Última Hora

• Nenhum artigo encontrado
Inler e Hitzfeld

Suíça: Não percam o próximo episódio, porque nós, também não!

Treinador da Selecção da Suíça desde 2008, Ottmar Hitzfeld, tem tido algumas pedras no caminho rumo à vitória – de lembrar que o seleccionador alemão fracassou ao liderar a selecção suíça no Campeonato do Mundo, à quatro anos atrás, e no Campeonato Europeu, em 2012. Ainda assim, Hitzfeld manteve-se na posição de seleccionador, com a missão de promover uma nova imagem no futebol do país, e desta vez foi bem sucedido – o treinador não só conseguiu classificar-se para os oitavos de final deste Mundial, como ficou em 6º lugar no ranking da FIFA.

Hitzfeld

Hitzfeld

Contudo, o treinador anunciou que se vai aposentar após a participação da Suíça no Campeonato do Mundo, o que criou uma certa pressão adicional dentro da equipa da Suíça, já que o Presidente da Associação Suíça de Futebol, Peter Gillieron, tem grandes expectativas sobre os jogadores da equipa – ele espera que Suíça possa fazer história, e chegar aos quartos de final.  Uma espécide de presente de reconhecimento por tudo o que Hitzfeld fez pela equipa.

“Funcionou tudo como já estávamos à espera. Estou feliz aqui, estamos bem alojados em Porto Seguro, o público foi carinhoso connosco. Já fui Presidente em dois Campeonatos do Mundo até hoje, um não passámos da primeira fase (2010) e outro perdemos contra a Selecção da Ucrânia (nas oitavas de final, em 2006). Agora chegou o momento de ir ainda mais longe. Seria seria bom para que Ottmar Hitzfeld conclui-se a sua passagem na Selecção da Suíça de uma forma positiva.” – afirmou Gillieron, sobre o desejo de alcançar os quartos de final.

A Selecção da Suíça enfrenta amanhã a Selecção da Argentina, num jogo decisivo pelo apuramento aos quartos de final. O jogo terá lugar na Arena Corithians, em São Paulo, pelas 13h (horário do Brasil).

Será que as expectativas de Gillieron vão ser superadas? Não percam o próximo episódio, porque nós, também não!

Cuidado com ele!

Faz dois anos que as Selecções da Suíça e da Argentina se disputaram em campo, num jogo amigável – estávamos em 2012, na Suíça, quando os Argentinos venceram o país do chocolate por 3-1, com três golos de Messi, e um de Shaqiri.

Na altura, Inler, capitão e avançado da equipa europeia, teve dificuldades para impedir os avanços do número 10 argentino, e por isso alerta agora para os cuidados a ter ao enfrentar o jogador  - eleito quatro vezes eleito melhor do Mundo pela FIFA.

“Foi uma experiência impressionante. Naquela altura já conseguíamos compreender que não podíamos dar-lhe espaço para jogar. É importante que o nosso meio-campo se posicione bem. Messi é um jogador muito tranquilo em campo, e rapidamente ele muda o ritmo. Não é simples conseguir pará-lo. Se dermos espaço, vai ser perigoso.” – afirmou Inler.

De facto, os suíços têm com o que se preocupar. Não só pelo fato de terem que defrontar Messi, mas também pelo historial que têm com os argentinos.

As selecções já se defrontaram seis vezes, com quatro vitórias da Argentina, e dois empates. O primeiro confronto aconteceu No Mundial de 1966. Depois disso, foram apenas jogos amigáveis.

Conhecedor do histórico entre as selecções , e ciente do tipo de jogo dos candidatos ao título do Campeonato do Mundo, o avançado, Behrami, assumiu que os suíços têm à sua frente um dos jogos mais difíceis das suas vidas.

“Temos muitos jogadores jovens, que estão muito motivados, mas pode acontecer ficarmos pelo caminho nos oitavos de final, porque a Argentina é uma selecção muito forte. No entanto, se vencermos a Argentina isso servirá para escrevermos uma nova página na história do futebol suíço, e isso poderá mudar o futuro de cada jogador aqui.” – disse.

Ainda assim, e contrariamente aos seus colegas de equipa, parece ainda haver quem não se importe muito com Messi. Mehmedi, jogador da Selecção da Suíça, que esteve como suplente no início do Mundial mas conseguiu ganhar lugar na equipa como titular depois da sua boa prestação em jogos contra o Equador, já na segunda parte, e contra as Honduras, quando questionado sobre se o craque argentino era uma referência sua, foi um tanto ou quanto arrogante, e assertivo:

“Eu não preciso de ver os vídeos dele (Messi), nem de me comparar com ele. Sou Admir Mehmedi, e tenho a minha própria personalidade.” – disparou.

Hess printer-friendly email article reprints check this site comments googletag

Outros Artigos Recomendados

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *