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Treino Suica

Suíça vs França: Só um pode vencer!

Parece que tanto os suíços como os franceses estão descontraídos quanto ao jogo de hoje na disputa por um lugar nos oitavos de final, ainda assim, a equipa da Suíça mantêm-se consciente do adversário que terá pela frente. Para Gökhan İnler, médio da Selecção da Suíça, Pogba, jogador francês, que joga actualmente na Juventus, de Itália, é um dos grandes adversários que os suíços terão de enfrentar, contudo, Inler frisa que a equipa não pode ter medo em campo.

“Eu já falei muitas vezes sobre ele. O Pogba é muito talentoso. Eu já o enfrentei várias vezes quando joguei contra a Juventus. Já conversámos. (…) Acho que ele é um jogador importante. Nesta sexta-feira vamos ter um jogo difícil, mas não podemos demonstrar medo, temos que demonstrar respeito.” – disse.

Para Inler, a Suíça pode fazer uma melhor prestação daquela que fez no primeiro jogo, uma vez que já não existe o peso de ser o jogo de estreia da equipa no Mundial.

“No primeiro jogo estivemos um pouco nervosos e não foi um bom começo, até porque o Equador também jogou bem. Conseguimos a vitória e discutimos sobre o que aconteceu. Acreditamos em nós, na nossa ambição, e depois do primeiro jogo acho que a equipa está mais relaxada e tranquila, mas queremos realmente fazer um bom jogo contra a França.” – disse.

Já o colega de equipa, o defesa suíço, Von Bergen, quando questionado sobre o perigo que Benzema – jogador pela equipa francesa e autor de dois golos no jogo de estreia da Selecção da França no Mundial – representa para a equipa, foi assertivo.

“Não existe atenção especial para o Benzema. É um grande avançado e acabou de fazer grandes jogos, mas a França tem muitos jogadores importantes. Precisamos de nos preocupar com todos.” – afirmou.

Apesar da Selecção da Suíça não ter fama de ter muitos goleadores, o país que fabrica o melhor chocolate do mundo têm vindo a conquistar vitórias importantes contra selecções de renome no cenário mundial.

Ottmar Hitzfeld

Ottmar Hitzfeld

O seleccionador, Ottmar Hitzfeld, não faz promessas de um jogo recheado de golos, mas garante uma boa performance futebolística.

“Vamos ver se vão haver muitos golos. São duas selecções que podem defender e atacar bem. Em termos tácticos será um bom jogo para quem gosta de futebol.” – disse o alemão que treina a Suíça, acrescentando ainda que “é extremamente difícil encontrar pontos fracos na Selecção da França. (…) A França é muito bem organizada, com uma defesa compacta e que possui jogadores dispostos a sacrificar-se pelos colegas. Se ficarmos apenas na defesa, corremos o sério risco de perder o jogo. Precisamos  de os pressionar” – completou.

Mesmo a Suíça estando 11 posições à frente da França no ranking da FIFA, as preocupações dos suíços tem lógica se tivermos em conta que a equipa suíça nunca venceu a França em grandes torneios. Além disso, a selecção francesa possui jogadores do mais alto nível, que jogam nalguns dos melhores clubes.

“A França é um país vizinho, mas temos a ambição de prevalecer sobre eles. A França pode sempre melhorar enquanto equipa. Eles têm uma posição defensiva muito forte. Didier Deschamps é um excelente treinador, capaz de motivar a equipa. É uma característica deles. Cada jogador é um membro e isso torna-os uma selecção forte. E para nós, é importante jogar bem. Sabemos que vamos ter de ir além dos nossos limites para poder jogar bem contra a França.” – afirmou Hitzfeld, treinador da Suíça.

Relativamente aos titulares da equipa, o alemão manteve segredo, embora se creia que os onze titulares serão os onze iniciais, uma vez que não existem lesões na equipa – ao contrário do que acontece com a Selecção da França, que poupou alguns dos jogadores durante os treinos semanais, e que tem actualmente Yohan Cabaye lesionado com uma contractura muscular na parte posterior da coxa, o que põem em risco a sua participação no próximo jogo, podendo mesmo vir a ser substituído por Rio Mavuba.

Em jeito de conclusão, o treinador não deixa de referir a importância que os jogadores que não nasceram em solo suíço e são imigrantes, tem na selecção.

“É muito bom, não só para a selecção suíça, como para todo o país. Posso dizer que talvez tivéssemos muita dificuldade se não tivéssemos esses jogadores.” – concluiu.

Depois de vencer o Equador já nos últimos minutos, os suíços querem entrar em força contra a Selecção da França, principal rival dentro do Grupo E.

O jogo vale pela liderança do grupo, mas também vale pela rivalidade entre as nações vizinhas, já que os suíços não escondem a vontade de vencer a selecção campeã do mundo no Campeonato de 1998.

De facto, o Mundial de 1998 foi a única vez que a Selecção da França conseguiu vencer dois jogos ainda na fase de grupos, feito que espera repetir hoje frente à Suíça – a Selecção da França, que jogava em casa, venceu a África do Sul no seu jogo de estreia por 3-0, ganhando depois o segundo jogo frente à Arábia Saudita por 4-0. Este ano os franceses já contam com uma vitória igual à do ano em que foram campeões – no jogo de estreia venceram as Honduras por 3-0 – resta só saber o destino do jogo de hoje.

Com a possibilidade de fazer história, o treinador francês prefere não colocar como obrigação ganhar o segundo jogo e diz acreditar ter um jogo difícil pela frente.

“É a prova de que o Mundial é de nível altíssimo. Não há jogos fáceis. Estamos num Campeonato do Mundo, temos três jogos. É importante ganhar o primeiro, mas não é decisivo. O objectivo das quatro selecções é classificar-se para os oitavos de final.” – disse Didier Deschamps.

Caso consiga vencer o jogo, a França estará a um passo mais perto de se tornar o líder do Grupo E, contudo, quando questionado sobre o assunto, Deschamps não gostou.

“Hoje estamos à véspera do segundo jogo, de modo que eu estaria a desrespeitar a equipa da Suíça. Vamos pensar no segundo jogo e depois falamos sobre isso (liderança). Vai depender do segundo jogo e do resultado dos outros dois adversários que vão jogar.” – finalizou o treinador, referindo-se ao duelo o entre Equador e as Honduras.

Vizinhos e rivais, cada um com suas armas, é certo, mas a verdade é que hoje se decide quem fica mais perto de se classificar para os oitavos de final, motivo de sobra para fazer do jogo na Fonte Nova um jogo ao mesmo nível dos dois primeiros que a Arena baiana recebeu.

O jogo realiza-se hoje, pelas 16h (horário do Brasil), em Salvador.

Treino de reconhecimento

Ontem a selecção da Suíça fez um treino de reconhecimento na Arena Fonte Nova, onde enfrenta hoje a França, em Salvador.

Como de costume, o treinador, Ottmar Hitzfeld, permitiu que a imprensa acompanhasse apenas os 15 minutos iniciais do treino, e pelo que a imprensa pôde verificar, parece que tanto suíços como franceses estão bastante descontraídos com o jogo que aí vem.

Sem problemas de ordem médica, a Suíça mantém algumas opções abertas na equipa. Mehmedi e Seferovic, que fizeram os golos em jogadas de contra-ataque contra o Equador, podem ser titulares no lugar de Stocker e Drmic, respectivamente.

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