançado Landon Donovan que, ao longo de toda a sua carreira tem ando cá e lá. Cá é o LA Galaxy, o seu clube norte-americano de sempre, e onde joga actualmente, o lá são os vários clubes onde tentou vingar, como o Bayer Leverkusen, o Bayern Munich ou o Everton. Mas são sempre passagens de curta duração onde acaba por não se conseguir afirmar. No entanto, no Campeonato Norte-Americano é uma estrela no ataque, verdadeiro matador, com excelente remate e golo fácil.

Equipamentos

Estados Unidos A 2014 Estados Unidos B 2014

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