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Belgica EUA

Super-poderes de Howard não chegam para prolongamento

A Bélgica venceu os Estados Unidos por 2-1 após prolongamento, numa partida onde Tim Howard foi uma verdadeira parede construída entre os ferros da sua baliza, mantendo a Bélgica a zeros durante noventa minutos onde dominaram. A fabulosa barreira do guarda-redes norte-americana só foi quebrada quando Lukaku entrou no jogo, já no prolongamento, para com o seu poder físico e frescura levar à confirmação de um favoritismo que todos reconheciam aos belgas, mas que teve que ser materializado, de forma categórica, no relvado de Salvador da Bahía.

Klinsmann opta por plano defensivo

A ideia de Jurgen Klinsmann para esta partida ficou clara logo na escolha do onze, com a passagem de Cameron para o meio-campo, com Beckerman a ficar no banco. Com a utilização do central do Stoke como médio-defensivo, os Estados Unidos pareciam inclinar-se a proteger a sua retaguarda, convidando a Bélgica a atacar. Marc Wilmots não abdicou daquilo que vai sendo a sua marca de água nesta equipa, que tem imenso talento no ataque, mas que pensa, primeiro, em não sofrer golos. A solidez do seu meio-campo tinha em Witsel e Fellaini um pêndulo que sugeria um encerramento de qualquer espaço de progressão para a equipa yankee.

A primeira parte teve muita intensidade, mas depois de uma primeira oportunidade de Origi, logo no minuto inicial, a bola andou afastada das balizas. Foi preciso esperar pelo minuto vinte para ver uma triangulação entre Bradley e Dempsey, com este último a rematar para defesa de Courtois. Este lance parece ter despertado a Bélgica que, com Hazard e Mertens bem abertos nas alas e De Bruyne a procurar bem os espaços entre linhas, conseguiu levar o perigo para perto de Howard. O guarda-redes americano ia dando os primeiros sinais de uma excelente exibição. Fabian Johnson, o lateral direito, saiu lesionado à passagem da meia-hora, temendo-se aí que os norte-americanos perdessem uma das suas melhores armas. No entanto, DeAndre Yedlin, o jovem que o substituiu, esteve nos dois maiores lances de perigo da sua equipa, com arrancadas pela sua faixa.

Howard, o super-herói

TIm Howard

Howard defendeu (quase) tudo

A segunda parte pode ser resumida num só nome: Tim Howard. O guarda-redes do Everton defendeu tudo o que havia para defender, tornando-se numa verdadeira parede intransponível para o ataque belga, que a espaços, pareceu à beira da enlouquecer com a maleabilidade do guarda-redes. Foram sete(!) as intervenções decisivas de Howard, algumas delas tendo ficado à beira de não poderem ser descritas. Destacamos duas. Aos setenta minutos, com Origi sozinho à sua frente, Howard não permitiu o golo ao jovem avançado belga. Aos setenta e cinco, foi Origi a servir Kevin Mirallas que rematou e viu Howard a defender com o pé. As palavras, realmente, não servem para descrever o que se passou.

Do lado dos Estados Unidos, a segunda parte foi, sobretudo, de sofrimento. Os norte-americanos desciam as suas linhas, não tinham nos extremos, Zusi e Bedoya, nem velocidade, nem criatividade para responder às investidas do adversário, restando Jones e Dempsey, muitas vezes sozinhos, para tentar levar algum perigo até à área de Courtois. Curiosamente, a grande oportunidade dos americanos, neste período do encontro, surgiu aos noventa e dois minutos, num momento em que poderiam ter morto o jogo. Cameron despejou para a área, Jones assistiu de cabeça e Wondolowski, como que assustado pela proximidade do gigante guarda-redes belga, atirou por cima.

Lukaku e o renascimento

Marc Wilmots lançou Lukaku para o lugar de Origi no início do prolongamento e mudou a história do jogo. Numa das suas primeiras intervenções no jogo, Lukaku ganhou no confronto físico com Basler, levou a bola até à área e serviu De Bruyne, que dançou em frente aos defesas e encontrou, finalmente, forma para meter a bola para lá de Howard. Lukaku continuou a lançar o terror no meio-campo norte-americano, com Howard a salvar por duas vezes, algo que não voltou a conseguir aos cento e quatro minutos, quando De Bruyne abriu em Lukaku para fuzilar as redes. 2-0 e tudo parecia acabado.

No entanto, após a troca de campo, Jurgen Klinsmann lançou Julian Green, que marcou na primeira vez que tocou na bola, aproveitando uma bola servida para o coração da área. O jovem prodígio do Bayern Munique, não perdoou. Até ao final do encontro, os Estados Unidos continuaram a levar perigo até à baliza de Courtois, continuando a criar perigo e a intimidar os belgas, que mereceram bem a vitória conquistada, mas tiveram que sofrer até ao último minuto para confirmar um apuramento para quartos-de-final, onde irão encontrar a Argentina.

 

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