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Capitão América

Um difícil adeus americano

E, finalmente, nos oitavos-de-final, caíram aos pés dos belgas.

Não sem luta. Não sem Tim Howard se ter esticado todo, enquanto foi possível. Não sem tentarem colocar um autocarro a defender o último reduto. Nem sem tentarem incomodar os belgas. Não sem muito sofrimento.

Os Estados Unidos já não são os mesmos, no que ao futebol, o soccer, diz respeito. Estes jogos do Campeonato do Mundo do Brasil, já ultrapassaram, em número de espectadores, os jogos da NBA e da MLB. Assiste-se à História, em directo.

Jürgen Klinsmann é o grande responsável por isso. Ele pôs os norte-americanos a jogar futebol. Empatou com Portugal num jogo em que poderia ter ganho. Perdeu, pela diferença mínima, com um dos possíveis vencedores do torneio. Deixou de fora da convocação Landon Donovan, o grande nome, já veterano, da selecção norte-americana, e aguentou com todas as críticas que lhe dispensaram. Propagandeou o futebol até à náusea, lançando até uma nota de escusa de trabalho para quem quisesse assistir aos jogos da selecção, assinada por si. A bem da verdade, não é inédito a chegada dos norte-americanos aos oitavos-de-final. Conseguiu-o por 2 outras vezes, mas também já teve melhores resultados.

No Campeonato do Mundo de 1930, no Uruguai, a selecção norte-americana conseguiu atingir um fantástico 3º lugar, numa prova onde também encontraram os belgas que despacharam por 3 a 0. Bons tempos. Os Estados Unidos ainda iriam ao Campeonato do Mundo de 1934, e nos anos 50, altura do recomeço da prova, mas depois, só voltaram nos anos ’90.

No Campeonato do Mundo de 1994, do qual foram organizadores, os norte-americanos conseguiram chegar, pela primeira vez, aos oitavos-de-final, tendo perdido aí, 1 a 0, com a selecção brasileira. Voltariam aos oitavos-de-final no Campeonato do Mundo de 2010, na África do Sul, tendo sido eliminados pelo Gana, por 2 a 1, já no prolongamento. A mesma selecção a quem acabaram por vencer, neste Mundial, pelo mesmo resultado, 2 a 1.

Mas o melhor estava para vir no Campeonato do Mundo de 2002, na Coreia do Sul/Japão. Este foi o Mundial em que a Selecção dos Estados Unidos começou por derrotar a selecção portuguesa por 3 a 2. E acabaria por chegar aos quartos-de-final, tendo encontrado e vencido, nos oitavos-de-final, a Selecção do México por 2 a 0, e depois, vindo a perder nos quartos-de-final com a selecção alemã por 1 a 0. Um resultado que se tornou um vício com esta selecção (os Estados Unidos voltariam a perder por 1 a 0 com a selecção alemã no jogo da fase de grupos neste Mundial).

Estados Unidos da América

Os Estados Unidos a fazer o caminho para o futuro

Assim, não é inédito a chegada dos norte-americanos aos oitavos-de-final, mas é-o com a expectativa criada no próprio país. E isto deve-se ao alemão que foi recriar o futebol no Novo Mundo. E é também ele, pela grande muralha erguida perante as forças de ataque da Bélgica, que demoraram 120′ para conseguir ultrapassá-la, o grande responsável. Jürgen Klinsmann é o grande obreiro desta campanha, onde os Estados Unidos se superaram a Portugal, e onde os oitavos-de-final só os pararam porque se cruzam com uma Bélgica forte e completa como há muitos anos não o era.

Como disse Jürgen Klinsmann, após o jogo: “é preciso dizer que o que Tim Howard fez hoje foi fenomenal, excepcional e incrível. Ele manteve-nos no jogo. Ele fez uma partida incrível e precisa de receber os parabéns. Tivemos hipóteses de empatar, mas tenho de felicitar a Bélgica. Estou orgulhoso dos jogadores não apenas pelo que fizeram hoje, mas pelo que fizeram durante todo o torneio. Eles deixaram o país orgulhoso. O futebol nos Estados Unidos só vai continuar a crescer. Está ficando mais forte, e há muito a construir no futuro.”

Foi um adeus difícil. Foi um abandono triste. Mas as teias do trabalho executado ficaram. Os Estados Unidos mostraram que também poder ser, e são, uma potência no futebol. Perdão, no soccer.

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