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Colômbia

Sua Majestade James Rodríguez

Hélas para o futebol colombiano.

Por muito que se esperasse um futebol luminoso e desprendido, jogado pelo prazer da bola e não só, e unicamente, para ganhar o jogo, a selecção colombiana veio espantar toda a gente que seguiu este Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil, com alguma atenção.

É que não foram só as vitórias. Não foram só os excelentes valores individuais. Não foram só las ganas de serem vitoriosos. Foi o futebol. Foi o jogo. Foi uma equipa que actuou como tal. Foi a beleza. E foi, acima de tudo, James Rodríguez. James Rodríguez que se intrometeu entre Karim Benzema e Raphaël Varane, como o segundo Melhor Jogador do Mundial, segundo o ranking da FIFA e até ao fim dos quartos-de-final, e que ainda é o Melhor Marcador do Mundial com 6 golos marcados.

Mas vamos ao início. Desde 1998, desde o Campeonato do Mundo de França, que os colombianos não punham os pés num Mundial, e mesmo aí, nesse ano, tiveram uma campanha medíocre, ficando-se pela primeira fase com uma vitória e duas derrotas. Nada que não fosse a história da Selecção da Colômbia ao longo dos Campeonatos do Mundo em que participou.

A sua primeira participação aconteceu em 1962, no Campeonato do Mundo do Chile. Ficou-se, então, pela primeira fase, com duas derrotas e um mero empate. Empate a 4 golos com a extinta União Soviética, e duas derrotas com o Uruguai, por 2 a 1, e com a Jugoslávia, por uns concludentes 5 a 0.

Doeu-lhes tanto na honra que só voltaram aos Mundiais nos anos ’90, anos de Carlos Valderrama, o homem da cabeleira loura, e René Higuita, o guarda-redes que gostava de marcar golos e que fez a defesa de escorpião. Em 1990, no Campeonato do Mundo de Itália, com Valderrama e Higuita, a Colômbia teve a sua melhor participação de sempre, até agora, chegando aos oitavos-de-final, onde perderia com os Camarões por 2 a 1, numa perdida de bola pelo guarda-redes Huigita para Roger Milla, que lhe permitiu o golo da vitória. Na fase de grupos, a Colômbia ganhou por 2 a 0 aos Emirados Árabes Unidos, empatou a 1 golo com a Alemanha Ocidental e perdeu por 1 a 0 com a Jugoslávia.

James Rodríguez

O defesa brasileiro David Luiz homenageia o seu adversário James Rodríguez

Quatro anos mais tarde voltariam ao Mundial, desta vez nos Estados Unidos, para o Campeonato do Mundo de 1994, onde ficaram, de novo, pela fase de grupos, com uma vitória por 2 a 0 sobre a Suíça, e duas derrotas, com a Roménia por 3 a 1, e com os Estados Unidos por 2 a 1.

E, em França, em 1998, como já se disse, mais do mesmo.

Enfim, este era o percurso da Selecção da Colômbia nos Campeonatos do Mundo de Futebol.

Até este ano. Ano de glória e de conquista. Não houve quem não ficasse fascinado com o futebol bonito, leve e descomplexado que Los Cafeteros produziram ao longo dos jogos que jogaram pelo Brasil. 3 vitórias na fase de grupos, por 3 a 0 à selecção grega, por 2 a 1 à selecção costa-marfinense e por 4 a 1 à selecção japonesa. Nos oitavos-de-final, ganharam por 2 a 0 à selecção uruguaia. Só seriam parados pelo o Brasil, nos quartos-de-final, por 2 a 1. Não fosse o Brasil, o organizador e o virtual e potencial vencedor deste Mundial.

Só ficou uma mancha nesta caminhada mágica dos colombianos pelo Mundial brasileiro, que foi a entrada dura e a despropósito de Camilo Zúñiga, por trás, sobre Neymar, que o pôs fora do jogo, provavelmente do resto do Mundial, e quem sabe se não terá consequências para o resto da carreira.

Se não fosse essa mancha, a campanha comandada por esse génio, que é James Rodríguez, muito bem secundado por Mario Yepes, Juan Quintero, Juan Cuadrado, Teófilo Gutiérrez e Jackson Martínez, e muito bem resguardada por David Ospina, e que permitiu que Faryd Mondragón batesse um recorde no decorrer do Mundial, o Campeonato colombiano teria corrido muito bem. E mesmo assim, correu. Muito bem.

James Rodríguez ainda é um jovem em formação, tem 23 anos e muito ainda para crescer. Passou pelo FC Porto, onde deixou saudades, a caminho do Mónaco, onde ainda está. Mas não será por muito tempo. Porque jogadores como este precisam de equipas que os acompanhem Mundo fora. E um fora-de-série como James, precisa de uma equipa fora-de-séria. E essa nunca será o AS Mónaco, por mais dinheiro que tenha. Porque este James Rodríguez foi majestoso. Um verdadeiro craque.

O que seria desta selecção se lá estivesse Radamel Falcao?

Esperemos voltar a ver esta selecção assim, com classe, a jogar bonito, mas eficiente. Um prazer para o espectador.

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