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Thomas Muller Alemanha

Thomas Muller, “intérprete de espaços”

Esta segunda-feira, no Arena Fonte Nova, em Salvador, a Alemanha apresentou as suas credenciais de candidatura ao quarto título mundial. Foi apenas isso. A seleção dos muitos talentos, do planeamento exemplar e da análise cirúrgica das fragilidades do adversário, chegou-se à frente e passou o teste de Portugal com distinção. O homem do jogo foi uma figura difícil de catalogar. Thomas Muller, o avançado desengonçado que aparece em todo o lado, marcou um hat-trick e colocou-se no topo dos melhores marcadores deste mundial. Arrisco a dizer que vai ser difícil arranca-lo de lá.

Um alemão atípico

Joachim Low define-o como um avançado pouco ortodoxo, cujas movimentações são quase impossíveis de antecipar. Além disso, segundo o selecionador alemão, tem uma ideia fixa: como posso marcar o próximo golo? Essa combinação de imprevisibilidade e foco são o que o tornam tão perigoso para as defesas adversárias.

Thomas Muller não é o típico atacante alemão, um n.º 9 de área, possante e oportunista. É um avançado móvel, inteligente, com um apurado faro para o golo. Pode não ser o mais elegante em campo – as meias caídas já são uma imagem de marca – mas o seu estilo desengonçado tem a proverbial eficiência germânica. Sem se perceber muito bem como, Muller vai aparecendo, quase de surpresa, em espaços da área que só ele encontra. Certo dia, quando lhe pediram que se definisse ele soltou uma palavra “raumdeuter”, qualquer coisa como “intérprete de espaços”. O que faz todo o sentido.

Nos ombros de gigantes

Na estreia da Copa do Brasil, o avançado do Bayern de Munich marcou o seu sexto, sétimo e oitavos golos em campeonatos do mundo. Há quatro anos, na África do Sul, sagrou-se como o melhor marcador da competição, com cinco tentos, na mesma altura em que foi eleito o melhor jogador jovem em prova. Com o hat-trick a Portugal, o sétimo da Alemanha nestas andanças, Muller assume-se herdeiro de uma tradição germânica. Aos vinte e quatro anos, já ultrapassou Beckenbauer e Lothar Matthaus, igualou Rudi Voller e está já perto das marcas de Uwe Seeler e Karl-Heinz Rummenigge. Como se espera que a caminhada no Brasil vá longe, é bem provável que junte uns quantos remates certeiros ao palmarés. Tendo em conta a sua juventude, e a expetativa de mais um ou dois mundiais, nem o recorde de Ronaldo e Klose estão a salvo.

 

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